Inflação em baixa eleva contratações temporárias no final do ano

Setor está mais confiante com o período natalino por conta da inflação baixa e queda nas taxas de juros

Postado em: em Comércio

O número de trabalhadores temporários no comércio para o final do ano deverá chegar a 74,1 mil, segundo projeções divulgadas nesta última sexta-feira, 08 de dezembro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Responsável pelas contratações, a expectativa de vendas para o Natal mostra otimismo do setor. Segundo o levantamento, a data deverá movimentar R$ 34,9 bilhões este ano.

O cenário para o comércio está bastante positivo para o curto prazo. O comércio interrompe dois anos de queda, conforme aponta o economista-chefe da Divisão Econômica da CNC, Fábio Bentes. Por conta da crise econômica no País, os varejistas adiaram a temporada de oferta de vagas temporárias para dezembro, em vez do período entre setembro e novembro, como geralmente ocorre.   

Apesar da mudança, a intenção do setor é efetivar cerca de 30% dos temporários. Em 2015 e 2016, somente 15% dos trabalhadores temporários foram efetivados depois do Natal. Segundo o levantamento, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro deverão concentrar 47% das contratações.

O salário médio de admissão deverá ter aumento de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1.185. O maior pagamento médio deverá ser oferecido no ramo de artigos farmacêuticos (R$ 1.430). Em seguida, estão as lojas de produtos de informática e comunicação (R$ 1.392). Os dois segmentos, no entanto, deverão responder por apenas 2% do total de vagas temporárias oferecidas.

Em relação às projeções de venda no comércio, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 11,8 bilhões), lojas de vestuário (R$ 9 bilhões) e de artigos de uso pessoal e doméstico (R$ 5,1 bilhões) deverão responder por 74% do faturamento das vendas natalinas em 2017. O maior aumento deverá ser apresentado pelas lojas de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 17,8% na comparação com 2016.


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