A FEIRA LIVRE – BRASIL EM LIQUIDAÇÃO – JANEIRO!

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​Quem dá mais? “-Olha a banana madurinha, compra aí freguesa...precinho pra não deixar apodrecer”.

Olha a liquidação com 70% de desconto em eletrodomésticos... Corram, é só dia tal... 

Tenha o carro dos seus sonhos, não passe vontade, você pode ter o que seu vizinho tem... 

Consumir objetos... Como se fossem sonhos! O que é um sonho? O que se registra na alma? O que faz a alma ascender e evoluir? Seriam boas ações? Seria plantar uma árvore? Adotar uma criança órfã? Acolher doentes? Cuidar de idosos? 

Um idoso fez um pedido de Natal num documentário: - eu só quero uma visita, que seja pra mim e que fale comigo. Este idoso tinha muito dinheiro, mas perdeu a família e estava doente no asilo. 

É bom ter objetos sim, claro que é. Mas o desequilíbrio entre o SER e o TER está deixando as pessoas vazias. Atrás do TER – ainda vem: quero ter para ser melhor que o outro, como se o TER desse o poder a alguém para ser MELHOR!  Tem muitas pessoas que tem muitas coisas e são ótimas pessoas, muito melhores porque sabem viver em equilíbrio.

A observação  sobre a FEIRA LIVRE DO BRASIL EM LIQUIDAÇÃO é sobre EDUCAÇÃO!

Este mês fiquei muito feliz com um convite. A Escola de inglês CCBEU – faço questão de dizer o nome porque temos que dar nomes aos bois, e que todos os integrantes da escola possam ler esta matéria, seus alunos e pais, para perceberem que tem alguém tentando mudar algum conceito de divertimento em algum lugar.  Estamos em férias e a escola está pensando em dar DIVERTIMENTO COM CULTURA PARA OS ALUNOS. Não é o consumir por consumir.  Não é o divertimento que só tira o dinheiro dos pais e não devolve aprendizado ou conhecimento ou cultura para a criança... ELES ESTÃO MUDANDO ESTE CONCEITO!

A preocupação: qualidade nas atividades, cultura, lazer, informação, tudo com divertimento! Amei a ideia e que sirva para todos os organizadores de atividades para criança. A criança se tornou um alvo para ganharem dinheiro com produtos, brinquedos, games, etc.  Quando vejo algo como oferecer: teatro com História da Música, Mágicas, Malabares, Culinária, Meio Ambiente, Contação de histórias e outros divertimentos, com caça ao tesouro e tudo mais... Tenho que aplaudir, divulgar e que isso se propague. Estão de parabéns pais, educadores, monitores e donos da escola. Minha reverência!

E aqui neste espaço deste JORNAL DA FRANCA – A NOTÍCIA QUANDO ELA ACONTECE – também sinto esta abertura à cultura, à informação, à transformação para um mundo melhor.  Que bom podermos juntar as iniciativas do bem e colocarmos na COLUNA CHAMADA FOFOCAS MUSICAIS.  A fofoca de hoje é sobre a FEIRA LIVRE DO BRASIL EM LIQUIDAÇÃO, mas nesta feira encontramos o tesouro de iniciativas como a deste jornal e desta escola de inglês, onde estarei presente ministrando um Workshop dia 22 de Janeiro. Salve as crianças! Elas merecem saborear cultura no lazer!

APRESENTAÇÃO DOS ALUNOS DA CASA DOS MÚSICOS EM 2002 – SAMIR LOPES ROSA, EDUARDO PIRES SIMÃO, BEATRIZ E FERNANDA MONTEIRO PEREIRA ENCENANDO NO SHOPPING DE FRANCA A VIDA DE MOZART. ( Em cena Mozart, Nannerl, e seus pais Leopold e Anna Maria)

O pequeno Mozart tocando ao cravo, seu pai Leopold ao violino e a mãe Anna cantando.

Este foi o juramento que fiz em minha formatura de piano. E venho tentando cumpri-lo ao longo da vida:

“PROMETO DE CORAÇÃO SERVIR À ARTE, PARA QUE O BRASIL POSSA, NA DISCIPLINA, TRABALHAR CANTANDO.”

“ É curioso constatar que a inscrição dos cantores desse Orfeão dos Professores se fez num livro cuja primeira assinatura foi a do professor Roquette Pinto, presidente honorário dessa instituição e em cujo cabeçalho estava escrita a seguinte legenda:

PROMETO DE CORAÇÃO SERVIR À ARTE, PARA QUE O BRASIL POSSA, NA DISCIPLINA, TRABALHAR CANTANDO.

Essa legenda admirável pode bem sintetizar o espírito com que é praticado o canto orfeônico no Brasil, e simbolizar a disciplina e a força espiritual de que virão impregnadas as futuras gerações brasileiras.

https://www.passeidireto.com/arquivo/23397158/marco-antonio-carvalho-santos-villa-lobos/21

ESPERANÇA QUE NUNCA MORRE EM NOSSOS CORAÇÕES!


2018: O ANO DO VOTO DE MINERVA: A DEUSA DAS ARTES – PALAS ATHENA!

O ANO DE JÚPITER, DO CÃO DE TERRA, DA DEUSA PALAS ATHENA ( MINERVA)

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TUDO O QUE FOR MENTIRA CAIRÁ POR TERRA. A VERDADE PREVALECERÁ!

2018 está repleto de simbolos, heróis, inspirações , exemplos. Ah ! Que ótimo !

