Policiais aprovados em concurso há dois anos vão à ALESP pedir convocação

Quase 700 PMs estão aptos a iniciar suas atividades mas podem ver concurso ter prazo encerrado

Postado em: em Segurança

Concursados aprovados para a carreira de policial militar reuniram-se nesta semana na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para protestar. Eles realizaram os exames em 2017 e demandam a efetivação dos postos de trabalho por meio da convocação pelo Poder Executivo estadual. 

Foram 111 mil inscritos para o edital 321/2017, dos quais 2.868 foram aprovados. Deles, 2,2 mil foram convocados, gerando 668 aptos que ainda esperam ser chamados, e que se reuniram por meio da Comissão de Excedentes. Para a presidente Maria Milena da Silva, o sentimento é de aflição. "São famílias que deram tudo, muitos perderam o emprego e se esforçaram nos estudos", contou. Os selecionados correm o risco de ver o edital encerrado sem terem sido convocados; o prazo limite é fevereiro de 2019. 

O vice-presidente da comissão, Ricardo Ferretti, salientou o motivo da luta: os aprovados passaram por todos os testes, que compõem uma prova escrita, exame médico, psicológico e toxicológico, investigação social e entrega de documentos. "Essas pessoas que não foram chamadas estão sendo desperdiçadas, enquanto a polícia tem um déficit enorme", lamentou. 

Segundo o deputado Carlos Giannazi (PSOL), foram publicados outros dois novos editais. "Não faz sentido. Já existem profissionais aptos. Não é possível justificar a não convocação devido a uma crise no orçamento. Não há crise. Aprovamos R$ 216 bilhões para este ano, e no ano que vem teremos mais R$ 10 bilhões", explicou. 

Para o deputado Delegado Olim (PP), a realização de novos concursos é injusta. "Mais dinheiro será gasto, mesmo quando há profissionais preparados para isso. Quero ver vocês na rua", incentivou.


Artigos Relacionados