“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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Seu nome era Ernesto Nazareth. Ele ouvia os sons que vinham da rua, tocados por nossos músicos populares e os levava para o piano, dando-lhes roupagem requintada. Sua obra se situa, assim, na fronteira do popular com o erudito, transitando à vontade pelas duas áreas. Em nada destoa se interpretada por um concertista, como Arthur Moreira Lima, ou um chorão como Jacó do Bandolim. O espírito do choro estará sempre presente, estilizado nas teclas daquele ou voltando às origens nas cordas deste. E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, categoria em que é enquadrada “Odeon”, escrita que foi em 1910. Obra-prima no gênero, esta composição é apenas mais uma das inúmeras peças de Nazareth em que “melodia, harmonia e ritmo se entrosam de maneira quase espontânea, com refinamento de expressão”, como afirma o pianista-musicólogo Aloysio de Alencar Pinto. “Odeon” é dedicada à empresa Zambelli & Cia., dona do cinema homenageado no título, onde o autor tocou na sala de espera. Localizado na Avenida Rio Branco nº 137, possuía duas salas de projeção e era considerado um dos “mais chics cinematógraphos do Rio de Janeiro”.

Em 1968, a pedido de Nara Leão, Vinícius de Moraes fez uma letra para “Odeon”, vindo a ser o tema de abertura da telenovela “A Sucessora”, em 1978.

Em 2000, a canção fez parte da trilha sonora de outra novela, “O Cravo e a Rosa”.

No ano de 2012 entrou para a história da música universal alcançando a impressionante marca de 325 gravações comerciais, feitas em diversos países.

Pra você apreciar, vídeo gravado em 2013, no Vinicius Bar: Thaís Motta com Marvio Ciribelli ao piano e os membros do Azymuth, Alex Malheiros ao contrabaixo e Ivan Conti (Mamão) na bateria.

Fontes : “A Canção No Tempo-85 Anos de Músicas Brasileiras”

Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello _ Editora 34

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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O guitarrista Al Kooper sempre foi irrequieto. Aos 15 anos já cantava numa banda chamada Royal Teens, que chegou a emplacar dois hits instantâneos. Logo passou a compor sob encomenda para diversas gravadoras e foi ele quem gravou o riff de órgão em “Like a Rolling Stone”, de Bob Dylan, em 1965. Tinha então 17 anos e topou a gravação ao ser desafiado e meio que desprezado pelo produtor do disco.

Como há muito queria ter sua própria banda,em 1967 uniu-se a Steve Katz e formaram um grupo com o objetivo de fundir um tipo de blues-rock selvagem ao jazz, que batizaram de Blood, Sweat & Tears. Lançaram um bem sucedido álbum denominado Child Is Father To The Man, mas Kooper desistiu do grupo logo após esse fato, o que não desanimou Katz e os demais membros, correndo logo atrás de outro cantor, fechando com o canadense David Clayton-Thomas, o que foi um ótimo negócio. Retrabalhando as idéias de Kooper, numa linha mais pop, o Blood, Sweat & Tears chegou ao primeiro lugar das paradas, faturando um Grammy como disco do ano.

Mesmo pelos padrões dos anos 60, o álbum era muita areia pro caminhão da banda, sustentado por duas releituras psicodélicas da primeira peça das Trois Gymnopedies, de Eric Satie e centrado num pouco ousado tema de jazz-rock de 12 minutos. Mesmo assim, há muita coisa boa: as versões com arranjos de metais de “Smiling Faces”, do Traffic e de “And When I Die”, de Laura Nyro. Também a interpretação muito forte de “You’ve Made Me So Very Happy”, original de Brenda Holloway, e a super destacada “Spinning Wheel”. Era arriscado regravar “God Bless The Child”, de Billie Holiday, mas o convincente Clayton-Thomas mostrou-se à altura de tal tarefa.

O sucesso da banda durou pouco. Após envolver-se em campanhas políticas com apoio declarado, a credibilidade do Blood foi a zero. Apenas os mais apaixonados pelo jazz, jazz-rock, blues e suas derivações, sem quedas pra outro lado que não fosse a música, é que continuaram cultivando a arte desta que foi uma das bandas mais emblemáticas dos últimos tempos.

O que Al Kooper acha disso está em sua divertida autobiografia, Backstage Passes And Backstabbing Bastards.