“Pallas Athena era uma das formas de Themis, que atuava com sabedoria ao invés da coação/coerção, alternativamente. A figura Pallas Athena representa a solução de conflitos sem o uso da força do Estado-juiz, valendo-se do consenso entre as parte beligerantes. Atualmente, com os tribunais assoberbados, os métodos pacíficos de solução de conflitos representam um caminho extrajudicial rápido e menos oneroso. “ GOOGLE.

Na mitologia romana, Minerva era a deusa (divindade) da sabedoria, do conhecimento, da guerra, das artes, da estratégia militar, da música e da indústria. Sua equivalente na mitologia grega era a deusa Atena.

Principais características e informações mitológicas: - Minerva era filha Júpiter (deus dos deuses no panteão romano). De acordo com o mito, Júpiter engoliu a titânide Métis. Minerva teria nascido após o deus Vulcano ter aberto a cabeça de Júpiter. Neste momento nasceu Minerva, já adulta, portando armamentos de guerra da época.

- Era a deusa padroeira dos artesãos em Roma Antiga. - Era considerada a deusa protetora da cidade de Roma (capital do Império Romano). - Fazia parte da tríade capitolina junto com Juno (rainha dos deuses) e Júpiter. - O principal local de culto da deusa Minerva era o Monte Capitolino, um dos montes que cercam a cidade de Roma. - Era representada fisicamente nas estátuas com uma beleza simples, com expressões de força, nobreza e majestade. Geralmente, portava em suas mãos um escudo e uma lança de guerra. - Os animais associados à Minerva eram a coruja (mais comum), a formiga, a cobra e o besouro. - Os romanos celebravam as festas em homenagem à deusa Minerva entre os dias 19 e 23 de março. https://www.suapesquisa.com/imperioromano/minerva....

PALAS ATHENA NA GRÉCIA OU MINERVA EM ROMA a deusa da SABEDORIA, DA JUSTIÇA E DAS ARTES ! Que alegria a filha de Júpiter protegendo 2018 .

PARA OS CHINESES: Ano do cão de Terra : INÍCIO 16 DE FEVEREIRO 2018.

Você deve se lembrar que o elemento primário do signo do Cão é o elemento Terra, seguido por forças secundárias fornecidas por Fogo e Metal. O ciclo criativo de Fogo, Terra e Metal significa que o dinheiro pode vir para aqueles que decidem escolher honestidade e justiça em seus negócios. As empresas que asseguram o bem-estar e a saúde dos seus consumidores, nomeadamente através do aumento dos investimentos nas áreas da reciclagem e das energias renováveis, serão recompensadas com um aumento das receitas. De acordo com os preceitos de Wu Xing e o ciclo criativo dos 5 elementos da astrologia chinesa, a Terra cria o Metal. Para ganhar satisfação alegre ao longo do ano, é auspicioso mostrar solidariedade e fraternidade, para que a nobre e vigorosa justiça do Cão de Terra se converta em riqueza material e espiritual.

JÚPITER 

Depois da dupla regência de Saturno (pelo ciclo de 36 anos que começou em 2017 e pela regência planetária do ano), podemos começar a comemorar a chegada de um 2018 mais alegre e de colheita, depois de muito esforço e uma árdua plantação. Júpiter, o grande beneficiador do zodíaco, nos acompanhará em todos os meses do ano, indicando caminhos para nosso crescimento pessoal e profissional, além da expansão de nossas vidas. Júpiter costuma trazer algumas bênçãos quando rege um ano. Associado à riqueza, o planeta traz progresso, crescimento, expansão e melhoria nos negócios, na saúde, no amor e no trabalho. Júpiter abre portas, traz novas oportunidades e facilita o fluxo da vida. 

SALVE 2018 ! SEJA MUITO BEM VINDO !

Protegidos estamos por toda esta simbologia. Agora, que ela esteja em nossos corações!

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

PIANO É ATÉ 100 ANOS DE IDADE!!!

É MATEMÁTICA, HISTÓRIA , GEOGRAFIA, SÓ QUE NUNCA MAIS SE ESQUECE. COMO ESTUDAR PIANO?

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1.A criança quer ? Sabe que desenvolverá habilidades?

2. Os pais sabem que precisa ter constância, pontualidade, incentivo, dedicação, mas deixar a criança livre também!?

3. Sabem a metodologia que será utilizada? Confiam no profissional? Se não confiam e não querem confiar não insistam! O profissional já tem uma metodologia desenvolvida. Não irá se moldar ao desejo de cada um que entrar e quiser interferir na Didática.

3. Qual a importância do estudo de um instrumento? 

E este pergunta merece considerações longas mas vamos tentar ser breves. 

3.1. O piano desenvolve percepção auditiva- isso não é só para tocar piano ou qualquer instrumento, mas faz a pessoa ouvir com mais atenção, filtrar o que ouve, interpretar ( tanto na vida quanto no instrumento)

3.2. O piano desenvolve coordenação motora- É PRECISO TREINAR, quem não treina não consegue desenvolver a coordenação. Exercitar os dedos, músculos, tendões, faz parte do desenvolvimento. Melhora a caligrafia inclusive.

3.3. O estudo de piano promove o auto-conhecimento porque através da maneira como se lida com o instrumento e o aprendizado, a pessoa se depara consigo mesma. É um espelho.  Muitas vezes o que ela não conseguiu descobrir sobre si mesma a vida inteira, vai descobrir estudando o instrumento porque exige uma série de atributos  de observação.

3.4. O estudo do piano desenvolve a melhor observação, prestar atenção aos detalhes, aos mínimos detalhes de uma partitura, para que ela seja tocada como foi pedido pelo autor. Devido a isso quem estuda vai se tornando mais observador (a)  e detalhista em seu trabalho, nas atividades que desenvolve, na decoração de um ambiente, etc.

