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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

PAÍS TROPICAL

Este clássico tupiniquim nasceu de um telefonema do então Jorge Ben (hoje Benjor) pra sua musa àquela época, de nome Teresa. O compositor, rubro-negro doente, havia acabado de assistir a uma vitória do Flamengo, resolvendo telefonar pra sua inspiradora, dividindo com ela a sua alegria. Daí a presença da “nega Teresa” nos versos desta que é uma das mais executadas canções brasileiras de todos os tempos.

Muitos dizem que não existe verdade nessa história contada pelo dissimulado Jorge Ben (ou Benjor). Mas em caso de não ser fictícia, está plenamente justificada a euforia de “País Tropical”, canção espirituosa e otimista, que passa a idéia de um poeta exultante com a vida e a terra onde vive: “Moro/ num país tropical/ abençoado por Deus/ e bonito por natureza...mas que beleza/ Em fevereiro/ tem carnaval/ tenho um fusca e um violão/ sou Flamengo e tenho uma nega chamada Teresa...”

Com seu inconfundível estilo, Benjor foi além: incorporou uma nova bossa, a das palavras pronunciadas sem a última sílaba, brincadeira esta, com as síncopes, que gerou um efeito muito pitoresco, o que só veio a aumentar a curiosidade sobre a canção.

A primeira gravação de “País Tropical” aconteceu através de Wilson Simonal, em julho de 1969, mesmo ano em que Gal Costa, com participação de Caetano Veloso e Gilberto Gil, registrou em um compacto simples uma versão recheada de elementos da “tropicália”, movimento musical com qual Jorge Benjor se identificou plenamente. Mas a versão de Simonal foi a que fez mais sucesso, consagrando tanto autor quanto intérprete.

“Mó/ num pá tropi/ abençoá por Dê/ e boni por naturê...”

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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Fotos: Divulgação

“PROJETO PARALELO-REUNIÃO”


E um dos grandes intérpretes das músicas de Jorge Benjor em nossa região, incluindo-se aí “Pais Tropical” é, sem dúvida alguma, meu amigo Tiago Leitônez. Co-fundador e integrante da banda “Projeto Paralelo”, ele reúne o time neste fim de semana pra duas super apresentações. Juntos, esbanjando talento e criatividade, Leitônez, Ziggy, Moisés e Zûk Chagas mostrar a que vieram em duas badaladas casas de shows de Franca : quinta-feira, dia 27, no Skate Club Bar e na sexta, dia 28, no Candeeiro Pizza Bar.

“SEMANA CANDEEIRO”


E a semana no “Candeeiro” está sendo uma das mais recheadas de talentos !

Reggae, Rock, Pop Rock, Jazz, Música Brasileira e música típica do Caribe. Tudo isto faz parte do repertório dos caribenhos Jasmin & Castillo, que se apresentam por lá durante toda a semana. Inclusive, nesta quinta-feira dia 27 Yasmin sobe ao palco como convidada do nosso Marcos Prado. Vai ser de arrepiar !

Na sexta-feira, dia 28, é a vez do “Projeto Paralelo”, com seu repertório pra lá de dançante.

Endereço do “Candeeiro”: Av. Antonio Barbosa Filho, 809, na parte mais baixa do Jardim Francano.

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“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

Corria o ano de 1947. Chico Buarque ainda vivia sua infância e Sivuca já compunha. Eis então que escreve uma melodia que viria a ser conhecida pelo primeiro uns trinta anos depois. Quando conheceu a obra, veio-lhe a inspiração de escrever versos evocativos, recordando brincadeiras de criança, que casaram-se perfeitamente com a ingenuidade da melodia :”Agora eu era o herói/ e o meu cavalo só falava inglês/ A noiva do cowboy / era você além das outras três...” Foi assim que nasceu a valsinha “JOÃO E MARIA”, que a maioria das pessoas pensava ser apenas de Chico. Homônima do famoso conto infantil, a canção foi gravada por Nara Leão, juntamente com Chico Buarque e inserida no LP “Meus Amigos São Um Barato”, tornando-se e popular pela telenovela “Dancin’ Days”.

No auge do sucesso de “João e Maria”, Sivuca estava realizando uma grande quantidade de shows pelo Brasil e não se fez de rogado. Aproveitou para corrigir o equívoco : a letra era do Chico, mas a música era dele ! Há muito tempo...

