Gengibre, cravo e canela

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Neste Natal estou gostando de estudar sobre as lendas pagãs ao redor do mundo que giram em torno dessa festividade tão amada por tantas pessoas. Dessa vez uma ação de marketing em São Paulo e inspirou a buscar mais sobre o famoso biscoito de gengibre. Eles nasceram na Rússia por volta do século IX, eles eram chamados de ‘pryaniki’, eram feitos com farinha, mel e suco de frutas, sendo que o mel era colocado em quantidades exageradas transformando a mistura em quase um bolo (daí o surgimento do tão querido pão de mel). Os ‘pryanikis’ eram feito em formato de animais para enfeitar as árvores de natal, eram feitos para os ricos e os pobres, como presentes, para casamentos, festas, e também para pessoas doentes com o objetivo de cura (neste caso assado em formato de anjos).

Anos mais tarde, o gengibre que não era uma especiaria facilmente encontrada na idade média, mas depois das Cruzadas e o contato dos europeus com o Oriente, várias dessas especiarias começaram a se tornar parte do uso, claro que inicialmente do clero, e as primeiras descobertas com esses novos produtos acontecia dentro dos mosteiros. E foi nesses locais que religiosos foram estudando a receita dos ‘pryanikis’ e do Lebkuchen (pão tradicional de gengibre) e criaram os biscoitos com gengibre adicionando várias especiarias para celebrar as festas do inverno, baseando-se em tradições Européias Pré-Católicas.

Já durante o reinado da Rainha Elizabeth I, da Inglaterra, em uma festa de Natal, resolveu fazer os biscoitos de gengibre com a cara dos convidados. Desde então essa tradição costuma aparecer nas festividades natalinas na Europa e América do Norte.

A primeira impressão feita sobre a história do ‘Gingerbread Man’ foi em maio de 1875. A fábula conta que uma velha senhora estava a assar um grande biscoito de gengibre em formato de boneco e quando abriu o forno, o biscoito pulou da forma e saiu correndo pela janela. A senhora e o marido começaram a correr atrás dele, pois estavam com muita fome, mas ele conseguiu escapar, enquanto gritava “Corra! Corra! Corra o mais rápido que puder! Você não pode me pegar! Eu sou o homem de biscoito de gengibre!

Enquanto corria, o homem de biscoito de gengibre encontrou um porco que disse: “Pare! Pare! Eu quero comer você!” E então ele respondeu: “Corra! Corra! Corra o mais rápido que puder! Você não pode me pegar! Eu sou o homem de biscoito de gengibre!”

Mais à frente, ele encontrou uma vaca faminta, que também queria comê-lo. E ele repetiu: “Corra! Corra! Corra o mais rápido que puder! Você não pode me pegar! Eu sou o homem de biscoito de gengibre!”

E todos corriam atrás do homem de biscoito de gengibre: a velhinha, o marido da velhinha, o porco e a vaca, mas ninguém conseguia alcançá-lo.

E então um cavalo também o viu e disse: “Pare homenzinho! Eu quero comê-lo!” E o homem de biscoito de gengibre falou mais uma vez: “Corra! Corra! Corra o mais rápido que puder! Você não pode me pegar! Eu sou o homem de biscoito de gengibre!”

Então o cavalo também começou a correr atrás dele. O pior é que o homem de biscoito de gengibre percebeu que estava correndo em direção ao rio. Ele pensou: “Oh, não! O rio! Agora eles vão conseguir me pegar! Como eu vou conseguir atravessar o rio?”

Foi nesta hora que uma esperta raposa saiu de trás da árvore e disse: “Eu posso ajudar você a atravessar o rio. Pule no meu rabo e eu nado até o outro lado.”

O homem de biscoito de gengibre, desconfiado, perguntou à raposa: “Mas você não vai querer me comer?” E ela respondeu: “Claro que não! Eu só estou tentando ajudar!” O homem de biscoito de gengibre acreditou na raposa e pulou no seu rabo.

Mas a raposa disse: “Você é muito pesado. Pule nas minhas costas, para eu poder nadar.” E ele pulou.

Quando estava, no meio do rio, a raposa disse: “Você é muito pesado. Pule no meu focinho!” E o homem de biscoito de gengibre pulou no focinho da raposa.

Quando chegaram à outra margem, a raposa jogou o homem de biscoito de gengibre para o alto, com a intenção de agarrá-lo com a boca, para poder matar a sua fome.

Mas o homem de biscoito de gengibre era mais esperto do que a raposa e saiu correndo, dizendo: “Corra! Corra! Corra o mais rápido que puder! Você não pode me pegar! Eu sou o homem de biscoito de gengibre!”

A raposa escorreu na margem do rio, caiu na água e foi levada pela correnteza. E desde esse dia, o homem de biscoito de gengibre corre por aí, sem que ninguém consiga pegá-lo.

