“A MÚSICA E OS MÚSICOS”

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​​ME CHAMA

Lobão (João Luís Woerdenbag Filho) é classificado como um dos “malditos da música brasileira”. Mas tudo depende do ponto de vista e deixemos isso pra lá. Falemos de uma de suas obras mais marcantes:”Me Chama”

Foi uma das duas faixas que despertaram a atenção da crítica e que se projetaram através da execução nas emissoras de rádio, inseridas que foram em seu segundo LP, “Ronaldo foi pra guerra”, no ano de 1984. Disco este, aliás, recebido com uma incomum repercussão.

Assinada pelo próprio Lobão, a canção possui linha melódica acima da média, superior, inclusive, à de “Corações Psicodélicos”, a outra música de trabalho do disco e a preferida da gravadora para efeito de divulgação. Sua letra focaliza a aflição de quem espera um telefonema (que nunca vem) da pessoa amada. Contém a angústia de músicas dos anos 50 em tempo de rock, daí, talvez, a citação no primeiro verso de uma canção de fossa da época: “Chove lá fora e aqui/ tá tanto frio/ me dá vontade de saber/ aonde está você/ me telefona/ me chama, me chama...”

Lobão é um bom músico. Toca guitarra, mas seu principal instrumento sempre foi a bateria. Tocou nos grupos Vímana, Blitz (do qual foi fundador), Gang 90 & As Absurdettes e trabalhou comvários cantores, como Luiz Melodia, Lulu Santos, Ritchie e Marina Lima. Cara bem articulado, é considerado um dos principais responsáveis pelo “boom” do rock nacional nos anos 80, ao lado de bandas de projeção como Paralamas do Sucesso, Titãs e Legião Urbana.

“Me Chama” recebeu elogiadíssimas gravações através de Marina Lima, Nelson Gonçalves, Ângela Ro Ro, Nelson Gonçalves, Toquinho e uma, inesperada, de João Gilberto, que você pode ouvir em nosso “Beny Chagas Music Show” desta semana. Confira as web rádios que retransmitem o programa no destaque abaixo.

E no link, uma versão ao vivo de “Me Chama” com o próprio Lobão e banda.

Fontes : A Canção no Tempo – Zuza Homem de Mello/Jairo Severiano

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EU E A BRISA

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EU E A BRISA


Obra encomendada para o casamento de um amigo de Johny Alf, esta música romântica foi uma das concorrentes do III Festival de MPB da Record. Não teve sorte, uma vez que os jurados não se sentiram impressionados com sua beleza, nem com a excelente interpretação da cantora Márcia ou com o arranjo do maestro José Briamonte. Conclusão: não passou apara a fase final do dito festival.

Em tempo: pra quem não sabe, Johnny Alf é considerado um dos papas da bossa nova e autor de outras magníficas canções do repertório brasileiro.

Voltando ao caso de “Eu e a Brisa”: apesar de desclassificada no Festival da Record, aos poucos foi se impondo e ganhando prestígio até se tornar a mais solicitada e gravada canção de Johnny.

“Ah...Se a juventude que essa brisa canta/ ficasse aqui comigo mais um pouco...”

E seu destino inicial acabou sendo cumprido: vetada pelo padre oficiante do casamento do amigo, tornou-se uma de nossas canções mais freqüentemente executadas nessas cerimônias. Eu mesmo cantei “Eu e a Brisa” em inúmeros casamentos em Franca e Região, nos anos 70 e 80. (Quem se lembra, levanta a mão !!!)

Quem já interprtou a canção ? Veja aí : Agostinho dos Santos, Baby Consuelo, Emílio Santiago, A Três, Maysa, Nara Leão, João Gilberto, Caetano Veloso e muitos outros, com registros em discos e filmes.

