TENDÊNCIAS FITNESS DE 2018

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Todo ano o Colégio Americano de Medicina Esportiva faz uma pesquisa com vários profissionais ao redor do mundo para enumerar as tendências fitness do próximo ano. Este estudo é importante para nortear os investimentos deste ramo de negócios, e serve como uma espécie de guia aos profissionais da área. São 20 itens que foram classificados nesta ordem:

1. Treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT)
2. Treinamento em grupo (aulas coletivas)
3. Tecnologia portátil (dispositivos wearable)
4. Exercícios com o peso corporal (calistenia)
5. Treinamento de força (musculação e etc)
6. Profissionais experientes, certificados e educados
7. Yoga
8. Treinamento personalizado (personal training)
9. Exercício físico para pessoas idosas
10. Treinamento funcional
11. Exercício físico e emagrecimento
12. Exercício físico para prevenção e tratamento de doenças
13. Treinamento personalizado em pequenos grupos
14. Atividades ao ar livre (outdoor)
15. Liberação miofascial (rolos de mobilidade)
16. Licenciamento/habilitação para profissionais fitness
17. Treinamento em circuito (circuit training)
18. Coaching de bem estar (wellness coaching)
19. Treinamento dos músculos do tronco (core training)
20. Treinamento específico para esportes

O que chama atenção nesta lista é que o mercado está investindo cada vez mais em tecnologia para proporcionar experiências inovadoras e intuitivas, que tenham menos tempo de duração e tragam resultados mais consistentes.

Numa sociedade cada vez mais sedentária graças a esta mesma tecnologia, conceitos básicos voltados para a funcionalidade do corpo estão cada vez mais presentes, tendo reflexos não só no campo do treinamento mas também em políticas de saúde.

A preocupação com a saúde mental e os benefícios oriundos de diversas atividades holísticas têm sido cada vez mais evidenciados, trazendo a importância de um trabalho cada vez mais global, visando aspectos físicos, psíquicos e até sociais.

Um dos destaques desta lista, sem dúvida, é o HIIT que veio com tudo, pois simplesmente tem uma proposta muito atraente: alto gasto calórico com pouco tempo de duração. Outros destaques são as tendências que nunca saem de moda, como treinamento de força, circuito, personal e as exigências em torno dos profissionais da área.

Como estamos vivendo num mundo cada vez mais tecnológico, o uso dos dispositivos vestíveis, como frequencímetros, smartwatches e etc, também merecem uma atenção especial, pois estão cada vez mais tornando a prática de atividade física mais fácil pras pessoas, fornecendo uma série de informações importantes que acabam motivando cada vez mais a adoção de hábitos saudáveis.

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TREINAMENTO EM CIRCUITO

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Antes de começar a coluna de hoje, preciso dizer duas coisas:
1- Mais uma vez, lembrar que agora a coluna é QUINZENAL;
2- Parabéns Franca pelos 193 anos, e obrigado pela acolhida!!

Treinar em circuito é uma metodologia que permite que o praticante faça vários exercícios em sequência, sem intervalo ou com intervalos curtos de descanso, onde o gasto calórico é maior e a duração do treino é menor, sendo muito bom pra quem tem pouco tempo pra treinar.

Este método surgiu nos anos 50, na Inglaterra, e até hoje é sempre colocado como uma das fortes tendências do ramo fitness ao longo dos anos. Muito disso se deve ao fato de este treino poder ser aplicado em qualquer lugar e para qualquer pessoa, se adaptando perfeitamente a rotina de cada um.

O treinamento em circuito pode ser aeróbio ou anaeróbio. O circuito aeróbio tem mais atividades cardiovasculares, fazendo uso de esteiras, bicicletas, elípticos e até movimentações variadas como corridas, deslocamentos e etc. Já o circuito anaeróbio tem mais atividades de força como exercícios em máquinas, pesos livres e funcionais. Todos esses elementos podem ser misturados, desde que cumpra com o objetivo proposto.

Falando em objetivos, o objetivo do aluno é fundamental para determinar qual tipo de circuito será montado. Geralmente, os aeróbios visam emagrecimento e resistência muscular, enquanto que os anaeróbios trabalham potência muscular. Estes circuitos podem ser executados por tempo, onde o aluno deve fazer o mais rápido possível, ou por número de repetições estabelecido.