Veja aí esta raridade : “And When I Die”.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”- Ed. Sextante

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No terceiro álbum do U2, o quarteto de Dublin, Irlanda, articulou suas visões ardentes sobre política e a condição humana. Com um som próximo do “garage”, o álbum batizado de War, gravado em 1983, continua sendo um dos discos do U2 que apresentam um som mais cru. Sem dúvida, a música mais pungente desse trabalho é “Sunday Bloody Sunday”. Os ritmos militares do baterista Larry Mullen Jr. e o riff descendente da guitarra de The Edge formam o suporte perfeito para a declaração pessoal de Bono Vox contra a continuação da guerra entre o IRA e o governo britânico.

“New Years Day” critica a estagnação e, simultaneamente, se alegra com a promessa de mudanças, declarando claramente que, apesar de estar dividido em dois, o mundo também pode ser “como um”.

“Surrender” é uma jóia mais delicada e demonstra a capacidade do U2 de criar música atmosférica.

War também é notável pela inclusão de “Seconds”, uma das duas únicas músicas que a banda gravou com The Edge como cantor.

O hino “40” foi utilizado para encerrar os shows do grupo durante os anos 80.

War entrou para o primeiro lugar nas paradas inglesas (ficou em 12º lugar nos Estados Unidos) e foi o último disco que produziram com Steve Lillywhite no comando. O produtor havia trabalhado anteriormente em Boy e October.

O álbum em questão é um marco: o tratamento dado por Lillywhite às músicas combina energia em estado puro com maestria na produção em estúdio. A voz de Bono se impõe e exige atenção, enquanto as linhas de guitarra de The Edge são vitais, mas sem nunca sobrepujarem a banda. Um disco eterno.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”- Ed. Sextante

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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Numa entrevista concedida a um jornal carioca em fevereiro de 1976, o cantor e compositor Moraes Moreira declarou: “Sabe, no fundo eu sou um sambista baiano. E samba baiano é diferente do carioca, é outra coisa. O samba carioca é lindo, mas na maioria das vezes tende pra melancolia. O samba baiano é alegre, é pra cima, é uma outra malandragem”.

Pois bem, o exemplo perfeito de um samba desse baiano de Ituaçu, difusor dos trios elétricos e dos afoxés, é o sucesso “Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira”, feito em parceria com Pepeu Gomes, cujo título foi inspirado numa frase de João Gilberto, ao ver uma mulata descendo o morro pra trabalhar. Vibrante, sacudida, a composição exalta, à sua maneira, a força e a identificação do sambista com o próprio Brasil: “Quem desce o morro/ não morre no asfalto/ lá vem o Brasil descendo a ladeira/ da sua escola/ passista primeira/ lá vem o Brasil descendo a ladeira...”

Valoriza a gravação deste sucesso a boa interpretação do autor, que puxa o samba sustentado por um ótimo arranjo percussivo e um coro nas respostas.

Fontes : “A CANÇÃO NO TEMPO-85 Anos de Músicas Brasileiras”

Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Ed. 34

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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Em seu sétimo álbum de estúdio, “The Man-Machine”, o grupo alemão Kraftwerk provou que o poder da música eletrônica não estava em truques elaborados, mas na simplicidade zen do domínio científico.

O criativo projeto artístico da banda deu uma guinada conceitual nesse álbum, lançado em maio de 1978, cuja capa simbólica fazia referência ao modernista russo El Lissitzky e as músicas falavam de um mundo cada vez mais autômato de alienação urbana, de engenharia da era espacial e de fama sem glamour.

Tal visão futurista da fusão da humanidade com a tecnologia está presente tanto na faixa-título como em “The Robots”, outra piada em cima da imagem andróide da banda. Para o lançamento do disco, o quarteto de Düsseldorf encomendou robôs iguaizinhos a seus integrantes, que passaram a ser acessórios permanentes dos shows. O uso de vozes sintéticas se tornaria uma característica do som sempre em evolução do Kraftwerk. O mesmo álbum apresenta um lado dolorosamente romântico e melancólico na faixa “Neon Lights” e a veia satírica dos compositores em “The Model”, referendo-se à indústria da beleza.

O retrato profético da cultura da celebridade tornou-se um cartão de visitas do Kraftwerk, vindo a inspirar futuras gerações de artistas do techno-pop dos anos 80, como Human League, New Order, Pet Shop Boys e Depech Mode.