No link, uma relíquia em preto e branco do Johnny Alf Trio.

www.youtube.com/watch?v=c0CCAldtkfo

Fontes : A Canção no Tempo – Zuza Homem de Mello/Jairo Severiano

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A GAITA

Gaita, harmônica ou realejo. Alguns dos nomes dados ao pequeno e maravilhoso instrumento que surgiu a partir de adaptações do “sheng”, inventado na China há mais de 5 mil anos e que daria origem a outros instrumentos, acionados por foles ou bombas de ar, como o acordeão e a melódica.


Como a conhecemos hoje (ou quase isso), foi inventado à guisa de brinquedo por um relojoeiro alemão, em 1821, sendo aperfeiçoada logo a seguir, em 1857, por Mathias Honner, tornando-se, com o passar dos anos, instrumento de verdade e muito popular em toda a Europa e nos Estados Unidos. Bandas e orquestras folclóricas especializaram-se nesse instrumento, que logo se incorporou ao gênero country americano, indo parar no blues, jazz, folk music, rock’n’roll e até na música clássica.

Chegando ao Brasil no início do século XX, em 1923 ganhou fábrica própria através do filho de imigrantes Alfred Hering. Com o crescimento da fábrica, chegou a exportar o produto nos anos 40, mantendo-se firme no mercado até 1960, quando vendeu a Fábrica de Harmônicas Hering à Honer, que se manteve no Brasil até 1970.

Em março de 1979 foi fundada em Curitiba a primeira orquestra de gaitas da América Latina, a Orquestra Harmônicas de Curitiba.

Entre os grandes músicos brasileiros que se dedicam à execução deste, como já disse, pequeno e maravilhoso instrumento, destacamos: Rildo Hora, Edu da Gaita, Maurício Einhorn, Gabriel Grossi, Milton Guedes, Tatá da Gaita, Val Tomato, entre outros.

Falando de Maurício Einhorn, podemos afirmar que além de instrumentista é também compositor, sendo co-autor de “Batida Diferente”, composta com Durval Ferreira e “Estamos Aí”, escrita com Regina Werneck, ambas na década de 60, consideradas standards do samba-jazz, gênero primo da bossa nova e muitos outros temas da MPB.

Aos 86 anos, Einhorn ainda compõe e executa sua gaita como maestria.

Confira !


Fontes : Revista da Música

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ARQUIVO

Nos anos 60, a TV brasileira tinha o que nos atreveríamos a chamar de seu equivalente ao Grammy Awards : Troféu Roquette Pinto, que era apresentado através da TV Record e premiava os melhores do ano. Em 1964, os grandes destaques como cantores e, conseqüentemente, os premiados, foram Elis Regina,Roberto Carlos, Jair Rodrigues, Carmen Silva e Wilson Simonal.

Em 1965, no mês de maio, nas rádios de São Paulo as músicas e artistas mais executadas eram : Perfídia-Trini Lopez; Oferenda- Altemar Dutra; Amore Scusami – John Foster; O menino das Laranjas – Elis Regina; Opinião – Nara Leão; Besame Mucho – Ray Conniff; Twist and Shot – The Beatles; Trem das Onze-Demônios da Garoa e Preste Atenção- Wanderley Cardoso, além de outras.

No mesmo mês e ano, na Inglaterra, a parada estava assim : I’ll never find another you – The Seekers; The game of love – Wayne Fontana and The Mindbenders; It’s not unusual- Tom Jones; Don’t let me be misunderstood – The Animals ; Tired of waiting – The Kinks e I feel fine – The Beatles.

Fontes : Revista Melodias

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BRASIL PANDEIRO


O samba “Brasil Pandeiro” foi composto por Assis Valente para Carmen Miranda, por ocasião da volta da cantora, após seu período inicial de atuação nos Estados Unidos. Era 1941. Carmen não gostou da composição e a recusou, acabando a mesma por ser lançada em disco pelo grupo Anjos do Inferno. De feitio diferente dos sambas ufanistas que reinavam na época, pode-se classificar “Brasil Pandeiro” como um samba-exaltação com a marca de Assis Valente, um dos autores de maior nome naquela época. Aliás, era ele o preferido dos maiores grupos vocais, bastante em moda nos anos 1940.