3.5.  O estudo do piano promove o enfrentamento à inibição ou timidez. É uma forma da pessoa se expressar sem precisar usar a palavra, ao mesmo tempo estará treinando o ‘ falar ‘ de uma outra forma: a sua expressão.

3.6. O estudo do piano promove a reflexão sobre uma partitura ou com o conhecimento sobre os autores, suas biografias, formas de pensar, sentir e transmitir a música. Com tais reflexões, a introspecção vem de forma natural e existe um mergulho nas observações do todo tanto dos seres humanos como de si mesmo.

3.7. O estudo do piano promove a realização pessoal quando uma pessoa percebe que ela pode tocar um instrumento, ela pode aprender aquelas ‘ bolinhas pretas ‘ , ela pode se expressar, enfim descortina-se um novo horizonte de possibilidades e esta realização causa uma ‘ cura ‘ alguns males que a pessoa vinha trazendo por não acreditar em si mesmo(a).

3.8. O estudo do piano faz desenvolver o raciocínio lógico-matemático pois com a leitura de partituras percebe-se muitos conceitos das disciplinas exatas e com isso o cérebro passa a raciocinar mais rapidamente ; são feitas sinapses.

3.9. O estudo do piano relaxa e promove um descarregamento de tensões quando se senta para estudar- isso é promovido com metodologias específicas. São necessários 20 minutos de estudo específico para ‘ eliminação de tensões’. Após isso, a ansiedade diminui.

3.10. O estudo do piano funciona como ativador das emoções. Quando alguém está estudando piano e se entrega aos sons, suas emoções vão sendo organizadas de tal forma sutil e oculta, que quando cessa o estudo, outra pessoa está ali mais tranquila e ciente de seu potencial.

3.11.  O estudo do piano promove a  ABSTRAÇÃO, quesito tão necessário para se compreender Física por exemplo e tantos outros setores da vida, onde se tenha que compreender o incompreensível. A abstração é trabalhada de várias formas.

3.12. O estudo de piano causa preenchimento. Quando a pessoa está se sentindo ‘ vazia’ , sem perspectivas, desmotivada, o estudo deste instrumento especificamente e também  se for afinado em 432 Hz lhe trará bem estar e saúde emocional.

Continuaria elencando as transformações que ocorrem, a olhos vistos em alunos das mais variadas idades.

Mas o intuito aqui é apenas UMA DÚZIA de alertas. Pense sobre isso!

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

SÉRIE MÚSICOS VIVOS E ATUANTES - CLAUDINEY GALETI

O TALENTO E A ÉTICA JUNTOS

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Neste ano de 2017 tive a grata surpresa de conhecer a Banda PROPHECYA ( Adriano Leite, Mateus Granero, Wiliam Algarte, Claudiney Galeti ), a qual o tecladista Willian foi meu aluno de piano. Vieram alugar a Sala Franz Liszt para um clip da banda e acabei por conhecer o idealizador do trabalho Claudiney Galeti, juntamente com todos os integrantes desta  banda católica.

A Sala Franz Liszt estava pronta para ser inaugurada e eles foram os escolhidos para que registrássemos este momento com tapete vermelho e tudo o que tínhamos direito.

Banda Prophecya- uma banda de rock inaugura a Sala Franz Liszt – uma incrível coincidência é que Franz Liszt é considerado o pop star do século XIX e hoje teria uma banda de rock segundo muitos biógrafos, considerando o estilo, personalidade, composições, maneira de se apresentar, etc.

Quando conheci os outros integrantes da Banda, que Willian me apresentou, fiquei surpresa já no primeiro contato quando me perguntaram o valor do aluguel da sala e eu disse : será por hora. Foi quando Galeti respondeu : -“ é justo. “ Fui tomada por um espanto, nos dias de hoje quando as pessoas tentam levar vantagem umas sobre as outras e ele não discutiu, nem argumentou, apenas disse que seria justo. E eu não coloquei o preço, mas me aconselharam a cobrar o preço da minha hora/aula. Mas mesmo assim eu ainda não queria colocar o preço. A Banda iria fazer a inauguração e eu queria que se sentissem homenageados e muito bem atendidos. Deixei que sugerissem o preço, e Galeti com sua diplomacia e educação extrema, sugeriu praticamente o mesmo valor. Fechamos.

Tudo acertado, comecei a preparar o ambiente da melhor forma para que ficassem felizes com o clip que iriam apresentar.

A outra surpresa foi vê-los chegar no dia com um extremo respeito ao espaço, aos pianos, a tudo o que existe na sala. Trouxeram tapetes para não riscar o chão, tiveram todo o cuidado do mundo com cada objeto.

Mas a surpresa maior foi ver a qualidade de músicos tão novos, que investem tanto na qualidade, preocupam-se com  os detalhes, a perfeita harmonia entre eles, praticam a ética, o respeito e o som que fazem é um primor.

Agradeço ao Willian que indicou a Sala Franz Liszt para a gravação do Clip e ao Galeti que com todo o seu talento, competência e perfeccionismo me mostrou o quanto tem músicos de qualidade que ainda não tiveram oportunidade de serem conhecidos.

Ainda não fui conhecer o estúdio do Galeti mas pelas fotos e informações que tive é de primeira!

Em conversas que tivemos , pude ouvir sobre projetos que eles tem, intenções musicais, intenções humanitárias e com humildade, oferecendo cada momento, cada palavra, cada acorde musical a Deus!

