Com 5,6 mil casos de dengue, Ribeirão supera em 30 vezes saldo de 2018

Total também é superior a parciais de 5 anos considerados epidêmicos na cidade

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Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que, em cinco meses, Ribeirão Preto teve 5.655 casos confirmados de dengue.

O total de janeiro a maio é 30 vezes maior do que o computado no mesmo período do ano passado, com 187, e supera as parciais de cinco dos dez anos anteriores considerados epidêmicos no município.

O balanço é mais elevado se comparado aos casos confirmados em 2001, 2007, 2008, 2009 e 2015, com saldos entre 903 e 2.835, mas abaixo de períodos como 2016, com 34,8 mil pacientes infectados em cinco meses, e 2010, com 28,2 mil.

Em nota, a Prefeitura informou que tem realizado ações diárias contra os focos do mosquito Aedes aegypti, entre campanhas de conscientização de moradores e nebulização de domicílios. "Os números estão dentro dos parâmetros aceitáveis, se comparados às demais cidades do Estado", comunicou a administração municipal.

Apesar da alta em 2019, os registros da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti obtidos em maio apresentam recuo em relação a abril.

No mês passado, 1.259 pessoas foram diagnosticadas com a doença, 37,9% a menos do que no período anterior, com 2.030 ocorrências.

Os mais de 5,6 mil casos confirmados da doença, entre as quais duas mortes confirmadas em abril, correspondem a um terço do total de suspeitas, que este ano chegam a 16,7 mil.

As zonas leste e norte são que mais concentram confirmações, respectivamente com 1.717 e 1.324 registros. As regiões oeste (1.015), central (961) e sul (548) aparecem na sequência. 

Chikungunya, zika e febre amarela

O boletim epidemiológico também confirma um caso de febre chikungunya desde o início do ano - registro de janeiro - diante de 65 suspeitas. No mesmo período do ano passado, tinham sido três ocorrências confirmadas.

O município também registrou até maio deste ano 108 suspeitas de zika vírus, mas nenhuma confirmação, assim como ocorreu com a febre amarela, que teve uma suspeita em janeiro, não atestada pelos exames.


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