Geralmente, são recomendados de 1 a 3 ciclos (ou voltas) num circuito de 6 a 12 exercícios (ou estações). Mas conforme a evolução do aluno e o objetivo, o circuito pode ser montado de diversas formas, sendo uma das melhores alternativas para quebrar um pouco a rotina.

Da mesma forma que o HIIT, o treinamento em circuito se utiliza da intensidade para proporcionar maior EPOC para queimar calorias. Lembrando que o EPOC é o excesso de oxigênio pós-exercício, quando o metabolismo permanece acelerado por horas após uma determinada atividade. No caso do treinamento em circuito, estudos revelam que o EPOC pode permanecer por até 18 horas.

Um exemplo de circuito a seguir, onde o aluno deve repetir por três vezes, sem intervalo, para manter a frequência cardíaca elevada e aumentar o gasto calórico:

- 10 flexões de braço no solo (peitoral);
- 12 agachamentos (coxa e glúteo);
- 15 abdominais;
- 30 s de polichinelo na cama elástica (cardio);
- 10 puxadas na barra fixa (costas);
- 12 panturrilhas no step;
- 20 s de prancha (core);
- 30 s pulando corda (cardio).

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ESPASMOS MUSCULARES

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Como meu trabalho envolve a ação de diversos músculos, saber diferenciar estas ações é importante, uma vez que o trabalho de um educador físico não se limita apenas a montagem e prescrição de treinos, mas sim saber intervir durante alguma intercorrência ou diante de algum quadro específico de saúde, seja um sintoma agudo ou crônico.

Antes de discorrer sobre o tema da coluna de hoje, é importante diferenciar espasmos musculares de contrações musculares, e aqui eu vou citar apenas as contrações involuntárias.

CONTRAÇÕES: afetam um único músculo, causadas por um impulso nervoso, também são chamadas de fasciculações;

ESPASMOS: afetam um ou vários músculos, com dor local ou não, causados por um desequilíbrio químico no corpo. O tipo mais conhecido é a cãimbra.

Geralmente, os espasmos musculares podem ser uma resposta a uma lesão, a uma inflamação ou a um estiramento. A grande maioria destes espasmos são benignos, até por isso não há muitas publicações científicas acerca desse assunto.

As causas dos espasmos são diversas, pois podem ser desencadeados pelo estresse, trauma súbito (pancadas, acidentes, etc.), sobrecarga muscular, alteração de minerais (principalmente potássio e cálcio) etc. Além disso, os espasmos podem representar um sintoma de algumas enfermidades, como mal de Parkinson, diabetes, varizes, doenças da tireoide, insuficiência venosa, doenças musculares e etc.

Tratar um espasmo é simples, apenas massagem e alongamento já são suficientes, na maioria dos casos. Apenas casos recorrentes e mais graves podem necessitar de medicação, fisioterapia e até acupuntura. Portanto, caso os espasmos sejam frequentes, procure um médico, que pode ser um clínico geral, um ortopedista ou um neurologista.

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TREINAR POTÊNCIA É NECESSÁRIO?

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​Ao longo da trajetória desta coluna, já citei a importância de treinar as capacidades aeróbias, a força e a flexibilidade. Hoje vou falar sobre um tipo de força: a força explosiva, também conhecida como potência muscular.

Sim, se você não sabia, a potência é um tipo de força caracterizada pelo uso da velocidade para gerar força, ou seja, é a habilidade de movimentar o corpo e/ou um objeto no menor tempo possível.

Qualquer movimento que fazemos pode ser feito com potência, desde que seja incluída uma alta sobrecarga e uma velocidade para vencer esta mesma sobrecarga. Alguns estudiosos dizem que a potência é a força em velocidade. Quanto maior for a aceleração do movimento, maior será a potência gerada.

A potência muscular é muito importante para a realização de gestos esportivos, como arremessos, lançamentos, saltos e etc. Além disso, a potência é muito importante para os idosos que apresentem lentificação de movimentos. E ainda, quem faz concurso público já precisou da potência, pois em muitos testes físicos são exigidos exercícios desta valência física.