Retirei estas palavras do Galeti de seu Facebook:

“Quesito básico para ter meu respeito!!!
Honestidade em qualquer situação!!!
Nada de malandragem...jeitinho brasileiro...ninguém ta vendo...etc...etc...
Se não for honesto não serve...!!!
Impossível ter qualquer tipo de relação... seja de amizade....profissional... namoro...familiar...se não há honestidade
Um dia a casa cai e ficamos todos decepcionados...
Não há nada que esteja oculto...que não seja descoberto... Portanto:
Seja honesto e será tudo mais fácil e digno!!! E sua consciência ficará em paz!
É o que penso...!!! “

E pude constatar que ele vive o que diz !

Aquele estereótipo de que músico não acorda cedo, não é pontual, usa drogas e muitas outras coisas, não cabe aqui. Vieram gravar às 7 da manhã de um sábado, juntamente com a equipe de filmagem que chegou pontualmente e prepararam a sala. Como é gratificante encontrar pessoas dignas, honestas, competentes, que estão construindo um mundo mais ético!


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

MÚSICOS VIVOS E ATUANTES - EDUARDO PIRES SIMÃO

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​Não é nada difícil falar do Eduardo, ao mesmo tempo é quase impossível.

Uma criança que com 6 meses de idade tremia o corpo inteiro quando ouvia Mozart e sem saber falar apontava o aparelho de som com fisionomia de espanto e vibrando o corpo inteiro.

Com 7 anos de idade começou as aulas de piano clássico, hiperativo, com o raciocínio muito rápido, aprendia numa velocidade cerebral incrível. Não gostava de repetir o que seu cérebro já tinha aprendido e talvez por isso tenha cursado apenas 3 anos de piano, aprendendo coisas novas mas não gostando de repetir coisa alguma para o treino diário. Aliado a isso, convites para outras atividades o impediam de aquietar e estudar. Palpites inadequados sobre a função da música em sua vida, talvez tenham ficado gravados e reverberados de forma indevida. Mas o que é de alma, não adianta que permanece.

Durante estes mesmos 3 anos de curso de piano, frequentou os cursos da CASA DOS MÚSICOS – Alfabetização Musical através de Jogos e Brincadeiras, Teatro, visitas escolares, onde ele mesmo explicava para quem chegasse sobre as biografias dos músicos clássicos que estampavam cada sala. Cultura não lhe faltou.  E o leque foi se abrindo em sua vida de tal forma que era um aluno que aprendia ouvindo, no ensino regular.

Idas e vindas ao curso de piano clássico para alguém que tem o ideal transformador como meta, não é compatível, mas sente falta. Tornou-se um letrista com uma capacidade de rima e improvisação que eu jamais vi igual.

Música é um Universo imenso onde podemos atuar cantando, compondo, tocando, criando num estúdio e ‘ n ‘ outras formas de expressão.

Eduardo hoje se expressa pelo rap. Suas letras são um chamado à consciência do homem.

Estuda violão com o Moá que lhe mostrou de fato sua sensibilidade e lhe deu espaço para exercer a música que existe dentro dele, na sua forma peculiar de ser.

Dá aulas de teclado na mesma escola onde o diretor diz que os pais só tem elogios para este novo professor com uma didática gigante porque sabe observar os alunos e dar a cada um o que ele precisa.

Descontraído e sério, focado e sonhador, compositor e advogado. 

Com 16 anos de idade já tinha proficiência no inglês, se defendia com conhecimentos sobre alemão quando foi frequentar um curso de violino na Alemanha, e nesta teia de habilidades aparentemente conflitantes, sobressai a criação. Montou um estúdio caseiro onde faz a criação de seus ‘ beats ‘  e coleciona páginas e páginas de letras de músicas, aguardando quem sabe um parceiro que sintonize nesta mesma  ‘ vibe’.

Questionador como é, ávido por uma sociedade justa e com igualdade de oportunidades, se expressa através de suas letras de rap.

Existem vertentes variadas da música como venho comentando sempre. Já falamos de violonista com a escola tradicional da MPB, falamos do canto que vem da alma com inspiração familiar e nos grandes mestres brasileiros, comentamos sobre o sideman francano e virão tantas outras vertentes na qual um músico pode se expressar.

Músico é ser parte de um UNIVERSO com estrelas, cometas, planetas, poeira cósmica, buracos negros, sóis, luas, satélites e uma infinidade de corpos celestes! 

É ensinar, é se expressar, é se divertir, é acariciar a alma das pessoas, é questionar, é criar, é tudo isso e muito mais!

Eduardo: que em sua alma continue pulsando um paisagista musical, ou um delegado clamando justiça, ou dois, três, dez personagens de um teatro da vida onde em cada momento precisamos desempenhar um determinado papel!

“Na inércia da desistência

Opiniões causam dissidência

Escancaram a divergência

Entre os vários guerreiros da resistência

Perdendo cada vez mais eficiência

Deixando em evidência a existência

Da decadência e da deficiência

De nossa sapiência

Demonstramos com frequência

A impertinência de nossas atitudes

Tudo tem consequência e olha como somos rudes

Só há inapetência da juventude

E isso é consequência

Da ausência

De clarividência

Na adjacencia

Só se enxerga a aparência

Quando se falam

Perguntam da agência

Como anda a reverência

A subserviência


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

Série Músicos vivos e atuantes - RENATO SILVA JÚNIOR

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https://www.facebook.com/silvajunior.renato/videos/1872532289738765/

Para falar do Renato, vou relembrar como o conheci... foi numa escola estadual onde eu lecionava Artes e Música.