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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“DUO PRADO”


Mais uma noite imperdível no “Candeeiro Pizza Bar”, na Av. Antonio Barbosa Filho, 809. Dando seqüência ao seu projeto “Marcos Prado Convida”, meu parceiro e irmão de fé apresenta nesta quinta-feira, dia 20, o show “Passeio de Samba”, contando com a talentosíssima filha, graça de cantora, Marina Prado. De quebra, o convidado especial Marquinho Sabino, com seus tambores mágicos. Competência de sobra !

Então, anota aí : “Duo Prado” juntamente com Marquinho Sabino dando um “Passeio de Samba” no Candeeiro, nesta quinta, a partir das 9 da noite.

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Uma vez mais o “Quintal do Poeta” em destaque aqui no nosso cantinho. Desta feita tenho o prazer de anunciar a apresentação de pai e filha, com suas interpretações personalíssimas e, por que não dizermos, refinadíssimas, no Candeeiro Pizza Bar nesta quinta-feira a partir das nove da noite.


Marcos e Renata Prado, dois dos responsáveis por essa que é uma das mais respeitadas escolas de música de Franca(SP)vão interpretar grandes clássicos da música brasileira e internacional, com destaque para consagradas criações do mundo do jazz. Violão e vozes que nos levam a uma grande viagem através do fantástico mundo das notas e acordes.

“DEIXA ISSO PRA LÁ”

Samba que tornou-se conhecido através da gravação de Jair Rodrigues, em 1964, também foi a música responsável pelo lançamento e consagração de seu próprio intérprete.


Escrita por Alberto Paz e Edson Menezes, tem apenas uma metade cantada. A outra é falada, por isso ficou conhecida como “música para ser vista”. É que ao recitar sua primeira parte – “Deixa que digam/ que pensem/ que falem/ Deixa isso pra lá/ Vem pra cá/ O que é que tem ?/ Eu não tô fazendo nada/ você também...”- Jair aproximava-se da platéia gingando e gesticulando com a mão direita espalmada. Essa encenação, um tanto maliciosa, foi a razão do sucesso, que dura até os dias de hoje.

Musicalmente inexpressivo, “Deixa Isso Pra Lá” é o primeiro “rap” gravado no Brasil. Um precursor do estilo, em ritmo de samba.

Em seus shows, os filhos de Jair, Jair Oliveira e Luciana Mello, nunca deixam de apresentar o primeiro grande êxito musical do pai.

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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Abrindo espaço pra falar mais do “Quintal do Poeta”.

Alunos e professores mostrando talento e criatividade num show repleto de grandes e consagradas criações musicais. Nossos amigos Leninha, Renata e Marcos Prado assinam o convite para o “Show de Talentos 2018” que acontece nesta quinta-feira, dia 5, lá própria escola, que fica na Rua Augusto Marques, 1718. O evento mostra todo o talento e criatividade de professores e alunos. Sexta-feira, dia 6, tem repeteco do show. Pra se informar melhor, ligue 3409-7923 ou 9-9176-7283.

NOVAS RELEITURAS


Clássicos da música brasileira e internacional é o que terei o prazer de interpretar pra você nesta quinta-feira, dia 5, no conceituadíssimo “CANDEEIRO PIZZA BAR”. Dona Ivone Lara, Paulinho da Viola, Lennon & McCartney, Raul Seixas, Chico Buarque, Charles Chaplin e Djavan, entre tantos outros, assinam algumas das consagrações que estarei relendo a partir das 9 da noite. Não abro mão de sua companhia por lá.

Foto : COBRA FILMAGENS

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Tudo o que brota no “Quintal do Poeta” tem qualidade incontestável !

E é com muita alegria que sempre divulgo os eventos regidos pelos meus mais que queridos Marquinho e Leninha Prado, diretores da escola de música situada em Franca, SP. Músicos de extrema sensibilidade e capacidade, produzem e nos trazem dois imperdíveis eventos nesta semana. Nesta sexta, dia 30, promovem a apresentação do grupo vocal

“ Anabelas”, no Benvinda |Gourmet, com início previsto para as 20:30h.


O grupo vocal “Anabelas” surgiu em 2013, a partir do desejo de Leninha, de cantar em grupo. Todas as integrantes do grupo tiveram a música sempre muito presente, desde cedo, em suas vidas, cada uma a seu modo. São elas: Ana Cristina, Ana Lívia, Heloisa, Maria Cristina, Leninha e Rosana. Responsável pelos arranjos vocais, Marcos Prado cuida de acompanhar as moças ao violão, mostrando todo o seu talento e habilidade.