Como falei que a potência é a força em velocidade, podemos concluir que para melhorar a potência temos que melhorar estas duas valências: força e velocidade. E como fazemos isso? Através da coordenação motora!!

Através da coordenação intermuscular (entre os músculos) e intramuscular (entre as fibras musculares) melhoramos nossa capacidade de gerar força, e tudo isso passa pela mobilidade dos processos nervosos, ou seja, o cérebro também "aprende" a comandar os músculos da melhor maneira possível. Com isso, temos todas as condições de imprimir velocidade sem perder a técnica de determinado movimento, melhorando a potência.

Para o treino de potência, é necessário um sólido trabalho de base, uma preparação anterior que envolve o desenvolvimento de força, de resistência e de coordenação. Somente após este período é que trabalhamos para desenvolver potência. O treino específico de potência envolve exercícios de explosão (corrida com paraquedas, por exemplo), exercícios pliométricos (envolvem rápidos ciclos de alongamento e encurtamento dos músculos, como agachamentos com saltos, por exemplo) e técnicas de LPO (levantamento de peso olímpico).

As recomendações básicas para o treino de potência são:
⦁ até 12 repetições com velocidade máxima de execução;
⦁ carga moderada a alta, entre 75 e 90% de 1RM (repetição máxima);
⦁ entre 3 e 5 séries por grupamento muscular;
⦁ intervalo entre as séries de 3 a 5 minutos;
⦁ intervalo entre os treinos de 48 a 96 horas.

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REPETIÇÕES ROUBADAS E FORÇADAS

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Após uma pausa forçada por motivos de saúde, estamos de volta e desta vez vou falar sobre duas técnicas que podem ser implantadas em seus treinos: as repetições roubadas e as repetições forçadas. Com certeza, você já deve ter visto isso na academia, mas a questão é: será que fulano sabe o que está fazendo?...

REPETIÇÕES ROUBADAS

Trata-se de uma alteração na técnica do movimento para realizar mais algumas repetições. O processo começa quando o aluno faz um exercício até a falha, e então ele muda o padrão motor, recrutando outros músculos para "roubar" o exercício. Um exemplo clássico é quando alguém joga a coluna pra trás pra levantar uma barra na rosca bíceps, por exemplo.

É importante dizer que esta técnica deve ser feita com cuidado, e somente por quem já está avançado nos treinamentos. Somente um profissional pode te orientar sobre o momento certo de utilizar este movimento.

O objetivo desta técnica é aumentar a intensidade do treinamento, recrutando outros músculos para auxiliar no movimento, fazendo com que o músculo alvo tenha seu esforço absoluto diminuído devido a alteração nas alavancas do corpo. Assim, o trabalho muscular é prolongado, aumentando o estímulo.

REPETIÇÕES FORÇADAS

Aqui não há alteração na técnica do movimento, mas sim uma ajuda de um colega de treino ou do professor para que o aluno execute mais algumas repetições, mantendo a técnica do movimento, sempre quando o praticante alcançar a falha.

A única dificuldade aqui é ter alguém disponível pra te ajudar, principalmente quando se treina entre os horários mais movimentados de uma academia, por exemplo. Portanto, conte sempre com a ajuda de um profissional.

A intenção das repetições forçadas é também aumentar a intensidade do movimento, através da maior desintegração das pontes cruzadas de actina e miosina (proteínas das fibras musculares), aumentando o aporte sanguíneo local, facilitando a hipertrofia muscular. Por ser uma técnica agressiva, também é recomendada para alunos avançados.

Tais técnicas não possuem tantas comprovações científicas. Alguns estudos já foram realizados, mas não dá pra tirar maiores conclusões pois outros estudos ainda precisam ser realizados. Mas recomendo que estas técnicas sejam utilizadas esporadicamente, e sempre com o aval de um profissional. Nossos músculos precisam ser estimulados das mais variadas formas, e estas técnicas cumprem bem este papel.

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AGACHAMENTO E SEUS MITOS

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Uma habilidade fundamental do ser humano, que com o passar do tempo e a infinidade de publicações científicas foi ganhando cada vez mais importância no mundo do fitness e do esporte. Um exercício que atende a todos, independente do objetivo, desde quem deseja bem estar até o alto rendimento. O agachamento é o principal exercício para membros inferiores, e eu vou te mostrar algumas curiosidades deste exercício que não pode faltar em seus treinos.