Iniciamos um projeto de visita à CASA DOS MÚSICOS e os alunos que se interessaram concorreram a bolsas de estudos em piano na Casa dos Músicos. E o Renato foi um deles, com 11 ou 12 anos de idade. Não foi sorteado mas um amigo lhe cedeu  a bolsa.  Ele já demonstrava um ouvido apurado e facilidade para a música, o que lhe faltava era ler partituras. Então iniciei o trabalho. Escolhi uma partitura simples do Aleluia de Haendel para ele tocar. E quando mostrei a ele a partitura e falei qual era a música, ele se sentou ao piano e tocou acordes bem elaborados da mesma música, mas tocados de memória ou de ouvido como se usa dizer. A partitura era simples, ele se sentou e apresentou aquela mesma melodia toda rebuscada com arranjos, com 11 ou 12 anos de idade. Haendel ficaria muito feliz em ouvir sua música desta forma!

Meu primeiro contato com o Renato foi este. E a partir dali viemos tentando dar-lhe o ensino formal de leitura de partituras, mas logo ele saiu porque  o que ele sabia só de ouvir, como criança,  deduziu que não precisaria de mais nada.

Posteriormente, anos depois ele voltou para fazer um trabalho de técnica e muito mais focado, já maduro, não era mais criança, já conseguia ler partituras e veio trabalhar a agilidade e destreza. Cursou alguns meses e já foi o suficiente para lhe dar suporte para seu jazz e tudo o que vinha tocando.

Existem vários tipos de talentos musicais. Ele nasceu assim, manifestou muito cedo, quem tem o ouvido absoluto é de nascença. Pode-se desenvolver como tudo na vida pode-se aprender, mas ter aquele ‘ feeling’ de saber como fazer de imediato, é de alma.

Pedi ao Renato que fizesse um relato sobre aqueles tempos antigos e ele me enviou estas palavras:

 Você começou a falar sobre a vida dos compositores nas aulas de artes na escola, nós assistimos vídeos, realizávamos seminários, teatros e outras atividades (o projeto com flautas veio depois, e no período da tarde, eu já estudava de manhã).
Nosso contato com o piano se deu na Casa dos Músicos, quando você, um dia, promoveu um passeio para os alunos do Hélio Palermo conhecerem este espaço. Cada um dos alunos ficou em uma sala da casa, eu me lembro que fiquei na sala de vídeo (o Lucas estava lá) e acho que você separou um vídeo sobre Bach pra gente assistir. Após assistir ao vídeo cada aluno tinha que elaborar um texto dizendo o que tinha entendido.
Me lembro que o vídeo falava algo sobre o sistema de afinação temperada e como Bach havia exercido influência sobre isso e tal…
Fui o primeiro a terminar o texto e corri pra te mostrar (o restante da turma ficou lá na sala quebrando a cabeça.. rsrs), quando te mostrei o texto você leu e viu que o que eu havia escrito tinha sentido com o vídeo que havia passado. Foi quando eu vi o piano na sala e perguntei se poderia tocar, você perguntou se eu sabia tocar piano, eu respondi “Sei!”, aí você me mandou sentar lá e tocar algo, não me lembro o que toquei, mas quando terminei você disse: “Puxa! Que legal! Olha, ao final da visita eu vou sortear algumas bolsas de estudo para os cursos de piano, teatro e canto, quem sabe você não ganha?!”
Pois bem, ao final o sorteio foi realizado e, EU NÃO GANHEI! kkkkkk
Mas quem ganhou a bolsa foi o Felipe, um amigo meu, que me cedeu a bolsa.
Foi aí que começamos a estudar”

Hoje, Renato ministra aulas de teclado e harmonia para alunos em todo o Brasil e também do exterior via internet, é arranjador e músico de estúdio em produções fonográficas e também como sideman, acompanhando orquestras, corais e artistas dos mais diversos segmentos.

Não há o que ele não consiga fazer quando se pede para que ele toque. O clássico que exige mais tempo e dedicação, malhação de dedos e uma série de outros conhecimentos, acredito que ele ainda vai buscar futuramente, pois é capaz de fazer aquilo que ele se determinar.

Fica minha homenagem a este músico fantástico, no seu estilo particular de apresentar a música. Se eu tiver que dizer uma palavra sobre ele diria: versatilidade!

Continue sua linda caminhada musical Renato! Deus tem um lugar reservado para você, transmitindo a beleza destes sons.

Então, coincidentemente separei Aleluia de Haendel – que certa vez um amigo alemão traduzindo nomes  para o Português me disse que Haendel quer dizer Renato! E que Beethoven quer dizer beterraba. E Steinweg – antigo nome dos pianos Steinway , que em inglês quer dizer caminho de pedra. Fomos conversando e filosofando sobre os pianos Steinway e o quanto são fortes, sonoros, resistentes, lindos, seguros em termos sonoros, procurando fazer uma alusão ao significado ‘ caminho de pedra’.

Renato: siga seu caminho musical maravilhoso com toda a minha admiração nesta pequena homenagem de hoje!