E nessa primeira semana de dezembro a marca Bacio de Latte, famosíssima pelo seu gelatto, lançou sem mais novo sabor em parceria com a Otima e a Pilar (empresas de mídia e comunicação), preparando uma ação especial que deixou muita gente com água na boca. Para divulgar o novo sabor do Biscoito de Gengibre, o abrigo do ônibus localizado na Av. Paulista, 2026 liberou no ambiente aroma do novo sorvete feito à base de gengibre, cavo e canela. E assim, me inspirou a contar para vocês um pouquinho sobre essa outra lenda dessa deliciosa época de Natal.

E se essa crônica te deu água na boca, segue a receita do famoso bicoito:

Ingredientes:

- 3 xícaras de farinha de trigo

- 1e meia colher de chá de fermento em pó

- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

- 1 pitada de sal

- 1 colher de sopa de gengibre em pó

- 1 e meia colher de chá de canela em pó

- meia colher de cravo em pó

- 6 colheres de sopa de manteiga sem sal

- ¾ de xícara de açúcar mascavo

- 1 ovo grande

- ½ xícara de melaço

- 2 colheres de chá de baunilha

- 1 colher de chá de raspas de casca de limão

Modo de fazer:

 Em uma tigela pequena, misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal, o gengibre, a canela e o cravo até ficarem bem misturados. Em outra tigela bata a manteiga, o açúcar mascavo e o ovo em velocidade média até ficarem bem misturados. Adicione o melaço, a baunilha e as rapas de limão a essa última mistura e continue a bater. Aos poucos acrescente os ingredientes secos até incorporarem bem. Divida a massa ao meio e enrole cada metade em plástico e deixe descansar em temperatura ambientes por pelo menos 2h ou até 8h. Coloque uma porção de massa sobre uma superfície polvilhada com farinha, e nãos e esqueça de polvilhar também a massa e o rolo de macarrão. Abra a massa e corte os biscoitos com cortador em formato de homenzinhos. Asse por 7-10min. Após assados a tradição costuma decorar com glacê.

Ingredientes para o glacê:

- 1 clara de ovo

- açúcar de confeiteiro (o quanto necessário for)

- Corante alimentício (se desejar)

Modo de fazer o glacê:

Coloque a clara num recipiente e bata ligeiramente com um garfo até obter uma leve espuma. Acrescente o açúcar aos poucos, mexendo sempre, até obter um creme não muito mole. Se desejar colorir, adicione o corante. Enfeite os biscoitos com a ajuda de um palito e/ou saco de confeiteiro.

Boa diversão!

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​

O amor perfuma a vida

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Pessoas são como perfumes, ora fixam na pele e deixam um rastro na atmosfera, acariciando nossa memória olfativa como a mais perfumada das flores, ora vem e vão como tempestades de verão: caem e evaporam rapidamente, deixando para trás o leve cheiro de terra quente que encontrou com a chuva gelada.

O olfato é um amigo traiçoeiro do coração. Sucumbe ao ar hipnótico do perfume alheio, perfume esse que nos faz viajar, bebe na fonte da insensatez e no faz questionar onde andava aquele cheiro. É a porta de entrada de um mundo novo, de uma sedução que você nem imaginou estar envolvido. Há só uma certeza naquele instante: há um cheiro de fraqueza no ar. Porque no instante em que inalamos o perfume certo, aquele destinado a nos fazer sorrir, o ar que respiramos muda de cor e se torna mais leve. Os sentidos se alteram, se confundem, o riso interno aparece juntamente com as borboletas no estômago e aquela velha conhecida amiga vulnerabilidade nos chama para sair.

Perfume é requisito básico, mas não age sozinho. É um complemento da conquista, uma extensão da sedução. Se o interesse já existir, as portas da paixão estarão abertas. Caso contrário, serão como as chuvas de verão. Embora o cheiro da chuva seja refrescante, deixa no ar a sensação de que poderia ter durado mais, e ter saciado a sede das plantas e das pessoas que caminham desavisadas sem guarda chuva. Afinal, o perfume vai além do cheiro, está na atitude de quem o coloca.

Sabe a tampa da panela? Então, com o perfume funciona bem assim, existe aquela fragrância certa, endereçada, que encaixa exatamente para a pessoa que o tem que sentir. Ele nos atinge de uma forma diferente, quase insana, desconhecemos o cheiro até o momento em que queremos respirar aquele ar (quem sabe) para sempre. É a química do destino agindo nas suas costas.

Na verdade, o frasco combina apenas algumas moléculas, porque no momento que ele entra em contato com a pele, ele se transforma, e ali é criado um cheiro único, singular e exclusivo. E se for para você cruzar com esse perfume, você será fisgado!