Mesmo depois de morto, Assis Valente continuou sendo lembrado. Em 1972 o grupo Novos Baianos regravou e incluiu o samba entre seus maiores sucessos. Vai aí um trechinho pra você recordar e, quem sabe, até se arriscar a cantar :

“Eu quero ver o Tio Sam tocar pandeiro para o mundo sambar/ o Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada/.../Brasil, esquentai vossos pandeiros/ iluminai os terreiros/ que nós queremos sambar, ô-ô...”

Veja aí uma gravação de 1973, à disposição no You Tube, com destaque para as vozes de Baby Consuelo (do Brasil) e Morais Moreira.

I

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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A MÚSICA E OS MÚSICOS

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“O BÊBADO E A EQUILIBRISTA”


Registrar em música e verso acontecimentos da música brasileira. Eis aí uma fonte de inspiração dos nossos compositores. Dê uma olhada no repertório nacional e verá. Às vezes fatos relevantes, outras nem tanto...Mas a verdade é que crítica ou louvação a campanhas políticas, revoluções e feitos de brasileiros, quase sempre importantes (ou não), não faltará ! Senão, veja : nem mesmo a ferrenha censura de duas ditaduras foi capaz de impedir essa prática, muitas vezes, inteligentemente disfarçada pelo uso de imagens alegóricas. Este é o caso de “O Bêbado e a Equilibrista”, notável composição de João Bosco e Aldir Blanc, que focaliza uma promessa de abertura democrática, na ocasião cercada de incertezas. Parodiando a forma de uma samba-enredo, a canção descreve uma cena patética em que dois personagens (o bêbado e a equilibrista) movimentam-se ridiculamente num fim de tarde sombrio (“E nuvens/ lá no mata-borrão do céu/ chupavam manchas torturadas...” O bêbado, trajando luto e lembrando a figura de Carlitos (Charles Chaplin), fazendo irreverências mil pra noite do Brasil...A equilibrista, a esperança dançando de sombrinha na corda bamba, o que correspondia à expectativa ansiosa de um projeto de êxito imprevisível...E a canção prossegue, utilizando, conscientemente, o mau-gosto e o lugar-comum como forma chocante de expressar a crítica a uma realidade indesejada, como se pode ver em “Chora a nossa pátria, mãe gentil/ choram Marias e Clarisses...” O “irmão do Henfil” e as “Clarisses” citados nos versos referem-se a personagens reais: ele, Herbert de Souza, o Betinho, era irmão do cartunista Henfil, na época, vivendo no exílio; ela, era viúva do jornalista Wladimir Herzog, enforcado numa prisão da ditadura, em São Paulo.

“O Bêbado e a Equilibrista” foi lançada por Elis Regina em junho de 1979, em gravação arranjada e dirigida pelo seu então marido César Camargo Mariano, fazendo parte do LP “ELIS, ESSA MULHER”, vindo a tornar-se um de seus maiores sucessos, o que aconteceu também na voz de João Bosco.


Fonte :A Canção No Tempo – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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MENINA VENENO


Um dos hits mais populares de todos os tempos no Brasil, tem a assinatura de Ritchie e Bernardo Vilhena. Com enorme sucesso também no Exterior, a música foi gravada em 1983 por Ritchie e, dez anos mais tarde, voltou a “estourar” nas vozes de Zezé di Camargo & Luciano. Dois extremos. O criador e intérprete, um apaixonado e militante super ativo na cena rock’n’roll. Do outro lado, releitura de dois ícones da chamada música sertaneja.

Richard David Courte nasceu na Inglaterra e antes de vir para o Brasil, morou na Dinamarca, no Kênia, Itália, Iêmen e Alemanha, tendo tocado com Patrick Moraz, tecladista do Yes, Jim Capaldi, Steve Hacket, do Genesis e Steve Winwood, entre tantos outros. Em se falando de brasileiros, trabalhou com Lúcia Turnbull, Liminha, Rita Lee e Jaques Morelenbaum, até formar a banda Vímana, com Lulu Santos, Lobão, Fernando Gama e Luiz Paulo Simas.