Antes de falar do exercício propriamente dito, repare nos bebês e nas crianças e veja como elas agacham perfeitamente. Todas as pessoas nascem com essa habilidade, mas com o passar dos anos, vamos perdendo esta habilidade devido a alguns vícios posturais, sedentarismo e envelhecimento.

O agachamento é um exercício multiarticular, pois envolve as articulações do quadril, joelhos e tornozelos em sua atuação. Com isso, muitos músculos participam deste movimento, tornando uma excelente ferramenta para melhorar suas atividades cotidianas, seu desempenho em esportes e prevenir lesões.

Além dos benefícios estéticos, o agachamento promove um fortalecimento da musculatura do core, auxiliando também em melhorias posturais e melhorias na marcha (excelente pra quem corre). E ainda, o agachamento melhora a estabilidade do joelho e a funcionalidade dos movimentos diários, como carregar peso e etc.

Agora vamos destruir alguns mitos sobre o agachamento: 

1- AGACHAMENTO É RUIM PROS JOELHOS

Graças aos médicos, principalmente os ortopedistas, este mito se tornou bastante popular. Mas como eu falei no início desta coluna, uma grande variedade de estudos vem ao longo do tempo comprovando sua eficiência e eficácia. Um destes estudos é uma revisão de literatura que a National Strenght and Conditioning Association (NSCA) realizou onde chegou a conclusão de que este exercício, realizado corretamente, é um dos exercícios mais seguros. As academias cheias dificultam a supervisão deste exercício, e outros motivos como a pressa ou a ansiedade em aumentar a carga (e o seu ego) podem explicar a incidência de lesões decorrentes deste exercício. Outro motivo plausível é a execução do agachamento por pessoas que já tenham outros problemas, como desvios posturais, limitações musculares ou articulares.

2- JOELHOS NÃO PODEM PASSAR DA LINHA DOS PÉS

Ok, devemos nos preocupar com os joelhos, mas é importante diferenciar o que é natural do que não é. Portanto, joelhos muito abertos ou fechados (varos ou valgos demais) podem causar dores e lesões, pois se tratam de posições que não são naturais para que o corpo possa distribuir as cargas entre os músculos e articulações envolvidas no exercício. Outro movimento não-natural é a projeção dos joelhos pra frente, aumentando a compressão na patela. Agora, quando os joelhos passam um pouco a frente devido a características naturais, como o comprimento da perna, por exemplo, e com a lombar e o quadril corretamente posicionados, não há problema.

3- AGACHAMENTO É RUIM PRA COLUNA

Acabei de falar que o agachamento promove um fortalecimento do core, portanto esse mito já cai por terra. Só é ruim pra coluna de quem não faz corretamente. Geralmente, esse mito cai com a culpa sobre o uso da barra, mas a barra deve ser usada nos trapézios, atrás dos ombros. Mas o que se vê é que a grande maioria apoia a barra na cervical, comprimindo a coluna. Portanto, se você faz o agachamento corretamente, pode colocar uma barra nos trapézios. Quem não consegue ou não sente segurança pra fazer essa variação, pode utilizar a barra na frente (apoiada nos ombros, como na foto acima) ou outras opções ainda mais seguras, como pesos livres (halteres ou kettlebells) ou aparelhos (leg press, smith ou hack).

4- AGACHAMENTO PROFUNDO É PERIGOSO

O mito diz que agachar até 90 graus é ok, se passar disso é prejudicial. Mais um mito!! A dificuldade do agachamento profundo diz respeito a falta de flexibilidade de algumas pessoas. Pessoas encurtadas na musculatura posterior de membros inferiores (glúteos, isquiotibiais e panturrilha) fazem com que a pelve fique pra dentro (retroversão), jogando a carga do exercício nos discos intervertebrais, e o resultado disso é a alteração na lordose lombar e, consequentemente, uma protusão discal ou mais conhecida como hérnia de disco. Resumindo, se você não tem tanta flexibilidade, trabalhe esta valência e execute os agachamentos de forma educativa, aumentando a amplitude aos poucos. E os joelhos? Vários estudos revelam que os joelhos não sofrem nenhum prejuízo neste exercício. Geralmente as lesões estão associadas a técnica errada, excesso de sobrecarga e altos volumes.