The Man-Machine revela contida uma grande capacidade de síntese, através das variações de temas percussivos repetitivos e uma interação quase clássica entre as partes de sintetizador.

Confira, a seguir, Kraftwerk em “The Robots”.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” – Ed. Sextante

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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GIL REIS – Um dos músicos mais completos surgidos nos últimos anos em Franca, SP. E falo disso com muito orgulho porque acompanhei boa parte de sua trajetória, desde seu interesse pelos instrumentos musicais até sua projeção na cena, que compreende Brasil e países da Europa. Espelhado no talento dos pais, o guitarrista Ito Reis e  a cantora Lu Reis, Gil não poderia navegar em outras águas senão as da música, principalmente a instrumental: detona no piano, sanfona, escaleta, gaita, violão, ukulele e qualquer outro instrumento que lhe caia nas mãos, além de cantar de forma própria e madura.

Percorreu boa parte da Europa ao lado do baixista Eduardo Machado e músicos convidados e atualmente tem se apresentado em grandes casas de shows não só de Franca, mas pelo Brasil afora, dividindo palco com gente do nível do trompetista Chico Oliveira (do Programa do Jô) e outros. Eventos corporativos e cerimônias nupciais também têm sido ocasiões em que Gil tem mostrado seu incomparável talento.

Bem, “Summertime” é uma ária da ópera “Porgy and Bess” que foi escrita por George Gershwin e DuBose Heyward em 1935 (alguns pesquisadores também creditam a autoria do tema a Ira Gershwin, irmão  George). Tornou-se um jazz standard dos mais gravados e interpretados no mundo. E foi justamente essa canção que tive o enorme prazer de cantar acompanhado por Gil Reis, noite dessas, quando, apreciando uma de suas apresentações, fui convidado para o palco. Confesso que mais babei do que cantei ! O moleque é fera !

Pena que perdi o vídeo e não vou ter como lhes mostrar minha satisfação ali, ao vivo, ao lado de um dos maiores talentos da nossa música. Mas o vídeo que deixo aí embaixo é algo imperdível : o countryman Willie Nelson relendo “Summertime” que, aliás, toco também no nosso próximo “Beny Chagas Music Show”, pelas web rádios. Não abro mão de você !!!


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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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“MORE THAN A FEELING” – Um dos “riffs” mais consagrados da história do rock. “Riff” é aquela frase marcante que, na maioria das vezes, é responsável pela identificação da música. E, entre os tantos e tantos que conhecemos, temos este solo de guitarra, que você vai poder conferir no vídeo lá no final da matéria.

A gravação é do grupo Boston, que, depois da celebração do Bicentenário da Independência dos Estados Unidos, através de um trabalho árduo do ex-engenheiro de som e então guitarrista Donald “Tom” Scholz, lançou o melhor presente de Natal do ano de 1976: o LP “Boston”. O álbum foi gravado usando equipamento emprestado da banda Aerosmith e mixado quase que totalmente por Scholz em seu estúdio caseiro, com repertório baseado no modelo dos consagrados Cream e Led Leppelin. Rocks melódicos, guitarras flamejantes, doces vocais em cascata e ritmos poderosos fizeram deste álbum uma obra marcante, daquelas que você tem quase que obrigação de ouvir antes de morrer. Daí, sua inclusão no livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”.

No dito álbum está inserido o hino fundamental (citado lá em cima) “More Than a Feeling”, com seu “riff” pegajoso, que, graças à sua popularidade duradoura, fez do LP Boston um sucesso multiplatinado. Alcançou a 5ª posição da Billboard Hot 100 e em 2003 já tinha vendido 17 milhões de cópias e continua nesse ritmo até hoje.

Na voz marcante de Brad Delp, fez parte de trilhas de filmes como Contatos Imediatos de 3º Grau (1977), Gatinhas (1980), Ela Vai Ter Um Bebê (1988) e Madagascar 2 (2008). Também está inserida em episódios das séries The Walking Dead, Glee, Seven Seconds e Guitar Hero.

Confira no vídeo: Boston – More Than a Feeling.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” – Ed. Sextante

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS” “LITTLE RICHARD”

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“A wop-bop-a-loo-bop-a-lop-bam-boom...tutti frutti, oh rootie!!”