E no sábado, dia 1°, o incansável músico e produtor apresenta-se, juntamente com Camila Bortolato, no Zaz Coffe & Beer, a partir das 21:00h. A cantora é dona de uma linda voz e confessa sua admiração por Ella Fitzgerald, Etta James e outras divas da música universal. Em seu repertório, releitura degrandes clássicos do jazz e da MPB, incluindo-se aí a bossa nova. Imperdível.

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LUIZ VIEIRA.


Foi através do meu tio João Batista que, ainda menino, fiz contato com o primeiro LP deste artista e me emocionava com sua maneira muito particular de interpretar canções que logo vim a saber serem de sua própria autoria. Passei então a gostar de muitas delas: “Balada do Amor Sublime”, que conheci através da singular interpretação de Moacyr Franco; “Estrela de Veludo” que me foi apresentada pelo meu companheiro de trabalho na PRB-5 Rádio Clube Hertz de Franca, Reginaldo Serafim “de Alencar”; “Menino de Braçanã” chegou aos meus ouvidos através do saudoso e insubstituível Tarciso de Oliveira; “Paz do Meu Amor” eu cantei em incontáveis cerimônias de casamento durante as décadas de 70 e 80...E “Prelúdio Para Ninar Gente Grande”, que ficou conhecida como “Menino Passarinho” e que também entoei em outros inúmeros eventos, inclusive em saudosas serenatas, a exemplo da canção citada anteriormente, é outra marcante criação deste pernambucano de Caruaru, nascido em 12 de outubro de 1928, consagrado como cantor, compositor, apresentador de TV e radialista após ter sido engraxate, motorista de táxi, de caminhão, guia de cego e lapidário.

“Menino Passarinho” ficou assim conhecida em razão do verso “sou menino passarinho com vontade de voar”. Canção sentimental, de letra meio pitoresca, sugere um clima místico-romântico, acentuado pela interpretação contrita do autor em sua gravação que é considerada a melhor entre as diversas existentes.

Senão, aprecie aí :”Quando estou nos braços teus/ sinto o mundo bocejar...Quando estás nos braços meus/ sinto a vida descansar...” Uma das grandes interpretações desta criação do mestre Vieira ficou por conta de Raimundo Fagner em seu LP “Palavra de Amor”, de 1996.

Até bem pouco tempo um estudioso das músicas de cordel, Luiz Rattes Vieira Filho não gosta de ser chamado de cantor mas sim de cantador.

E eu, um dia, tive a honra de entrevistá-lo e confessar-lhe toda a minha admiração durante um dos meus programas apresentados na década de 70 na Rádio Difusora de Franca-AM.


Fontes: A Canção no Tempo – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Revista da Música / Arquivo pessoal de dados.

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ADMIRÁVEL GADO NOVO”.

Um dos melhores momentos da carreira do cantor e compositor paraibano ZÉ RAMALHO. Parte integrante de seu segundo álbum, “A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu”, gravado em 1979, foi inspirada no título do livro Admirável Mundo Novo, escrito  pelo britânico Aldous Huxley e cita também ideias de George Orwell contidas em sua clássica obra 1984.

A composição faz referência à sina do povão, que se repete a cada governo, a cada geração, manejada pelos interesses dos ditos poderosos. Três veementes estrofes, intercaladas por um refrão-aboio, seco e irônico,  nos conduzem à reflexão: “Eh, eh, ô, vida de gado/ Povo marcado, eh, /Povo feliz...”

Zé Ramalho é o melhor intérprete de sua própria obra, com sua voz rude e cavernosa que complementa e dá convicção ao mundo contraditório, delirante e apocalíptico que a caracteriza.


Em 1996 a música fez parte da trilha sonora na novela global “O Rei do Gado”, puxando a vendagem do disco de forma a atingir a vendagem recorde de quase dois milhões de cópias.

Cássia Eller viria a regravar a canção em seu álbum “Música Urbana”, em 1997.

José Ramalho Neto nasceu em Brejo da Cruz, na Paraíba, em 3 de outubro de 1949 e foi criado pelo avô (mais tarde homenageado com a canção “Avôhai”), que , juntamente com toda a família, queria que seguisse a carreira de médico. Mas, mudando-se para João Pessoa e, posteriormente para o Rio de Janeiro, entrou de corpo e alma na carreira. Influenciado por Renato & Seus Blue Caps,Leno & Lílian, Roberto e Erasmo Carlos, Beatles, Stones e Bob Dylan, acabou por criar seu próprio estilo, somando cordel, rock’n’roll e forró e em 2008 foi considerado por uma pesquisa da Revista Rolling Stone, o 41º entre os Cem Maiores Artistas da Música Brasileira.