Mesmo sem querer buscamos um cheiro que nos acalme, que nos remeta a uma tranquilidade rara e indelével. É desse perfume que nós precisamos, pessoas lírio, pessoas que sejam aquele perfume delicioso cujo aroma é aveludado e nos acaricia como uma confortável onda, um edredon recém chegado da lavanderia ainda quente da secadora, ao qual queremos nos aconchegar. Uma história começa pelo cheiro e se mantém pelo perfume marcado em cada momento, em cada lembrança. O amor perfuma a vida!

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Underneath the mistletoe....

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E começa a minha época favorita do ano, aquela que amansa os corações, deixa os sorrisos mais largos, conseguimos encontrar finalmente os amigos e família para confraternizar, as músicas ficam mais alegres, os lugares ficam totalmente decorados, e a disposição de começar cada dia maior. Pelo menos, comigo é assim, o coração parece que toma fôlego para encarar a correria que também aumenta e mais alegria para começar cada dia.

O natal também é tempo de muitas tradições, como a da árvore de Natal e a da ceia na noite do dia 24 de dezembro. Mas existem algumas tradições que só existem em algumas culturas, como a do beijo embaixo do ramo de visco ou mistletoe. Este último é o nome em inglês para visco, uma planta arbustiva nativa das regiões temperadas da Europa e do Oeste da Ásia. A tradição diz que duas pessoas que se encontram debaixo do visco devem se beijar.


O visco foi usado pelos druidas 200 anos antes do nascimento de Cristo nas suas celebrações de inverno. Eles reverenciavam a planta pois não tinha raízes e ainda assim ficava verde durante os meses de inverno. Já os antigos celtas, acreditavam que o visco tinham poderes mágicos de cura e usavam-no como antídoto para veneno, infertilidade e para afastar espíritos maléficos. A planta também era vista como um símbolo de paz e dizem que entre os romanos, os inimigos que se encontravam embaixo de um visco baixavam suas armas e se abraçavam.

Como o costume de se beijar embaixo do visco é Escandinavo e passou de mão em mão através dos mitos nórdicos, existe um mito que é muito interessante sobre a planta, nomeado de O Mito de Baldur. A mãe de Baldur era a deusa nórdica, Frigga, e quando ele nasceu ela fez com que cada e qualquer planta, animal e objeto não prejudicassem Baldur. Mas Frigga negligenciou o visco, aproveitando-se disso um brincalhão, chamado Loki, matou Baldur com uma lança feita de visco. Desde então o visco traria amor ao invés de morte no mundo, e que quaisquer duas pessoas que passassem sob o visco deveriam trocar um beijo em memória de Baldur.

O nome mistletoe veio de uma observação dos pássaros, pois o visco muitas vezes aparecia em um ramo ou galho onde os pássaros haviam deixado fezes. Então o nome mistletoe teria-se originado de duas palavras: ‘mistle’ que é a palavra anglo-saxônica para esterc e ‘tan’ que é a palavra galho. Sua tradução seria ‘esterco no galho’, não é muito romântico, mas tudo bem. A gente perdoa os intelectuais.

No Brasil, essa tradição não existe, utilizamos o visco apenas como enfeita da árvore de Natal, mesmo não sabendo. Mas segundo a tradição os jovens têm o privilégio de se beijarem sob ele, arrancando a cada vez uma baga vermelha do arbusto. Quando todas as bagas se acabam, o privilégio cessa. Nos Estados Unidos eles realizam essa tradição, porém com o visco anão e não realizam a parte de arrancar as bagas, mas seguem a tradição do beijo.

Eu sempre fui apaixonada por essa lenda, ela está bem ilustrada em filmes, desenhos, músicas e livros, e esse ano decidi usar esse pequeno e simbólico elemento, o mistletoe, como tema para criar uma fragrância de natal. Que lembrasse essa lenda e aquele aroma delicioso das plantas e do pinheiro de natal natural, e em cada frasco coloquei um ramo que lembra o visco e para finalizar uma fita vermelha. Pra mim, o cheiro de Natal é exatamente isso!

E para você, qual seria o cheiro que você gostaria de poder borrifar pela sua casa no Natal?

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Como seria se....

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Essa semana minha trajetória como empreendedora no mundo dos perfumes completou 6 anos, e com ela um novo olhar sobre o presente e futuro dessa área. Durante a semana pude, entre conversas, compreender mais profundamente com profissionais de tantas áreas, como o mundo está mudando para melhor principalmente quando o assunto é tecnologia. Hoje escutei algo que realmente acredito, que já nasceram as pessoas que verão o mundo como acreditávamos que seria nos anos 2000, e que viverão com certeza até uns 150 anos. Será que seremos algo parecido com Os Jetsons (se você nasceu depois da década de 90, põe no Google).

Uma das minhas grandes paixões quando o assunto é hora de relaxar, além de livros, é ligar a tv é assistir programas relacionados a comida e reformas. Mas quero focar nas comidas nesse momento, fico pensando o dia em que o apresentador irá falar: você não pode imaginar o cheiro que está aqui no estúdio, e a gente vai quase poder comer com os olhos e o nariz e passar embaixo da mesa com a Ana Maria Braga.

