Massagens aliviam desconfortos durante época de baixas temperaturas

Melhora da circulação e qualidade do sono estão entre os benefícios, diz especialista do Senac Franca

Postado em: em Mais+

As doenças respiratórias são típicas de períodos frios e reforçam os cuidados com o corpo para prevenir gripes, resfriados, entre outras infecções. Uma das maneiras de aliviar desconfortos e, principalmente, fortalecer o sistema imunológico é a massoterapia. Suzana Kioko Nambu, docente da área de saúde e bem-estar do Senac Franca, ressalta que massagens associadas a técnicas terapêuticas, que utilizam óleos essenciais, são favoráveis à melhora e ao fortalecimento do organismo, bem como ao descongestionamento das vias respiratórias.

“O benefício está em associar as funções terapêuticas aos princípios ativos encontrados nas plantas de onde são extraídos os óleos essenciais. Massagens como a relaxante energética e a reflexologia podal são ótimos exemplos desse processo de alívio e fortalecimento do sistema imunológico”, afirma a especialista.

Optar pela técnica no inverno ainda tem outros pontos positivos: melhora da circulação sanguínea e da qualidade do sono, relaxamento, tonificação e hidratação da pele, evitando descamação e fissuras. Mas a massagem contribui para a sensação de bem-estar durante todo o ano. “Um dos seus efeitos é a grande liberação de neurotransmissores, que trazem equilíbrio e relaxamento ao nosso corpo. Dentre eles, temos dopaminas, endorfina, serotonina e substância GABA (ácido gama aminobutírico), que reúnem benefícios diversos, como melhora do humor, inibição da ansiedade, regulagem do sono e antidepressivo”, explica Suzana.

As sessões de massoterapia também contribuem com o relaxamento muscular, articular e mental, melhora das funções fisiológicas, atenuação de dores do cansaço e da postura, aumento da consciência corporal e maior eficiência na eliminação das toxinas. São diversas as técnicas que podem ser escolhidas pelas pessoas: massagem clássica; relaxante energética; ayurvédica abhyanga; com óleos essenciais (aromaterapia); massagem nos pés (reflexologia podal); shiatsu; Tui ná; Do in; bambuterapia; e pedras quentes.

 “Cada uma tem indicações bem desenhadas para o corpo. Por isso, aos que se interessarem por esse universo natural de relaxamento e promoção da saúde é necessário pesquisar sobre qual a melhor técnica para determinada situação ou objetivo”, orienta a docente do Senac. Quanto à frequência da aplicação, depende do quadro de saúde da pessoa e da técnica escolhida. Há massagens que podem ser aplicadas diariamente, outras semanalmente, a cada quinze dias ou mensalmente.

“Essa análise precisa ser feita por um profissional qualificado, que determinará quais procedimentos e frequência são adequados para cada caso. Não há uma receita pronta nessa área, pois cada pessoa é única e suas necessidades precisam de um diagnóstico específico”, pontua Suzana.

Para Paulo Lourenço, de 63 anos, por exemplo, a massagem alivia dores nas costas e no nervo ciático. “Conheci a massoterapia no Senac e, há alguns anos, frequento os atendimentos promovidos pelos alunos da unidade. Ajuda muito, fico sem dor e relaxado.”

O uso da massagem para a promoção do bem-estar é uma prática reconhecida, tanto que, em 2006, o Sistema Único de Saúde (SUS) começou a implementar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares como apoio aos tratamentos de saúde. Entre as técnicas disponíveis estão aromaterapia, ayurveda e shantala. O engajamento e a aceitação dos pacientes mostra a força dessa área: segundo o Ministério da Saúde, o uso das práticas integrativas no SUS vem crescendo a cada ano.

Atendimento gratuitos

Para quem deseja se familiarizar com as técnicas e compreender seus benefícios, o Senac Franca promove com frequência atendimentos gratuitos na unidade, promovidos por alunos da área, como do curso Técnico em Massoterapia. Para o agendamento, basta acessar o Portal Senac (www.sp.senac.br/franca), selecionar o item Serviços e escolher o atendimento desejado, mediante liberação de agenda ou vagas disponíveis. Mais informações diretamente no Senac. 


Artigos Relacionados