Fontes: A Canção no Tempo – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

             Revista da Música / Arquivo pessoal de dados.

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“A LUA E EU” foi escrita por Cassiano e Paulo Zdanowski.

Pioneiro do soul brasileiro, ao lado de Tim Maia, Carlos Dafé, Banda Black Rio, Gerson King Combo e Hyldon, o cantor, músico e compositor Cassiano aprendeu a tocar bandolim e violão com o pai. Na adolescência, ganhou a vida como ajudante de pedreiro. Mais adiante, nos anos sessenta, passou a tocar nas noites do Rio e de São Paulo. Entretanto, em razão de seu comportamento irregular, bem nos moldes do amigo Tim Maia, quase que não conseguiu se firmar profissionalmente. Hyldon e Tim faziam o estilo “músico doidão”, segundo suas próprias palavras mas conseguiram emplacar o grande sucesso “Primavera”, perpetuado pelo segundo.

Corria o ano de 1976 quando Cassiano finalmente chega às paradas como intérprete, com a bela composição “A Lua e Eu”, balada considerada melhor que a primeira, a aclamada “Primavera”, (assinada em parceria com Silvio Rochael): “Mais um ano se passou/ e nem sequer ouvi falar seu nome/ a lua e eu/ Caminhando pela estrada/ eu olho em volta e só vejo pegadas/ mas não são as suas/ eu sei...eu sei.” Composta em 1973, com o seu principal parceiro, Paulo Zdanowski, o Paulinho Motoka, na época com 19 anos, “ A Lua e Eu” se destacaria ao ser incluída na trilha da novela “O Grito”, da TV Globo, sugerida pelo produtor Nelson Mota, vindo a tornar-se uma das canções mais executadas no ano.

Nascido em Campina Grande, na Paraíba, em 16 de setembro de 1946, Cassiano chama-se Genival Cassiano dos Santos, sendo assim, xará de outro famoso artista nascido na mesma cidade, o cantor de forró Genival Lacerda, o que dá a impressão de ser o nome Genival muito comum naquela cidade.

Suas influências vão desde o rhythm and blues de Otis Redding ao soul de Stevie Wonder, passando pelo samba-canção de Lupicínio Rodrigues e o molho de Jackson do Pandeiro, de quem seu pai era amigo.

Além dos sucessos citados, são também de sua autoria, entre tantas outras, as canções “Coleção”, cantada por ele próprio e reeditada na voz de Ivete Sangalo; “Eu amo Você”, na voz de Tim Maia; “Mister Samba”, gravada por Alcione e “Morena”, interpretada por Gilberto Gil.

Fontes: A Canção no Tempo – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

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“MÚSICAS...”

“BEIJO PARTIDO”: Canção meio enigmática, nasceu de uma decepção amorosa de um mineiro que está inscrito no hall dos maiores músicos do planeta com o respeitadíssimo nome de Toninho Horta. O tema musical em questão foi composto em 1973 e permaneceu dois anos sem letra, até o dia em que o autor sentou-se ao piano e escreveu-a em poucos minutos:”Eu não gosto de quem me arruína em pedaços/ e Deus é quem sabe de ti/ e eu não mereço um beijo partido./ Hoje não passa de um dia perdido no tempo...”

Então “Beijo Partido” foi gravado por Nana Caymmi e, logo depois, por Milton Nascimento no álbum “Minas”, com a participação vocal de Toninho, também executando piano e violão.O autor esclarece que sua voz foi utilizada para reforçar a atmosfera de mistério na ambientação musical exigida pelo arranjo. “Beijo Partido” tipifica o estilo do compositor, com sua linha melódica aparentemente simples e a harmonia sofisticada. A frase “é quem sabe de ti”, em movimento melódico ascendente contrastando com a sutil harmonia descendente, ajuda a entender esse lado intrigante de sua obra, capaz de seduzir e mesmo influenciar músicos como o guitarrista de jazz Pat Metheny, um admirador declarado de Toninho Horta.


Fontes: A Canção no Tempo – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Revista da Música / Arquivo pessoal de dados.