Ou até quem sabe o dia, que estaremos trocando mensagem com as amigas, que costumamos mandar os looks, pra ajudar na escolha das roupas pra festa, e ela conseguirá nos ajudar em qual perfume combina mais com aquela ocasião. Ou que estaremos falando com nosso amor, e sentir seu perfume mesmo estando do outro lado do mundo, ou ate mesmo em algum bairro próximo, mas ter essa ‘proximidade’.

Imagina você estar olhando sua timeline do instagram e a cada foto que olha conseguir sentir o cheiro de cada uma. O prato novo que o cunhado inventou, o cheirinho de mato da viagem do melhor amigo, o perfume daquela mulher linda, o aromatizador naquela estante do ambiente que você sonha montar em sua casa, o cheiro de chocolate daquela marca que você tanto ama! Seria um mundo de sonhos! Porque claro, a tecnologia evolui, mas o que é ruim ficaria com certeza ‘bloqueado’.

Estou me aproximando dos 30, e muita coisa mudou nesse tempo, mais do que muitos dessa nova geração conseguem imaginar. E fico me perguntando, e daqui 30 anos? Como estaremos vivendo? O que estaremos comendo? O que se tornará obsoleto? Como a tecnologia vai mudar cada segundo da nossa vida e do nosso modo de viver? Eu realmente espero que as mudanças e conhecimento venham para o bem, e para tornar o nosso mundo ainda melhor! Para curar doenças, melhorar a qualidade de vida e principalmente conseguir fazer com que cada ser humano nesse globo seja muita feliz e saudável! 

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Banho é bom!

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O mundo do marketing está cada dia mais evoluído e mais ousado. As empresas não perdem uma chance sequer de apostar nas maiores bizarrices para conquistar seus clientes. E foi bem assim que a gigante do frango frito KFC lançou seu mais novo brinde. No ano passado eles já haviam presenteado seus clientes com dois produtos interessante, velas perfumadas e protetores solares com aroma de frango frito. Ou melhor dizendo, com o aroma do tempero de mistura de erva que eles usam nesse prato tão bem aceito pelos consumidores da rede.

Dessa vez, foi uma franquia japonesa que presenteou seus clientes nesse começo do mês com apenas 100 unidades de nada mais, nada menos, que uma esponja efervescente de banho. Os 100 sorteados poderão sentir ao menos uma vez na vida o que é sair do banho com um cheiro bem peculiar ao invés do tradicional aroma de flores. Tudo que o consumidor precisa fazer é jogar a esponja numa banheira quente para que instantaneamente possa sentir o odor daquele jantar especial que só o KFC proporciona com seu frango frito.

O projeto foi uma parceria da marca com a varejista Village Vanguard, e na caixinha que a pessoa irá receber a esponja também terá um cupom que dará direito a um item do cardápio para a pessoa degustar, com todo seu sabor e aroma das receitas secretas da rede.

O objetivo da marca, como já disseram anteriormente, é sempre inovar e conquistar seus clientes com humor e leveza.  Em uma das promoções anteriores, os consumidores para ganhar tais produtos tinham que sugerir quais produtos gostariam de ver nessas campanhas para que ganhassem nos sorteios. E assim, esperaremos até o ano que vem, para mais um invenção do KFC com aroma de frango frito!


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But first, coffee!

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No dia a dia como comerciante, a gente escuta diversas coisas engraçadas. Mas existe um clássico nas vendas de perfumes no geral: o famoso copinho de grãos de café. Sim, eu o uso nas minhas vendas, mas e na real ele é somente um mito ou realmente funciona? Não posso deixar de comentar a melhor passagem que já se repetiu algumas vezes nos últimos 6 anos de empresa. A pessoa chega, cheira cada um dos 8 vidrinhos de amostra, olha para o copinho com os grãos de café e solta a exclamação: Que legal, vocês tem cheirinho de café, acho que vou querer ele!

Na verdade, essa técnica vem sendo usada há muitos e muitos anos, é como se o nosso olfato recebesse um choque para anular aquela sucessão de fragrâncias. Não é que não funcione, funciona sim, apesar de vários estudos o tratarem como mito, mas é porque pode ser que atrapalhe, de certa forma, você sentir a próxima fragrância. Afinal, ao invés de você simplesmente neutralizar, você de certa forma, inclui mais um cheiro.

Duas maneiras interessantes de conseguir um resultado mais eficaz para essa finalidade é utilizar um pedaço de couro, seja da sua própria roupa ou bolsa, o couro é muito eficaz quando se trata de neutralizar cheiros. Por isso que muitas vezes lojas de sapatos tem dificuldade em usar fragrâncias para perfumar seus ambientes e embalagens. E outra forma muito simples, é tomando um gole de água e respirando fundo. A água é sempre a melhor opção.