5- IDOSOS E GESTANTES NÃO DEVEM AGACHAR

Privar alguém de fazer um exercício devia ser considerado um crime!! Os idosos tem dificuldade em andar, carregar sacolas e agachar pra pegar algo, e isso impacta sua autonomia, diminuindo sua autoestima. O agachamento desenvolve a força e melhora o equilíbrio, tendo reflexo nas atividades cotidianas e diminuindo a incidência de quedas, que nessa fase da vida podem ser até perigosas. Já as gestantes precisam treinar o agachamento pois as pernas fortes ajudam na sustentação da barriga, prepara a pelve para o parto e fortalece a lombar, prevenindo as lombalgias, que são comuns durante a gestação.

Como eu sempre falo, não existe exercício proibido. Para cada caso específico, existe um exercício ou uma variação mais adequada para tal. Portanto, orientação profissional é essencial.

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TRATANDO A HIPERCIFOSE

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Encerrando a série sobre coluna vertebral, vamos falar da hipercifose, que pode ocorrer na região torácica ou na região pélvica (ou lombossacral ou sacro-coccígea, como quiser), onde vamos falar da mais comum, que é a hipercifose torácica.

O aumento da curvatura lombar ocorre na maioria dos casos devido a má postura associada a fadiga excessiva causada por hábitos repetitivos, que podem ser durante o trabalho ou durante uma atividade física, por exemplo.

A hipercifose promove um arqueamento das costas (corcunda), com ou sem dor, e pode ser de origem congênita, pós traumática ou decorrente de alguma doença neuromuscular ou inflamatória. O diagnóstico pode ser feito por observação visual, com a confirmação de uma radiografia.

A hipercifose torácica pode causar problemas respiratórios devido a falta de mobilidade desta região, influenciando na expansão da caixa torácica, uma vez que suas vértebras são ligadas às costelas. Além disso, a falta de mobilidade torácica pode estar associada a lesões de ombro, cervicalgia e lombalgia. Isto acontece pois nosso corpo sempre busca compensar para redistribuir o peso do corpo sobre a coluna, e a região torácica está intimamente conectada às regiões cervical e lombar.

O tratamento, na maioria dos casos, envolve fisioterapia, Pilates e medicação. Mas alguns casos podem necessitar do uso de gesso ou colete. Apenas casos mais graves vão necessitar de intervenção cirúrgica, principalmente se houver algum quadro neurológico.

Na hora de treinar, algumas recomendações para quem tem hipercifose torácica:

1- FORTALECIMENTO DO CORE: esta região é fundamental para a estabilização do tronco, e por influenciar diretamente na coluna, uma má ativação do core pode levar a dor lombar. O diafragma, que também influencia na região do core, é o músculo mais usado na respiração, portanto tá aí mais um motivo pra trabalhar o core.

2- MOBILIDADE DA COLUNA TORÁCICA: falta de mobilidade nesta região pode causar alguns encurtamentos musculares, principalmente dos músculos que atuam na articulação do ombro, fazendo com que as escápulas não se mexam corretamente. Com isso, alterações posturais e dores na cervical podem ocorrer. Remadas, puxadas e rotações do tronco devem ser bastante exploradas.

3- ESTABILIDADE DA COLUNA LOMBAR: a falta de mobilidade torácica faz com que a região lombar tenha que trabalhar pela torácica, e esta região precisa ser estável para ajudar na sustentação da coluna. Além disso, a compensação do corpo pode ocasionar uma hiperlordose lombar, portanto, mais um motivo para que a musculatura seja forte e estável.

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TRATANDO A HIPERLORDOSE

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A coluna vertebral é formada por algumas curvaturas fisiológicas, como as lordoses (cervical e lombar) e as cifoses (torácica e pélvica). Estas curvaturas servem para a mobilidade da coluna, que é acionada para sustentar o corpo e se locomover.

Quando há o aumento de uma dessas curvaturas, ocorre uma hiperlordose ou uma hipercifose. Portanto, vamos falar hoje das hiperlordoses, começando pela mais comum que é a hiperlordose lombar.

O aumento da curvatura na região lombar é mais comum em mulheres do que em homens. Pode ser causada por má postura, fadiga excessiva, fraqueza muscular, obesidade ou durante a gravidez.

