Transexual suspeita de tráfico de travestis em Franca é presa em Goiás

Prisão faz parte da Operação Fada Madrinha, que desbaratou esquema em Franca

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Uma transexual, de 28 anos, foi presa na última quinta-feira (30) por militares de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), em Aragoiânia, na região metropolitana de Goiânia.

A detida foi encaminhada para a sede da Polícia Federal (PF), na capital, suspeita de tráfico internacional de pessoas. A detenção compõe a Operação Fada Madrinha.

Segundo a delegada Luciana Maibashi Gebrim, da PF de Franca (SP), a investigada estava foragida desde agosto de 2017. A titular ainda ressalta que a presa é suspeita de fazer o aliciamento  de travestis por meio de redes sociais.

“Ela prometia ajudar as vítima com implantações de silicone e tudo mais. Após isso, as que fossem consideradas mais bonitas seriam enviada para países da Europa com o intuito de disputar concursos de beleza, mas, na verdade, as mulheres trans eram submetidas a exploração sexual”, conta.

Luciana explica que a suspeita agia em Goiás e Minas Gerais e que o sistema da organização criminosa, a qual ela integrava, se dava em forma de núcleos regionais.

Cada um deles, selecionava vítimas que mais tarde eram negociadas entre as sucursais. “O grupo tinha um núcleo em Franca, em Leopoldina (MG) e outros em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Jataí e Rio Verde também tinham filiais do esquema. 

Depois de selecionadas, as mais promissoras eram negociadas entre as unidades e, posteriormente, enviadas para a Europa, principalmente para a Itália, “, ressalta.

A delegada destaca que a presa será autuada por crimes de tráfico internacional de pessoas, associação criminosa e exploração sexual, os quais podem somar até a 15 anos de prisão. 

Relembre o caso

A operação teve início em novembro de 2017, após a PF receber denúncias sobre aliciamentos de jovens pela internet. 

Além disso, a operação visava acabar com denúncias de trabalho escravo que as vítimas seriam submetidas.

A principal promessa era da realização de procedimentos estéticos e de viagens à Itália para participarem de concursos de beleza.

Porém, a PF descobriu que as trans eram encaminhadas para Franca e então submetidas à prostituição para se sustentarem ainda no Brasil.

Além disso, elas eram obrigadas a adquirir itens como roupas, perucas, sapatos, entre outros. Isso, segundo a corporação, inseria as vítimas em ciclo de endividamento. 

O mesmo procedimento era realizado com as modelos selecionadas para irem à Europa.

A PF também descobriu que os investigados realizavam aplicação de silicone industrial no corpo das vítimas e que haviam indícios de que as próteses mamárias implantadas eram de segunda-mão. 


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