Mas o café, com aquele cheiro que muitos apreciam mesmo não gostando do seu sabor pode ser usado para outras finalidades. Como por exemplo, auxiliando a combater e tratar celulite. Você pode pegar a composição dos diversos cremes para celulite, e encontrará a cafeína, que tal fazer um creme caseiro com um pouquinho de pó de café e um óleo carreador? Para cabelos escuros ele é um ótimo energizante, conferindo uma aparência radiante. Antes de lavar, esfolie o cabelo molhado com um pouquinho de pó de café, e em seguida enxague bem. O pó irá remover qualquer acúmulo de produtos para o cabelo e deixar seus fios brilhantes e lisos.

Sabe aqueles dias que você acorda com olheiras por não ter dormido bem? Você pode misturar um pouco de pó de café com um pouco de azeite de oliva para ajudar a restaurar a aparência da pele sob seus olhos. Para limpar grelhas, grills, panelas e frigideiras também é muito eficaz, use uma esponja macia e o pó com um pouquinho de água, e lave com água abundante. Manter uma xícara com grãos de café na geladeira, também ajuda muito a combater odores. Ele é um ótimo fertilizante também, porque é rico em nutrientes, tais como o azoto e o potássio, ajuda a dar um ‘up’ nas plantas. E ajuda como protetor de jardins, por conta de seu cheiro forte, ajuda a combater formigas, lesmas e caracóis.

Quem sabe, daqui um tempo, substituiremos os copinhos de café. Mas por enquanto, damos boas dicas para quem não quer corromper o olfato e utilizá-lo em outras finalidades! Alguém aceita um cafezinho?


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Qual o cheiro da música?

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Fim do dia, pré feriado, você se joga no sofá com uma taça de vinho e um disco na vitrola. Começa tocar sua música favorita, e aquela sensação de liberdade e prazer se misturam. E aquele momento provoca uma sinestesia que até mesmo um cheiro especial é possível sentir tamanho prazer e relaxamento. Talvez não dessa forma, mas você já deve ter vivido inúmeros momentos assim na vida, até mesmo em shows incríveis. É como se cada música colocasse seus 5 sentidos para funcionar de maneira intensa. Dana El Masri, fundadora e única funcionária do Parfum Jazmin Sarai, usa um método particular para criar o perfume perfeito para os seus clientes, dentre tantas coisas ela foca principalmente no gosto musical dos seus clientes.


As interpretações olfativas dela decorrem de um amor pela música e um fundo na produção musical. As reações das pessoas, aos aromas são primordiais e automáticas, como sabemos. Os odores mexem com nosso corpo desencadeando sentimentos, despertando memórias e até mesmo nos fazer relembrar momentos. Mesmo que você tenha um tempo pra pensar mais tarde, sua reação inicial a um aroma é a reação real. Essa perfumista tem 28 anos e estudou no Grasse Institute of Perfumery na França, e há 10 anos se mudou para Montreal no Canadá. Ela trabalha e sua casa, um apartamento de dois quartos, um deles equipados com centena de conta gotas, pequenas garrafas de óleos essenciais e extratos que permitem criar perfumes individualizados para seus clientes.

Seu processo de criação de um perfume personalizado é como nenhum outro. Ela começa com um breve encontro com seu cliente para ter uma ideia de sua personalidade antes de se lançar em um questionário que identifica detalhes mais minuciosos, como: Você prefere cheiro de sujeira ou giz de cera? Qual é a sua sobremesa favorita? Como você toma seu chá ou café? Ela também leva em conta os aromas que seus clientes recordam de sua infância ou outras fragrâncias que evocam memórias. Em seguida ela detalha melhor as informações obtidas e escuta as músicas favoritas de seu cliente para completar a mistura perfeita, que os clientes conseguem experimentar primeiro e fazer dois ajustes sem nenhum custo antes de comprar  um frasco de 50ml pelo preço médio de US$ 150.

Enquanto muitos perfumistas comerciais trabalham em equipes e têm origens em química, El Masri usa uma abordagem mais holística para criar perfumes. Ela foi treinada para diferenciar entre uma variedade de fragrâncias que deixariam a maioria das pessoas tontas e se concentra em criar seus produtos em pequenos lotes. Ela explica seu modo de criação da seguinte forma, que a perfumaria é como cozinhar e assar ao mesmo tempo. Cozinhando porque você precisa de muita alma e você acompanha seu instinto e assa porque você tem todas as técnicas e não pode simplesmente usar seu Freestyle, é necessário ter certa proporções e usar a matéria prima na ordem correta.

Além de seus clientes espalhados entre Canadá, EUA e Europa, possui contratos com lojas como a de moda masculina Frank & Oak , e exposições, museus, concertos e está buscando músicos que queiram oferecer uma nova experiência em suas performances. Seus amor pela música acaba de inspirar um conjunto de fragrâncias prontas inpiradas em suas cinco canções favoritas.

