Testes com vermífugo para tratar Covid-19 avançam, diz Marcos Pontes

Nesse segundo protocolo a ideia é que não precise apresentar nenhum desses sintomas como pré-requisito

Postado em: em Ciência

Na busca por medicamentos contra o coronavírus, o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou que a pasta iniciará uma nova fase do estudo experimental da nitazoxanida — medicamento conhecido comercialmente pelo nome de Annita — em pacientes com a Covid-19.

De baixo custo, esse medicamento, tradicionalmente é indicado como vermífugo e antiparasitário. Agora, em nova etapa da pesquisa, o ministro afirmou que mais 500 pacientes deverão participar do teste experimental do medicamento.

Pesquisas com Annita

No dia 15 de abril, o ministro Pontes divulgou que um estudo brasileiro com a nitazoxanida indicava eficácia de 94% de sucesso do medicamento contra células infectadas pelo novo coronavírus. 

Na ocasião, anunciou: "No máximo na metade de maio, teremos uma solução de tratamento. Um remédio sem efeitos colaterais, [com estudo] desenvolvido pela pesquisa brasileira com todo o rigor científico". 

No entanto, não há perspectiva de conclusão das pesquisas, ainda.

Desde então, a nitazoxanida é testada em cerca de 17 hospitais, segundo o ministério. Os testes clínicos, em andamento, contam com investimento de R$ 5 milhões dos R$ 352,8 milhões recebidos como crédito para uso no combate à Covid-19. 

Na época, Pontes explicou que os pacientes que fazem parte do ensaio clínico recebem o "tratamento normal" da doença. Isso incluía a prescrição de antitérmicos, antibióticos e anticoagulantes, além da nitazoxanida.

Essa primeira etapa de testes deve continuar em andamento aos novos estudos anunciados.

"Agora, vamos fazer uma fase dos testes com tratamento precoce, ou seja, [se] a pessoa testou positivo, ela já vai poder entrar nos testes clínicos", explicou o ministro.

"Nesse segundo protocolo a ideia é que não precise apresentar nenhum desses sintomas como pré-requisito, é só o resultado positivo para Covid-19 e já pode entrar no teste, o que vai acelerar bastante o estudo com o medicamento", esclareceu Pontes. 

O ministro também ressaltou que o protocolo do estudo já iniciado não permite a divulgação de resultados parciais e também não tem previsão de conclusão, já que depende da seleção de pacientes aptos.


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