A hiperlordose lombar está geralmente associada a uma anteversão pélvica, projetando as nádegas pra trás. Isso acontece pelo encurtamento lombar e fraqueza dos abdominais e dos glúteos, causando um desequilíbrio muscular. Durante a gestação e o crescimento da barriga da mulher, o centro de gravidade se desloca pra frente, gerando alteração na postura e dor nas costas.

Além da dor nas costas, a hiperlordose pode causar também hérnia de disco, lesões em quadril e joelho, ou ainda a diminuição da mobilidade da coluna, pois o corpo busca compensar de alguma forma, ocasionando uma retificação da coluna lombar.

Falando agora da hiperlordose cervical, o aumento da curvatura do pescoço se caracteriza pela proeminência da cabeça, onde as causas são as mesmas da hiperlordose lombar, e também pode causar dores nas costas, hérnia de disco e diminuição da mobilidade da coluna, com a retificação do pescoço.

As hiperlordoses podem ser identificadas ao observar uma pessoa de lado, mas o exame de raio-X serve pra analisar a angulação da curvatura e determinar a gravidade desta patologia.

O tratamento das hiperlordoses envolve fisioterapia, Pilates e/ou exercícios de fortalecimento, além de um tratamento quiroprático.

Quem tem hiperlordose, deve seguir algumas recomendações ao treinar:

1- FORTALECER OS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO: a maior parte dos casos de hiperlordose lombar está relacionada ao desequilíbrio dos músculos que atuam na pelve, portanto quadríceps, iliopsoas, glúteos, isquiotibiais e os eretores da espinha devem ser treinados.

2- ALONGAMENTO GERAL: trabalhar a flexibilidade é importante, pois algum encurtamento, seja em membros superiores ou inferiores, pode incidir diretamente na coluna, alterando a postura.

3- NÃO ESQUECER DA MOBILIDADE: treinamento funcional e Pilates podem ajudar bastante na funcionalidade da pelve e do pescoço.

4- FORTALECER OMBROS E TRAPÉZIO: o enfraquecimento dessas regiões pode ocasionar dores no pescoço, e quem tem hiperlordose cervical, precisa treinar essas regiões e fortalecer os músculos do pescoço também.

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TRATANDO A ESCOLIOSE

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Para quem não conhece, a escoliose é um desvio que produz uma curvatura lateral da coluna vertebral, que pode ser em C ou em S. Esta patologia acomete todas as pessoas, mas o que vai diferenciar cada caso é o grau de curvatura de cada um, onde a mais comum é a em S, pois o corpo tenta de todas as formas possíveis corrigir esse problema, levando a uma compensação para o lado mais fraco ou menos ativado.

A escoliose pode ser de origem congênita, ou causada por uma deformidade muscular ou por contrações desiguais dos músculos que atuam na coluna, e isso é absolutamente normal de perceber, pois todas as pessoas utilizam mais um lado do corpo. Por isso, todas as pessoas tem, tiveram ou terão escoliose.

A escoliose pode ser diagnosticada através de uma avaliação postural, onde alguns indícios podem apontar sua existência, como ombros ou quadris desnivelados, ou ainda, mamilos desalinhados (ao observar um homem sem camisa) e também pode ser visto pelas escápulas desalinhadas, observando uma pessoa de costas. Só é considerado um caso patológico quem tem um desvio acima de 10 graus, abaixo disso é um desvio comum.

Dependendo da gravidade, a escoliose pode causar dor lombar e até hérnia de disco. Casos mais graves podem recomendar o uso de colete ortopédico ou uma intervenção cirúrgica. Mas a grande maioria dos casos pode ser tratada com medidas simples, como reeducação postural, exercícios de fortalecimento, fisioterapia ou Pilates.

Ao prescrever exercícios, é importante num primeiro momento impedir que esse desvio aumente. Para isso, é importante trabalhar a flexibilidade dos movimentos, para depois fortalecer a musculatura atuante. E é aí que devemos seguir algumas recomendações:

1- TRABALHAR OS DOIS LADOS DA COLUNA: devido a curva realizada pela coluna, os dois lados do corpo estarão compensados e com musculaturas enfraquecidas. O objetivo aqui é aliviar a tensão e fortalecer ambos os lados para recuperar os movimentos funcionais.