Otis & Me, inspirada em ‘Cigarettes anda Coffee’ de Otis Redding. A intenção era capturar uma conversa imaginária entre o personagem da música e Otis em um restaurante nas primeiras horas da manhã em um momento em que o tabagismo ainda não era permitido. O que ela fez de forma muito brilhante foi criar uma fragrância que raspa como a voz do Sr Redding, com um omnisciência cansada do mundo. Cercado com a riqueza do café e a névoa da fumaça. Ela mistura pimenta preta, cardamomo e bergamota em uma massa picante que se abre para uma rosa turca enorme com uma base rica de café.

How do you Love, inspirada em ‘It’s only Love that gets you through’ de Sade. Essa foi a base para Otis & me. Como How do you Love é a voz com alma suave que coloca profundidades inesperadas que Sade oferece no seu cantar. El masri usa o cardamomo mais uma vez, mas em uma versão mais verde e emparelha com toranja. As notas do coração deixam cair uma oitava quando a rosa marroquina e o jasmim indiano se arrastam juntos com uma harmonia emocionante. As notas de base caem nas notas baixas que se tornam uma marca registrada de Sade, usando sândalo e musks, finalizando com substrato de cera de abelha.

Neon Graffitti, é inspirado em Sunflowers de M.I.A. Ela usa o cardamomo e a toranja novamente, mas esfriando-os com hotelã e hera. Jasmim, mimosa e girassóis formam uma explosão de flores de arco-íris e são feitos de neón brilhante adicionando manga suculenta. O acorde que dá base a tudo isso é uma mistura de ambrox, cedro e incenso e é muito bem execultado. Esse perfume é como a fusão de energias diferentes que o melhor hip-hop oferece.

Led IV, é inspirado por Goin’ to California do Led Zeppelin. Talvez seja o primeiro perfume da história que consegue captar totalmente o coração do rock n’ roll. A toranja e a bergamota são so vocais de Robert Plant brilhantes e altos. A davana fornece a guitarra de Jimmy Paige. John Paul Jones arranca o bandolim como patchouli na multidão e embaixo de John Bonham mantém a batida com guaiac wood e musks, juntos, isso cria uma vibe de rock temperamental perfeita que é inesquecível.

Solar’1, foi inspirado na música África de D’Angelo. Uma pitada de gengibre brilha junto com os carrilhões suaves e os murmurinhos. A batida da bateria chama o seu lar. Homenageando a descoberta de uma pessoa, explorando de onde você é, quem é, e o que quer se tornar. Osmanthus traz sua beleza, com vulnerabilidade e amor incondicional. O cacau sutil se mistura com Pimenta da Jamaica, Lahdanum e musk dão o ritmo e complementam essa incrível fragrância.

Todos os seus perfumes possui uma fixação médica de 6-8 horas, e são vendidas em frasco de 50ml ou 10ml (US$95 e US$ 45, respectivamente). E é possível comprar também o conjunto com as miniaturas dessas 5 fragrâncias que foi batizado como ‘mixtape’. Eles podem ser comprados no site da perfumista: https://www.jazminsarai.com/


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O mundo do perfume

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Se antigamente a tecnologia já nos deixava boquiabertos, hoje em dia as pessoas até mesmo deixam de sair de casa por uma certa ‘dependência’ dela. As crianças brincam menos, lêem menos livros, e conhecem menos parques e museus. Na minha infância, minha família sempre fez questão de nos mostrar tudo aquilo que nos agregasse mais conhecimento: teatros, livros, museus, mostras, e até hoje me encanto com tudo isso. Acho que despertam nossa criatividade, e curiosidade tanto sobre o passado como o futuro. E no dia das crianças, em São Paulo, foi inaugurada uma exposição muito especial: O Mundo do Perfume.

O Museu do Catavento (Museu de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Cultura do Governo de São Paulo), em parceria com o Grupo Boticário e patrocínio da Internacional Flavors & Fragrances (IFF), inaugurou essa linda exposição sobre o rico e mágico mundo das fragrâncias que acontece nas arcadas subterrâneas do museu.  O Instituto Grupo Boticário, que é mantido pelo Grupo Boticário, um dos maiores grupos de perfumaria da atualidade, inova e traz um espaço que resgata a história e a cultura do perfume como um dos hábitos mais antigos do homem e valoriza a profissão de perfumista, tão pouco conhecida em sua totalidade e real importância, no país que hoje é considerado o maior consumidor de fragrâncias do mundo.