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“...E MÚSICOS”

Mineiro nascido em Belo Horizonte em 2 de dezembro de 1948, Antônio Maurício Horta de Melo é compositor, arranjador, produtor musical e guitarrista. Guitarrista de projeção e respeito em todo o mundo! O avô foi maestro e compositor, a mãe era bandolinista, o pai tocava violão e o irmão mais velho, Paulo, contrabaixista profissional. Claro que continuamos falando de Toninho Horta, o autor de “Beijo Partido”. Aprendeu a tocar violão na infância e aos 13 anos compôs sua primeira canção, em parceria com a irmã, Gilda. Estreou em estúdio em 1969 com Nivaldo Ornelas, grande saxofonista, mesmo ano em que tocou pela primeira vez com Milton Nascimento. Atuou ao lado de grandes nomes, como Joyce, Tom Jobim, Leny Andrade, Lô Borges, Wagner Tiso, Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo,Elis Regina, Edu Lobo, Gal Costa, Maria Bethânia e tantos e tantos outros.

No exterior, é venerado por gente como Pat Metheny, Gil Evans, Sérgio Mendes, Flora Purim, Astrud Gilberto, Paquito De Rivera, Herbie Hancock, Wayne Shorter, George Benson e inúmeros outros.

Agraciado com o título de “Cidadão Honorário” da cidade de Austin, nos Estados Unidos, em 1983, Toninho foi eleito o 5º melhor guitarrista do mundo, pela revista britânica “Melody Maker”, em 1977 e é considerado um dos mais influentes guitarristas de jazz do século XX.

Fontes: “A Canção no Tempo” – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

“Revista da Música” / Internet/ Arquivo pessoal de dados.

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“MÚSICAS...”


“DESAFINADO”: a coisa mais estranha a aparecer na música brasileira até fevereiro de 1959. “Estranha, muito estranha”. Assim soava a canção aos ouvidos da maioria das pessoas. Já mostrava tudo o que a bossa nova oferecia de inovação e revolucionário: o canto intimista, a letra sintética, despojada, o emprego de acordes alterados e, sobretudo, um extraordinário jogo rítmico entre o violão, a bateria e a voz do cantor. Responsável por esse jogo rítmico, seu intérprete, João Gilberto, assumia assim de imediato um papel destacado no trio que seria completado pelo compositor Tom Jobim e pelo poeta Vinícius de Moraes. Em conjunto, criando a bossa nova, alterariam de forma irreversível o curso da música popular no Brasil. Certamente, apenas com Tom e Vinícius, teríamos uma música moderna, sofisticada, renovadora, mas não seria o que se denominou bossa nova. A melodia de “Desafinado” que ficou consagrada é bastante “torta”. Mas era mais “torta” ainda no original. Ficaram por conta de João Gilberto algumas alterações na hora da gravação. O uso de muitos sustenidos e bemóis produziram intervalos melódicos inusitados para os padrões da música brasileira na época a ponto de dificultar a interpretação de alguns cantores menos dotados. E isso levou muita gente a classificar João Gilberto como cantor desafinado. A batida deslocada do violão e o contratempo da percussão confundiam os músicos, provocando estupefação geral. Tanta novidade numa só composição a levaria inevitavelmente ao sucesso, estendido para além fronteiras. Nos Estados Unidos Stan Getz e Charlie Byrd gravaram , em 1962, um “single” (nosso compacto simples, na época) que ultrapassou a marca de um milhão de cópias vendidas, recebendo o prêmio Grammy de melhor performance de jazz. O disco foi extraído do álbum “Jazz Samba”, que permaneceu setenta semanas nas paradas de sucesso americanas, ultrapassando também a marca de um milhão de cópias vendidas. Esta gravação é considerada o marco inicial da bossa nova nos Estados Unidos.


Fontes: A Canção no Tempo – Jairo Severiano/Zuza Homem de Mello

Revista da Música / Arquivo pessoal de dados.

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“...E MÚSICOS”


Entre os músicos que conheci atuando em Franca, tenho um carinho e respeito muito especiais por cara chamado Waltinho Limonta. Conhecimento e dedicação, além de amor ao trabalho, fazem dele um dos mais competentes profissionais da área do entretenimento musical não só aqui em sua cidade, mas também em toda a região. Exímio baterista e percussionista, também é dono de uma das mais privilegiadas vozes masculinas que já ouvi. Há algum tempo atuava com sua “Banda A 3”. Hoje, grupo ampliado, vem executando projetos mais arrojados, com trabalho mais abrangente e sempre alvo de elogios e, claro, celebrando muitos contratos.

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