Roupas inteligentes são aposta para futuro do consumo de moda

Modelos com inovações tecnológicas permitirão que usuários monitorem a saúde, ajudem o meio ambiente e mais

Postado em: em Tecnologia

O futuro já chegou para itens como celulares, casas e carros. A tecnologia atual permite que eles sejam mais “inteligentes” e auxiliem consumidores em suas tarefas diárias. Agora, outro item pode entrar nessa lista: a roupa.

Essa é a proposta do pesquisador do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de são Paulo (USP), em São Carlos, Mário Gazziro.

A partir de uma sugestão da estudante de licenciatura em Ciências Exatas da USP Carolina Cerne, o pesquisador desenvolveu quatro modelos de “roupas inteligentes” junto com os alunos.

Os produtos funcionam pela união de centenas de micro LEDs e sensores eletrônicos conectados a uma rede mesh, que não sofre interferência das redes wi-fi. Os sensores permitem que os modelos sejam usados, daqui a um tempo, para o monitoramento da saúde dos usuários. Outro ganho que elas trarão ao consumidor é seu potencial sustentável.

Mercado

Mário Gazziro comenta as utilidades práticas das “roupas inteligentes” que desenvolveu e prevê o possível mercado no futuro. “A iniciativa partiu de uma das minhas alunas, que tinha formação nas Ciências Exatas, mas também tinha experiências no ramo da moda. A primeira peça que criamos monitorava o batimento cardíaco do usuário e, então, surgiu a ideia de prepararmos um desfile com nossas criações, com motivos futuristas para embasá-lo”, conta.

Centenas de microleds e sensores eletrônicos são a tônica das peças inteligentes, que, ao serem conectadas a uma rede nash, não sofrem interferência das redes wi-fi.

E isso pode levar a um monitoramento futuro da saúde de seus usuários. “Seria interessante, por exemplo, estendermos os estudos para desenvolver peças que também monitorem a atividade muscular, para quem faz fisioterapia, esforços além do que deveria e uma recuperação. É um universo muito amplo e interessante. Deficientes auditivos também podem ser beneficiados com vestimentas com sensores. Nosso interesse é que essa sustentabilidade chegue rapidamente aos usuários”, conclui.


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