Steinway, sobrenome; Henry Steinway (1797-1871, nascido como Henrich Steinweg), fabricante de pianos americano, fundador da companhia de pianos Steinway e filhos – Alemanha - google.

https://www.facebook.com/silvajunior.renato/videos/1853698601622134/?hc_ref=ARSnqbrPtAPU04WZ-VpCPVmC3Y9aPE6EmoU63fSXf7N6jhbY_8N50WaqDWrUw88upMw&fref=nf

Sideman

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Sideman é um músico profissional que é contratado para se apresentar ou gravar com um grupo a qual ele não integra. É também conhecido como músico freelancer. [1][2] Sidemans geralmente se adaptam a vários estilos musicais diferentes, sendo capazes de se encaixar sem problemas em qualquer grupo em que sejam contratados para tocar.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

O CANTO QUE VEM DA ALMA – Marina Prado

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Eu me encanto com a geração dos 25 aos 35 anos  atualmente. São pessoas muito corajosas que enfrentam seus medos, arriscam-se , sabem olhar para si, fazerem escolhas, lutarem ardentemente pela realização de seus desejos.

Vejo que as gerações tem características. A minha, foi submissa, obediente, treinada para produzir e reproduzir. Esta outra geração veio trazer novos conceitos, derrubar tabus, impor novas fórmulas que muito provavelmente a geração posterior virá mudar. Assim é a vida.

Tive a grata satisfação de conhecer através do Facebook uma cantora, professora de violão, diretora de uma escola de música chamada QUINTAL DO POETA, onde a família toda trabalha; uma pessoa que agrega pessoas ao seu trabalho a todo instante. Uma artista sensível, observadora, dinâmica, ética ( !! ) , prestativa, colaborativa, que sabe trabalhar em grupo, mais ainda: sabe compartilhar sem competir e seu jeito de ser é como uma brisa suave que vai refrescando os lugares por onde passa.

Nós nos encantamos com nossos trabalhos mútuos. Era um tal de curtir daqui e curtir dali as postagens que eu colocava e ela curtia ou vice-versa.  E começamos a trocar ideias, falarmos de dificuldades da profissão, sonhos, realizações e com isso nasceu uma parceria. A Sala Franz Liszt & Quintal do Poeta se uniram para melhor atender à comunidade. 

Foi muito interessante perceber uma pessoa com 27 anos de idade que tem os mesmos anseios que eu sempre tive: unir todos os músicos da cidade , em suas mais variadas especialidades, porque a diversidade é que faz o belo! Uma floresta com suas árvores gigantescas e seus pequenos arbustos e plantinhas rastejantes compõe o cenário do belo.

Eu trabalho com alfabetização ao piano, leitura de partituras, uma vertente da música. Ela trabalha com a criação, improvisação, com a música popular brasileira, e fomos conversando e o cenário foi compondo a paisagem da floresta. Resolvemos oferecer aos nossos alunos o que temos de melhor , eles tem um coral que meus alunos podem frequentar e eu dou aulas de História da Música Clássica para os alunos deles.  Também fizemos outra parceria com assessoria ao piano e eles me ajudam na apresentação de meu trabalho em fotos.  E muitas outras trocas ainda faremos!

Esta pessoa de voz encantadora, sensibilidade ímpar, tem uma busca incessante pelo saber, quer crescer, conhecer, experimentar, realizar sonhos, está à procura de evolução em sua carreira com uma sede que é maravilhoso observar.

Aberta ao novo ! Acolhedora!

Veja suas ideias enquanto diretora da Escola:

“ Nossa filosofia no Quintal do Poeta a cerca do empreendedorismo é:

* Dar qualidade de vida para todos que trabalham conosco e isso inclui:

- tempo para cuidar da saúde, da família e do lazer.

- salário digno que não te faça escravo.

-estar realmente feliz na função que se está desempenhando.

- crescer naturalmente como uma mangueira ... Devagar. Na medida certa.”

Então, estes jovens empreendedores de hoje em dia, com toda esta ponderação, mas também sonho, com foco, determinação, mas também equilíbrio, só me faz admirar e ter esperança numa sociedade melhor! Parabenizo seus pais, exímios artistas, que souberam dar asas para este lindo passarinho cantar maravilhosamente bem! Avante Marina ! Voe , cante, encante e seja feliz! Assim, fará feliz a todos nós!


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.


O OLHAR DO ARTISTA

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Tive a visita de um ex-aluno , atualmente fotógrafo de primeiríssima qualidade, um grande artista e violonista autodidata com uma expressão, técnica, conhecimento e um poder de inventividade sem igual.

Veio fazer umas fotos da Sala Franz Liszt. Então, conversamos sobre a dificuldade das famílias entenderem os artistas e aqui vou pontuar algumas das dificuldades que estes seres celestiais enfrentam:

  • Música não dá dinheiro, fica perdendo tempo com isso... Sabemos que o fator sorte interfere muito nisso, pois quando um grande músico é visto por alguém de visão, logo ele está no ápice.
  • Não tem mais nada pra fazer do que ficar aí tocando? O cidadão ficou ali horas e horas e horas fazendo seus dedos se tornarem ágeis, descobrindo possibilidades, tentando se aprimorar, e as pessoas ao redor não conseguem enxergar isso.
  • Mas me diga pra que serve a música? O que vai fazer de prático com isso?  Aí , ou vi do meu querido ex-aluno o seguinte: - a música é meu bálsamo, ela que me dá condição de fazer todas as outras coisas que faço na vida, ela que me impulsiona, me apaixona, me dá vontade de viver, me torna mais criativo, me inspira, me desenvolve o cognitivo, me faz ser mais paciente, me torna observador, detalhista, me faz saber esperar, controla minha ansiedade, me dá know how para falar em público, preenche minha alma, me faz mais feliz e sendo mais feliz eu desempenho melhor qualquer função que tenha que desempenhar para meu sustento. A música me salva.

E como se não bastasse todo este arsenal de análises que fizemos numa tarde maravilhosa entre fotos e filosofias, ele diz que aprendeu algumas frases na vida: De Baden Powel por exemplo ele citou que “ o bom músico não é aquele tecnicista que toca com rapidez, mas aquele que sabe tocar uma pausa”. E falamos longamente sobre isso também.

