Série Músicos vivos e atuantes - RENATO SILVA JÚNIOR

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Para falar do Renato, vou relembrar como o conheci... foi numa escola estadual onde eu lecionava Artes e Música.

Iniciamos um projeto de visita à CASA DOS MÚSICOS e os alunos que se interessaram concorreram a bolsas de estudos em piano na Casa dos Músicos. E o Renato foi um deles, com 11 ou 12 anos de idade. Não foi sorteado mas um amigo lhe cedeu  a bolsa.  Ele já demonstrava um ouvido apurado e facilidade para a música, o que lhe faltava era ler partituras. Então iniciei o trabalho. Escolhi uma partitura simples do Aleluia de Haendel para ele tocar. E quando mostrei a ele a partitura e falei qual era a música, ele se sentou ao piano e tocou acordes bem elaborados da mesma música, mas tocados de memória ou de ouvido como se usa dizer. A partitura era simples, ele se sentou e apresentou aquela mesma melodia toda rebuscada com arranjos, com 11 ou 12 anos de idade. Haendel ficaria muito feliz em ouvir sua música desta forma!

Meu primeiro contato com o Renato foi este. E a partir dali viemos tentando dar-lhe o ensino formal de leitura de partituras, mas logo ele saiu porque  o que ele sabia só de ouvir, como criança,  deduziu que não precisaria de mais nada.

Posteriormente, anos depois ele voltou para fazer um trabalho de técnica e muito mais focado, já maduro, não era mais criança, já conseguia ler partituras e veio trabalhar a agilidade e destreza. Cursou alguns meses e já foi o suficiente para lhe dar suporte para seu jazz e tudo o que vinha tocando.

Existem vários tipos de talentos musicais. Ele nasceu assim, manifestou muito cedo, quem tem o ouvido absoluto é de nascença. Pode-se desenvolver como tudo na vida pode-se aprender, mas ter aquele ‘ feeling’ de saber como fazer de imediato, é de alma.

Pedi ao Renato que fizesse um relato sobre aqueles tempos antigos e ele me enviou estas palavras:

 Você começou a falar sobre a vida dos compositores nas aulas de artes na escola, nós assistimos vídeos, realizávamos seminários, teatros e outras atividades (o projeto com flautas veio depois, e no período da tarde, eu já estudava de manhã).
Nosso contato com o piano se deu na Casa dos Músicos, quando você, um dia, promoveu um passeio para os alunos do Hélio Palermo conhecerem este espaço. Cada um dos alunos ficou em uma sala da casa, eu me lembro que fiquei na sala de vídeo (o Lucas estava lá) e acho que você separou um vídeo sobre Bach pra gente assistir. Após assistir ao vídeo cada aluno tinha que elaborar um texto dizendo o que tinha entendido.
Me lembro que o vídeo falava algo sobre o sistema de afinação temperada e como Bach havia exercido influência sobre isso e tal…
Fui o primeiro a terminar o texto e corri pra te mostrar (o restante da turma ficou lá na sala quebrando a cabeça.. rsrs), quando te mostrei o texto você leu e viu que o que eu havia escrito tinha sentido com o vídeo que havia passado. Foi quando eu vi o piano na sala e perguntei se poderia tocar, você perguntou se eu sabia tocar piano, eu respondi “Sei!”, aí você me mandou sentar lá e tocar algo, não me lembro o que toquei, mas quando terminei você disse: “Puxa! Que legal! Olha, ao final da visita eu vou sortear algumas bolsas de estudo para os cursos de piano, teatro e canto, quem sabe você não ganha?!”
Pois bem, ao final o sorteio foi realizado e, EU NÃO GANHEI! kkkkkk
Mas quem ganhou a bolsa foi o Felipe, um amigo meu, que me cedeu a bolsa.
Foi aí que começamos a estudar”

Hoje, Renato ministra aulas de teclado e harmonia para alunos em todo o Brasil e também do exterior via internet, é arranjador e músico de estúdio em produções fonográficas e também como sideman, acompanhando orquestras, corais e artistas dos mais diversos segmentos.

Não há o que ele não consiga fazer quando se pede para que ele toque. O clássico que exige mais tempo e dedicação, malhação de dedos e uma série de outros conhecimentos, acredito que ele ainda vai buscar futuramente, pois é capaz de fazer aquilo que ele se determinar.

Fica minha homenagem a este músico fantástico, no seu estilo particular de apresentar a música. Se eu tiver que dizer uma palavra sobre ele diria: versatilidade!

Continue sua linda caminhada musical Renato! Deus tem um lugar reservado para você, transmitindo a beleza destes sons.

Então, coincidentemente separei Aleluia de Haendel – que certa vez um amigo alemão traduzindo nomes  para o Português me disse que Haendel quer dizer Renato! E que Beethoven quer dizer beterraba. E Steinweg – antigo nome dos pianos Steinway , que em inglês quer dizer caminho de pedra. Fomos conversando e filosofando sobre os pianos Steinway e o quanto são fortes, sonoros, resistentes, lindos, seguros em termos sonoros, procurando fazer uma alusão ao significado ‘ caminho de pedra’.

Renato: siga seu caminho musical maravilhoso com toda a minha admiração nesta pequena homenagem de hoje!

Steinway, sobrenome; Henry Steinway (1797-1871, nascido como Henrich Steinweg), fabricante de pianos americano, fundador da companhia de pianos Steinway e filhos – Alemanha - google.

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Sideman

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Sideman é um músico profissional que é contratado para se apresentar ou gravar com um grupo a qual ele não integra. É também conhecido como músico freelancer. [1][2] Sidemans geralmente se adaptam a vários estilos musicais diferentes, sendo capazes de se encaixar sem problemas em qualquer grupo em que sejam contratados para tocar.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.