Ela faz uma viagem pelas origens da manipulação de essências realizadas pelos povos da antiguidade, percorrendo as transformações culturais dos séculos XX e XXI e sua relação com a perfumaria de hoje em dia. Além disso, um perfumista virtual conduzirá os visitantes por uma experiência interativa pelo seu laboratório, onde será demonstrado como acontece a extração e composição de um perfume. Uma experiência sensorial completa e inesquecível de 100m², em que será possível descobrir quais ingredientes compõem cada perfume, além de aprender sobre as famílias olfativas e o cruzamento entre elas. Mas a experiência não acaba ai, será possível ainda aprender sobre a fabricação dos vidros, a história desta prática milenar e sua importância para a perfumaria e para o meio ambiente.

Uma das salas do museu, chamada de sala do olfato, possui 70m² e foi completamente reformulada e subdividida em duas partes. A primeira aborda a biologia do olfato e suas curiosidades por meio de sua principal ferramenta: o nariz. Na outra parte da sala o visitante aprenderá o que é memória olfativa e poderá testá-la através de projeções e dos dispersores dispostos na sala. As cenas conciliam imagens, texturas e elementos do nosso dia a dia, partindo do primeiro perfumista que existiu no planeta: a natureza.

O Museu foi inaugurado em 2009 e tem mais de 250 instalações divididas em 4 estações (universo, vida, engenho e sociedade). Cada seção foi elaborada com instalações cenográficas interativas que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes aproximando o público do universo da ciência. Atrações como aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma sala que simula viagens, um experimento de física que arrepia os cabelos, são apenas alguns exemplos de como o visitante pode aprender e se divertir ao mesmo tempo. Um lugar que as crianças vão amar. Na área externa também e possível conferir equipamentos como a locomotiva Dübs (fabricada em 1888 na Inglaterra que pertenceu à Cia Paulista de Estradas de Ferro e foi usada brevemente para o transporte de carga) e o avião DC-3 de 1936, que foi utilizado como cargueiro militar na Segunda Guerra Mundial. O Museu fica na Av. Mercúrio, s/nº, Parque Dom Pedro 2º, Brás, São Paulo-SP. E está aberta das 9h às 17h.

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1001 coleções para se ter antes de morrer

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Essa semana fui fazer uma longa contagem das moedas que venho guardando pro meu sobrinho há dois anos, desde que ele nasceu. Abri o meu lindo cofre de submarino amarelo como uma boa beatlemaníaca, e fui separando cada uma por seu valor e modelo. Duas horas depois, e alguns achados especiais (como moedas de um real especiais das olimpíadas) que com certeza farão parte de uma bem pequena mas especial coleção de moedas e notas antigas, comecei a me lembrar como fui influenciada pelo meu avô quando o assunto são coleções. Sempre gostei de ter algum tipo de coleção. A primeira foi de papéis de carta, como toda menina daquela época (ainda mantenho a pasta guardada com muito carinho), depois adesivos (essa quase que totalmente intacta até hoje), então selos (particularmente e totalmente influenciada pelo meu avô) e hoje em dia livros.

Uma em especial eu não cheguei a mencionar aqui, mas teve que ser finalizada alguns anos depois de ter sido começada, porque o espaço não nos ajudava a mantê-la: uma coleção de vidros de perfume! Quando alguém finalizava um frasco já sabia que podia mandar lá para casa. Esses perfumes não eram somente para guardar, eram devidamente ‘catalogados’ e eu e minha irmã colocávamos preços neles. E assim, na linda varanda da nossa casa de madeira montávamos uma verdadeira perfumaria com os mais lindos frascos (de vez em quando até mesmo dentro de suas caixas originais). Uma mesa virava balcão, um dente na parede virava prateleira, e tínhamos até máquina de registrar de brincadeira. Ali aprendemos várias coisas, muito de matemática, como ser boas vendedoras, apreciar bons perfumes e conhecer algumas fragrâncias de longe até hoje, montar bloquinhos para notas com restos de sulfite colados e presos em periquitos de varal. Mas uma coisa que não sabíamos naquela época, era que os frascos são por muitas vezes a parte mais cara dos perfumes! Sim, pode parecer incrível, mas eles podem representar cerca de 60% do valor do perfume. Não é à toa que as marcas investem pesado no design. E não há um estilista de alta costura que não deixe seu DNA também na perfumaria.

O mais icônico e clássico deles é o Chanel n°5, com seu inconfundível design art deco. Por essas e outras é que, mesmo quando o líquido acaba, o vidro permanece na vida, na cômoda e na memória afetiva do consumidor, se transformando até em item de coleção e de decoração. Meu pai trabalhou a vida toda com exportação de calçados, e um dos presentes que sempre trazia de suas viagens eram perfumes, e miniaturas lindas! Uma das miniaturas que tínhamos e amávamos era o L’air Du temps de Nina Ricci. Um dos perfumes mais icônicos já feitos. A embalagem dele faz parte do nicho que representa um contexto social ou cultural, ele foi lançado em 1947 logo após a Segunda Guerra Mundial. Traz em sua tampa duas pombas como símbolo da paz e representa muito bem o estilo clássico e sofisticado de Nina Ricci. Já o maior desafio para os designers e fabricantes na história da perfumaria, foi o Angel de Thierry Mugler, o formato de estrela foi algo muito complexo para ser produzido.