Citou seus mestres e o que aprendeu com eles. Demonstrou gratidão à família que o ensinou muitas coisas na vida, citou frases de cada mestre e seus nomes. Como é difícil encontramos pessoas que sintam gratidão! Que tenham reconhecimento pelos ensinamentos que receberam na vida!

Num dado momento eu disse a ele: olha, tem momentos em que a gente não consegue conviver com pessoas que são dissonantes do que pensamos. Ele foi ao piano, fez um intervalo dissonante, para quem entende ele tocou duas notas juntas : do com do#  ou do com re bemol juntinhas. E depois separou-as e tocou com intervalo de nona, ou seja uma distância de nove notas entre uma e outra ( as mesmas notas, só que distanciadas) e soaram lindamente com outras notas compondo o acorde. E finalizou: juntas elas são dissonantes e feias, longe elas brilham cada uma com sua peculiaridade!

O que é um artista não é mesmo?

Uma conversa dessa vale por uma vida!

E continuou em seu olhar de fotógrafo que enxerga mínimos detalhes, pegou uma borracha com formato de tamanco e colocou-a em cima de um fá sustenido no piano. E fez aquela foto que jamais alguém que não tivesse a alma de artista conseguiria ter este olhar.

Falta à sociedade mais artistas, mais pessoas que se voltem a olhar e compreender o mundo e as pessoas. Menos acusativas e mais amorosas.

Falamos de contemplação e o quanto falta disso no mundo.

E falando sobre quem somos e as influências que recebemos na vida, ele me disse sobre o tamanho do Universo e que somos poeira e que isso é lindo.  Somos uma somatória de ‘ eus ‘, pois somos formados por todas as influências que recebemos do mundo e das pessoas, somos vários “eus” dentro de nós coletados a partir de outras pessoas, situações, fatos. E citou o professor da FACEF – Nilton, da área de Comunicação, propaganda e marketing que marcou a vida dele com esta análise.

Também disse do Prof. Clésio, também da FACEF que lhe ensinou que as pessoas são movidas ao benefício que recebem de determinado produto. Um tênis da marca X , para que serve ? Qual o diferencial deste tênis em relação ao outro , que benefícios ele te traz? Uma Ferrari, que benefícios te traz ? Um piano de cauda... e assim fomos analisando por que compramos determinadas coisas e o que elas nos trazem de benefícios que podem ser profissionais, emocionais, as mais variados.

Eu me emocionei tanto com tantas observações sobre a vida, fatos que ele contou sobre como ele é grato à sua avó e como a compreende com seus 80 anos de idade (e não tenta muda-la), que agradeci a Deus por ter no meu convívio uma pessoa de tamanha sensibilidade!

E falando de música, ele discorreu detalhadamente sobre os acordes que descobriu, como descobriu, as escalas que estudou, o que derivou disso, e aí ele suspirou e deu uma grande risada e disse: - descobri os porquês !!!  Assim como Beethoven, um inventor! Quando ele foi embora eu disse a ele : Obrigada pela tarde maravilhosa meu grande Beethoven! E ele riu... Fica minha homenagem a um artista jovem, que está entre nós, que merece reconhecimento tanto pelo seu exímio violão bem tocado como pela sua arte de fotografar!

IGOR DO VALE

LUDWIG VAN BEETHOVEN 

NOMEADA  POR ELE COMO

O íntimo do piano


Pesante em F#

IGOR DO VALE 


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

Levantando a BANDEIRA na coluna FOFOCAS MUSICAIS

19/NOVEMBRO – Dia da BANDEIRA DO BRASIL. QUE SEJA PELA EDUCAÇÃO

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​ALFABETIZAÇÃO

Quando se entra na escola e vai participar de um processo de alfabetização, existem métodos para isso, mas todos eles vão ensinar o ABECEDÁRIO de alguma forma, seja por associação, dedução, raciocínio lógico ou qualquer metodologia que propicie ensinar a pessoa a ler.

Quando se começa a estudar um instrumento musical no aprendizado formal de alfabetização, também é o mesmo caso. Existem informações básicas que serão fornecidas para que a pessoa possa fazer o equivalente a juntar sílaba sozinha, formar uma palavra, uma frase, ler o que está escrito, fazer isso em qualquer momento de sua vida quando se deparar com estes símbolos.

Quando ensinamos uma pessoa a ler notas musicais, estamos ensinando um idioma, que depois, ela poderá utilizá-lo em várias situações.

Existe um processo de alfabetização que consiste em fornecer subsídios para que a pessoa interprete os símbolos, então ela vai aprender o significado de cada um. E isso é um processo que exige paciência, treino, observação, para quando estiver completamente alfabetizada possa  ler estes símbolos em qualquer parte do mundo porque eles vão dizer a mesma coisa:  a leitura de partituras é UNIVERSAL.

Mas o que acontece no Brasil é que as pessoas não esperam uma criança ser alfabetizada e quando ela já toca as primeiras notinhas, começam a pressionar para tocar a música do filme em cartaz, a música da novela, a música que fulano mais gosta, e assim por diante , sem esperar que seja feito o processo de alfabetização por completo. Uma ansiedade extrema em querer ver tocando e a criança se sentindo cobrada o tempo todo começa a desistir, porque está apenas juntando letras para fazer sílabas e as pessoas estão cobrando dela que forme frases em alemão, italiano, inglês, quando na verdade ainda estão entendendo o processo .