No verão de 1955, o rock’n’roll explodiu em todaparte e Fats Domino, Ray Charles, Chuck Berry e Bo Diddly emplacavam um sucesso atrás do outro nas paradas. Foi solicitado a um caçador de talentos que encontrasse um novo Ray Charles e, sabendo onde procurar, o tal descobridor partiu para o sul dos Estados Unidos onde, em Nova Orleans, achou um cantor e pianista de jump blues, extravagante e assumidamente gay, chamado Richard Wayne Penniman, que pouco depois foi convencido a gravar no pequeno estúdio do cara de nome Cosimo Matassa, o J&M Studio, onde fez história como LITTLE RICHARD.

Ao lado dos músicos mais originais de Nova Orleans, Richard esbanjou energia ao gravar “Tutti Frutti”, que começou a subir vertiginosamente nas paradas logo no mês seguinte ao seu lançamento, em 1955. Em 1956 vieram outras arrasadoras criações, como “Long Tall Sally”, “Slippin’ And Slidin’ ”, “Ready Teddy” e “Jenny Jenny”. Essa série de músicas enlouquecedoras foi reunida em um álbum tido como totalmente clássico, “Here’s Little Richard”, que veio a tornar-se o seu LP mais vendido. É difícil de ser achado em vinil, mas as músicas aparecem em vários CDs e o citado disco é considerado a célula-tronco do rock’n’roll. A partir, principalmente dele, foi que o gênero floresceu.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” – Ed. Sextante

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS” “GETZ/GILBERTO”

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A paixão dos Estados Unidos pela música latina é bem antiga. Ao longo do século XX o tango, o cha-cha-cha, a rumba e o mambo foram a trilha sonora de muitos bailes e jazz clubs do país.

Em 1962 o saxofonista Stan Getz, nascido na Filadélfia, gravou um disco com o nome de “Jazz Samba”, contendo uma variação exótica de hard bob lírico combinada com o samba.

Em 1963 encontrou-se com João Gilberto e gravaram “Stan Getz And João Gilberto”, reunindo músicos do naipe de Tom Jobim ao piano, Sebastião Neto no baixo e Milton Banana na bateria. Taxado de irritadiço e purista, com sua voz monótona e hesitante e sua suave batida de violão, João Gilberto acabava de criar o gênero que atravessaria as décadas e conquistaria o mundo, sendo, então,chamado de bossa nova. O disco foi gravado em apenas dois dias, 18 e 19 de março daquele ano.

Reza a lenda que o produtor queria que parte de “The Girl From Ipanema”, uma das faixas, fosse cantada em inglês. Como João não falava a língua, sua então mulher, a jovem Astrud ofereceu-se para gravar um take. Seu vocal infantil e ofegante veio a tornar-se uma das performances definitivas do século XX e as duas faixas em que ela canta - incluindo uma leitura da letra de Gene Lees para “Corcovado”, que vira “Quiet Nights Of Quiet Stars” – estão entre os vários destaques deste álbum. Um relançamento, em 1990, inclui a versão em 45 rpm das duas músicas.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” – Ed. Sextante

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS” “BROTHERS IN ARMS”

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O quinto álbum de estúdio do grupo britânico Dire Straits foi o primeiro disco da banda a chegar ao topo da parada norteamericana, onde permaneceu por nove semanas, além de ter se tornado multiplatina. Gravado no Air Studios, em Montserrat, também tornou-se o mais vendido na Grã-Bretanha em 1985, onde passou três meses no primeiro lugar de vendas. Foi ainda o primeiro CD a vender um milhão de cópias.

Formado à épocapor Mark Knopfler (guitarrista), John Illsley(baixista), Alan Clark e Guy Fletcher(tecladistas) e Terry Williams(baterista), o grupo tornou mundialmente consagradas pelo menos 4 músicas: Brothers is Arms ( que dá nome ao disco), So Far Away, Walk Of Life e Money For Nothing, que tem como co-autor, ninguém menos que Sting e que veio a tornar-se o maior sucesso entre elas, principalmente na Europa e Estados Unidos, com seu riff inesquecível.

Brothers In Arms foi, sem dúvida, o ponto alto da carreira do Dire Straits. Os poucos álbuns lançados depois deste pareciam já não ter a mesma magia. Mark Knopfler embarcou em carreira solo nos anos 90, mas ainda não igualou o sucesso dessa obra atemporal.

Fontes : “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” – Ed. Sextante

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