Existem perfumes que são feitos em edições especiais, e existem pouquíssimas unidades no mundo todo. Mas a importância vai além do design ou da raridade, mas também da história que carrega. No começo do século 20, a arte da vidraria era completamente artesanal, feita a mão. Algumas marcas de cristais como Lalique e Baccarat eternizaram alguns frascos para linhas inteiras de perfumes, como François Coty. Com a evolução da indústria vidreira e automatização do processo, o desafio é ser cada vez mais criativo.

Graças à tecnologia, estão sendo criadas verdadeiras esculturas em forma de frasco de perfume. Um dos mais recentes é o perfume Good Girl Glitter, de Carolina Herrera, em forma de salto agulha altíssimo, todo em azul cravejado de brilhos. Ou seja, uniu dois objetos do desejo feminino: salto alto e um frasco de perfume. Por muitas vezes, já vi pessoas escolhendo perfumes apenas pelo frasco, assim como escolhem vinhos pelo design dos rótulos ou até mesmo pelas garrafas.

Com todas inovações e design incríveis, a vontade é recomeçar a coleção e ‘conversar’ com os livros para ver se eles podem ceder um espacinho nas prateleiras.


*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​

Amadurecendo e mudando

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​De vez em quando a própria vida nos coloca para pensar sobre suas mudanças, e as escolhas que tomamos durante nossa existência. Desde pequenos estamos em mutação: trocamos a mamadeira pelo copo, a fralda pelo vaso sanitário, a colher pelo garfo, o tipo dos brinquedos, o engatinhar pelo andar, o estilo das roupas, as expressões, o modo de pensar, a escola pela faculdade, a faculdade pelo primeiro emprego, a vida de balada pelo prazer de uma noite em casa, o fast food por aprender a cozinhar, e por aí a lista só aumenta.

Mas um dos nossos gostos que mais amadurecem e mudam bastante é o nosso gosto pelos perfumes. As fragrâncias nos são apresentadas desde cedo, começando pelo cheiro da nossa mãe e das pessoas que nos cercam. O primeiro banho, com sabonete de glicerina, que por mais que os fabricantes dizem ser sem fragrância ele possui um cheirinho todo específico e especial. As roupinhas lavadas no sabão de coco, e cuidadosamente secadas e guardadas. 

Até que um dia, talvez até não muito tarde, nós somos apresentados ao nosso primeiro perfume, as famosas colônias de bebê que várias marcas nacionais e internacionais fabricam. Aquele cheirinho de talco, de carinho, de vontade de ficar grudado amassando o dia todo. Esse cheiro que comprovadamente provoca sensações deliciosas nos adultos, e também deixam os nenês cheirosos e felizes.

Passada mais um tempo, esse cheiro começa a se tornar algo que não nos agrada, uma coisa ‘com cara de criança’ e resolvemos que queremos ter uma ‘assinatura’ nossa, e lá vamos nós nas drogarias e perfumarias com nossos pais eleger o escolhido entre tantos cheiros pré-adolescentes. O meu primeiro foi um que vinha num frasco PET bem grande amarelo e tinha um rótulo cheio de flores e bichos, foi comprado em uma perfumaria no centro da cidade. Era uma fragrância fresquinha com cara de ‘acabei de tomar um banho’.

Mais alguns anos se passaram, e entramos em uma loja da perfumaria O Boticário, lá conheci o famoso cheirinho para meninas: Ma Chérie. Ele é um cítrico aromático com notas de Lavanda, Limão, Almíscar e Cedro. Tinha um lindo frasco rosa que parecia uma lâmpada e uma tampa roxa. Ele foi lançado em 1995 e com certeza uma das fragrâncias mais vendidas da marca. 

Era muito bom quando chegava o nosso aniversário e além das tantas deliciosas caixas de bombons (sim, as tradicionais caixas de bombom Nestlé e Garoto eram ótimos presentes de aniversário, e não essa disputa de qual presente é o mais caro de hoje em dia)  que ganhávamos dos nossos amigos nossos tios e padrinhos nos presenteavam com perfumes, era como nos sentir cada vez mais crescidos, afinal perfume era coisa de adulto. 

Anos se passaram e os cítricos foram se transformando em florais, e assim conheci o Floratta in Blue, perfume do O Boticário ‘de cabeceira’ até hoje em minha vida. E dele conheci as fragrâncias internacionais e tenho 3 preferidos, mas sempre me arrisco a conhecer novos cheiros e ir amadurecendo os gostos e as preferências. Afinal, com tantas fragrâncias no mundo, porque não mudar né?

*Esta coluna é semanal e atualizada às quintas-feiras.​