É lamentável que não se tenha informação e cultura.  Hoje em dia a pressa, o imediatismo, a cobrança por parte dos adultos, faz uma criança não querer mais continuar, o fardo é pesado. Vejo crianças orientais fazendo o processo de alfabetização com tranquilidade, passo a passo, sem que os adultos queiram exibir o quanto ela sabe antes dela realmente saber.

Chega a ser desanimador quando oferecemos um Mozart, um Beethoven, um Bach para uma criança começar a entender o raciocínio musical daqueles mestres, e ela não ouve em casa, ninguém conhece, não tem acesso e então a criança é colocada num curso de música clássica, mas ouve somente um tipo de música em casa, completamente diferente disso.  Há que se ouvir de tudo, para que se dê cultura àquela criança.  Logicamente, este ‘ de tudo ‘ não estamos falando das porcarias jogadas na mídia dizendo ser músicas, mas que na verdade são verdadeiros lixos.

ALFABETIZAÇÃO É UM PROCESSO!

Precisa de tempo para ser bem elaborado!

Hoje vejo pessoas criticando tudo,  desde a escola, os professores, as regras, a metodologia ,enfim, na frente das crianças os adultos criticam as escolas que eles mesmos escolheram para as crianças. O que esta criança pensa?  “-  Por que estou nesta escola que não presta?  Não vou obedecer ao que me pedem. Não preciso acreditar no que a professora diz.” E por aí vão as mensagens que a criança absorve sobre comentários indevidos e falta de respeito ao que eles mesmos escolheram. Crianças que querem ter amigos na escola e os pais não permitem porque podem ser influenciadas negativamente. Ficam solitárias e desenvolvem comportamentos de fuga e outros.

Alfabetização EMOCIONAL  seria este  caso. A criança está tendo oportunidade de conviver com todas as pessoas a seu redor, e édito a ela que só existe uma perfeição: o seu lar, que muitas vezes está completamente desestruturado.

ALFABETIZAÇÃO  AO PIANO

É inacreditável  o que os adultos fazem com as crianças que estão sendo alfabetizadas nos instrumentos musicais. Em nosso grupo de professores online, trocamos informações sobre a didática, como aplica-la , nossas dificuldades e facilidades. É incrível o que aparece de pais atrapalhando o desenvolvimento dos filhos. Primeiramente a falta de cultura mesmo. Não tem a menor ideia do que seja tocar um instrumento e palpitam como deve ser. Outros, levam os filhos somente para ter a aula da semana e não tem a capacidade de sentar com o filho e incentivá-lo. Outros, só querem modinha ou moda antiga ou a música que eles gostam de ouvir e que o filho aprenda logo, afinal está pagando. Estamos num estado de ignorância lastimável. Outros só criticam a todos e não observam as anotações, dizem não ter tempo. E assim estamos nós aculturados sobre como educar , aculturados sobre música, aculturados sobre todos os assuntos que exijam um pouco mais de estudo, dedicação e firmeza.

Que possamos reverter esta ignorância que está mais forte nas classes com maior poder aquisitivo, porque se ocupam em apenas gastar o dinheiro com superficialidades.

*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.

INTERPRETAÇÃO

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Os grandes mestres da música clássica fizeram suas composições com intenções musicais, inspirados de diversas maneiras: ou movidos pelo ardente momento histórico em que viviam, ou pelos sentimentos pessoais, ou por uma inspiração que captaram, enfim são diversos os motivos pelos quais as composições surgiram.

É importante que façamos uma análise quando formos interpretar uma música:

  • Quem é o compositor?
  • Em que época viveu?
  • O que estava acontecendo naquele período?
  • Quais são as características do período?
  • Qual a ideia principal da música?

Isso é condição primeira e básica para se pegar uma peça para interpretar, seja ela atual ou antiga. Não se pode ler notas musicais e tocar todas elas como se digitasse um teclado de computador , apertasse um pedal e fosse tocando tudo da mesma maneira sem caracterizar ou respeitar a intenção do  compositor. Além de ser um desrespeito à ideia, é como desconstruir a cultura.

E quanto mais pudermos deixar nossa ferramenta (mãos) bem afiada , melhor será a interpretação. Dedos que não obedecem, prejudicam a interpretação e então se faz como pode, de qualquer jeito e fica aquela interpretação que chamo de meia – boca. Vamos digitar o teclado do piano.

Seja piano, teclado, violão, violino ou qualquer instrumento, há que se ter um mínimo de conhecimento e de desenvoltura para transmitira a ideia musical. Digitadores de pianos estão entrando no mercado da música fazendo a música comercial. Digitam algumas partituras e algumas pessoas  não sabem e não conhecem algo melhor, acreditam que aquilo é sensacional e é um talento incrível.

Vamos fazer um paralelo nos lembrando daquela moça que cantava a música We Are The World – imitando mais ou menos o som do inglês que ela ouvia , mas estava tudo errado, o som se parecia com a música, mas a letra era aquele desastre. É a mesma coisa ... o som soa como notas de um piano mas a interpretação do que se quer dizer ... é nada. Digitação.

Então, como pudemos ouvir ... e tem outras versões lindas também, o que é incrível é como as pessoas sustentam este tipo de manifestação dita como artística.

Coitado do nosso povo! Coitada da moça que não sabia cantar corretamente e gostava da música!

Coitado do Brasil que é chacota lá fora por causa dessas coisas...

Coitado do brasileiro que não tem EDUCAÇÃO DIGNA!

Vamos estudar! Só isso.

Bom Domingo a todos!


*Esta coluna é semanal e atualizada aos domingos.