2- NÃO FOCAR SÓ NOS PARAVERTEBRAIS: um erro bastante comum é enfatizar a musculatura paravertebral, mas nosso corpo é inteiramente conectado por cadeias musculares, ou seja, quando uma região se enfraquece ou está menos ativada, todo o resto do corpo sofre uma reação em cadeia para compensar. Portanto, trabalhar glúteos (influencia diretamente na região lombar da coluna), psoas (atua nos ilíacos, torcendo a coluna e causando a escoliose) e o core são recomendados.

3- EVITAR PRESSÃO VERTICAL NA COLUNA: exercícios feitos em pé, como desenvolvimento, remada e alguns agachamentos devem ser evitados em casos mais graves. Por exemplo, trocar o agachamento pelo leg press ou afundo. No caso do desenvolvimento, pode ser substituído pelas elevações. Ao invés do bíceps em pé, incluir o bíceps Scott e etc.

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UM MERCADO COM MUITOS DESAFIOS

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Após as comemorações do Dia do Profissional de Educação Física na última sexta feira, dia 01 de setembro, vou falar sobre algumas curiosidades desta área e retratar um pequeno panorama deste mercado, que está em plena expansão no país.

Atualmente o Brasil é o segundo maior mercado fitness do mundo, ficando atrás apenas dos EUA. Isso se deve não somente ao grande número de academias, mas também a produção científica brasileira que vem se destacando nas publicações nacionais e internacionais. Além disso, o Brasil é um protagonista nesta área, pois é o primeiro (e até agora, o único) país do mundo a regulamentar a profissão, ou seja, somente aqui é exigido um diploma de curso superior para atuação em Educação Física.

O reflexo disso é que os profissionais brasileiros são referência mundial tecnicamente falando, pois nos outros países são formados apenas instrutores, com alguns cursos de poucas horas em diversas áreas. Portanto, você vai encontrar lá fora alguém que saiba manusear os aparelhos de musculação, depois outra pessoa para prescrição de treino, outro instrutor para periodização do treinamento, outra pessoa para ministrar alguma aula e etc.

Apesar desse protagonismo todo, o Brasil ainda tem muitos desafios a enfrentar, e o principal é fazer a população vencer o sedentarismo. Apenas 3,9% da população brasileira faz exercícios regularmente, seja em academia ou com personal e etc. E o que se vê hoje em dia são as empresas disputando esta parcela e esquecendo dos outros 96,1% que não treinam regularmente. Muitas pessoas acham que exercício está ligado a performance em academia, o que é um grande engano. A adoção de hábitos saudáveis, como caminhar ou trocar o elevador pela escada já oferece, conforme alguns estudos, benefícios relevantes para a saúde. Portanto, ter uma vida saudável é uma questão de mudança de comportamento, e não necessariamente ter alta performance em treinos ou aulas.

Outro grande vilão desse desafio são os aparelhos eletrônicos, como tablets e smartphones, e isso reflete principalmente nas crianças, onde o ambiente escolar não está favorável para a prática de atividade física. Um retrato disso é que 60% das escolas públicas brasileiras não tem uma estrutura básica para aulas de educação física, como uma quadra por exemplo. E ainda, o tempo destinado para esta disciplina está longe do ideal. Enquanto que nos outros países, as escolas oferecem mais de 10 horas semanais de educação física, as escolas brasileiras oferecem, em média 100 minutos semanais. Ou seja, nossas escolas estão formando várias gerações de atletas de fim de semana, o que pode ser muito perigoso.

Um reflexo disso está nos números da obesidade no Brasil. De acordo com alguns levantamentos, 50% dos adultos e 15% das crianças apresentam algum tipo de obesidade (sobrepeso é também chamado de obesidade leve ou obesidade grau 1).

Adotar hábitos saudáveis é uma questão de saúde pública!! Vamos mudar essa realidade? Conte comigo pro que precisar e se você quiser saber como eu posso te ajudar, basta entrar em contato por e-mail (clique aqui), pelo Facebook (clique aqui), pelo Instagram (clique aqui) ou pelo YouTube (clique aqui).

Até a próxima e vamo treinar!!