Música e EQM

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Bom dia amigos!

Para minha surpresa, descobri que existe música num outro plano ou dimensão, assistindo a alguns vídeos do canal ‘ afinal o que somos nós ‘ do youtube.

Venho pesquisando sobre música em vários âmbitos, o que ela ocasiona, o que traz de benefícios, qual a frequência mais utilizada para bem estar, quais os tratamentos em que utilizaram música para melhora de pacientes e uma série de artigos sobreo que a música representa para nós.

Recentemente assisti a 2 vídeos do canal citado acima, o qual compartilho com vocês aqui, onde num deles ‘ Sonia ‘ , uma brasileira que morava na Rússia e atualmente mora em Paris, relata sobre sua Experiência Quase Morte ( EQM) onde transportada para uma outra dimensão, ouviu música numa espécie de túnel branco.

A outra experiência que ouvi foi de uma médica que há 40 anos passou pela EQM e descobriu que nossa consciência pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. É intrigante perceber que tais experiências estejam guardadas por tantos anos, com medo da exposição sobre o assunto.

Eu particularmente passei por uma EQM no ano 2000 quando fui submetida a um exame de contraste para saber se tinha trombose na perna. No momento em que injetaram o contraste, eu ‘ apaguei’ e me vi fora do corpo no alto do recinto do exame, onde tinha uma luz intensa parecendo um sol, no canto do cômodo. Senti uma paz indescritível, uma sensação de alívio muito grande. Fiquei neste estado por 2 minutos mais ou menos que foi o tempo que demoraram para preparar a cortisona para ser injetada e cortar o efeito do iodo de contraste. Vi a movimentação dos profissionais, o médico chamando a atenção do enfermeiro que sacudiu o frasco de onde iria retirar o líquido com uma seringa e formaram bolhas. Ele teve que sair da sala e buscar outro frasco e nisso o médico andava de um lado para o outro e depois tentava me reanimar. Enquanto isso, eu estava vendo meu corpo na mesa de exames, mas ao mesmo tempo eu estava acima, no canto do recinto, no teto, no meio daquela luz intensa parecendo um sol e vivenciando um alívio intenso, sem sofrimento, sem preocupações, sem medo, apenas observando a movimentação dos profissionais.

Quando injetaram o ‘ antídoto’ para que eu voltasse do choque anafilático, voltei , mas voltei com pesar porque a sensação que eu estava sentindo naquela luz era de muita paz.

Detalhe importante foi que 5 dias antes fui marcar o exame e a atendente me fez algumas perguntas sobre alergia, as quais, umas delas respondi que não sabia se teria alergia. Ela então, fez um X na resposta ‘ não ‘ , como se eu tivesse respondido que não teria nenhuma alergia às perguntas feitas. Me deu o papel para assinar e quando li, coloquei na frente do X – ‘ não sei ‘ e ela bastante irritada me disse que porque eu rasurei colocando ‘ não sei ‘, eu teria que tomar 14 comprimidos no final de semana ( isso era uma quarta-feira) e voltar para fazer o exame somente na 2ª feira com presença do médico. Eu disse que tudo bem.

Tomei os 14 comprimidos no final de semana, cheguei meio grog pra fazer o exame, mas mesmo assim tive o choque anafilático. Se não tivesse tomado, teria morrido mesmo na hora, sem o choque.

Mas o que isso tem a ver com a música?

A partir deste ocorrido, minha percepção ficou mais aguçada, minhas alergias aumentaram por outros agentes externos, comidas, etc.

Como injetaram muito rapidamente o antídoto no meu pé, tive flebite e fiquei 3 meses de repouso.

Durante este repouso é que posso relatar que tive algumas das experiências que as pessoas que tiveram EQM relataram , tais como : ouvir músicas, ter insights, a criatividade ficar mais exacerbada talvez devido à percepção e intuição aumentadas, especialmente ter a sensação de que esta experiência foi uma espécie de chamado para que eu descobrisse a minha missão , no meu caso, com relação à música. E desta data para cá, me movimentei mais intensamente para que a música se tornasse direito de todos.

Elaborei um Projeto de Flauta Doce que deu muito certo numa escola do Jardim Dermínio e depois foi expandido para outras escolas, na formação de professores multiplicadores, onde eu os orientava toda semana por 3 horas e chegamos ao final de 2005 com 6 mil flautistas nas escolas estaduais de Franca e região.

Eram ideias talvez utópicas para muitos, mas que vinham como que jorrando em minha mente. Aluguei uma casa e montei a Casa dos Músicos ,que chegou a dar 80 bolsas de estudos para crianças e jovens e também atender a outros alunos pagantes.

O que pude perceber é que todas as ideias eram amplas, quase que chegando à utopia, mas davam certo.

Levei 180 alunos em 2005 e 90 alunos em 2006 para assistirem a um concerto didático na Sala São Paulo. Tudo o que antes, seria utópico.

Eu não sabia porquê tudo isso vinha com tanta intensidade. Agora, assistindo a vários relatos de pessoas, que passaram pela EQM, alguns se assemelharam ao meu sentimento na volta da experiência: uma força intensa, uma vontade de fazer a diferença no mundo, no meu caso através da música.

Em 2003 tive a oportunidade de ir para Alemanha participar de Masterclasse e isso continuou posteriormente em 2006, 2009 e no ano de 2011 fui pra Suiça e também Alemanha estudar.

E continuei, depois de aposentada, me aprimorando no estudo de piano, especialmente na didática para alfabetizar, percebi que teria que ‘ aconchegar os alunos num espaço que fosse inspirador ‘ e me movimentei arduamente para ter o Espaço Franz Liszt onde dou aulas hoje.

Só agora, percebo que isso veio de uma Experiência Quase Morte que deu um impulso na minha missão quanto à música.

Deixo dois vídeos, mas existem muitos que estão sendo propagados e estudados , tem livros a respeito e é interessante que isso se propague para entendermos um pouco mais sobre ‘ o que somos nós ‘ e o que viemos fazer aqui, e ainda o que existe depois da ‘ morte ‘.

Abraço a todos! Deliciem-se neste canal. Vale a pena!

“Afinal o que somos nós”