Além de cantar e compor, Ritchie toca flauta, violão e teclados. Confessa que suas maiores influências sempre foram os Beatles, Animals, Searchers, Kinks, Joni Mitchell e Steely Dan.

A música tem um verso que gerou muita discussão : “Um abajur cor de carne...” que muitos entendiam abajur “cor de carmim”...Mas temos aqui em mãos o disco original cuja capa estampa a letra, claro, igualmente original, que nos possibilita sanar qualquer dúvida. O abajur era mesmo COR DE CARNE !

Ritchie anda desaparecido, está totalmente fora da mídia, mas sua marca ficou : MENINA VENENO.

Fonte :Arquivo Pessoal de Dados

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ALÁ-LÁ-Ô


Segunda de Carnaval, história de Carnaval!

A história desta que é uma das mais famosas marchinhas de Carnaval começou em 1940. É derivada de outra música, intitulada “Caravana”, usada por um bloco do bairro da Gávea, no Rio, àquela época. Resolvendo gravá-la para o Carnaval do ano seguinte, seu autor, Haroldo Lobo, pediu a outro compositor, Antônio Nássara, “melhorar” a composição, que tinha apenas estes versos:  “Chegou, chegou a nossa caravana/ viemos do deserto/ sem pão e sem banana pra comer/ o sol estava de amargar/ queimava a nossa cara/ fazia a gente suar.”

Efetuados os devidos retoques e acrescentada uma segunda parte, “Alá-Lá-Ô” ficou como é conhecida e cantada até hoje, assim: “Alá-lá-ô, mas que calor/ Atravessamos o deserto do Saara/ O sol estava quente que queimou a nossa cara// Viemos do Egito/ e muitas vezes nós tivemos que rezar/ Alá, meu bom Alá/ mande água pra Ioiô/ mande água pra Iaiá/ Alá, meu bom Alá !”

A gravação efetuada contou com arranjo de ninguém menos que Pixinguinha.

Em 1980, pouco antes de morrer, o jornalista e compositor David Nasser afirmaria, num artigo da revista Manchete, que seria o autor da letra de “Caravana”, embrião  de “Alá-Lá-Ô”.

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

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MARACATU ATÔMICO

Entre as músicas consideradas “alheias” gravadas por Gilberto Gil, “Maracatu Atômico” é uma das mais marcantes. Numa espécie de sincretismo cultural, os autores Jorge Mautner e Nelson Jacobina fundem na composição, o atômico e o primitivo, versos de vanguarda e rítmica afro-brasileira, na forma estilizada de um maracatu eletrônico. Falando da letra, vejamos : “Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu/ e depois tem outro céu sem estrelas/ Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva...”

Filho de alemães fugitivos do nazismo, Jorge Mautner é romancista e filósofo, defensor de uma síntese Marx-Nietzsche, paz versus guerra atômica, tendo representado uma alternativa às vanguardas literárias doas anos sessenta.

Considerando-se mais poeta do que músico, começou a compor e estreou em disco em 1966, com a canção “Radioatividade”, lançando o primeiro LP em 1972.

Mautner gravou “Maracatu Atômico” em seu álbum (que leva seu nome) de 1974. A obra seria gravada também por Chico Science e Nação Zumbi em 1996, regravada pela Nação Zumbi para o filme “Senna”, em 2010 e ainda por músicos da banda do próprio Jorge, para o documentário Jorge Mautner - O Filho do Holocausto.

É considerada pela revista Rolling Stone, a 48ª entre as 100 melhores músicas brasileiras de todos os tempos.

No vídeo, uma raridade: Caetano Veloso e Jorge Mautner, juntos, interpretando Maracatu Atômico.


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FEELINGS


Gravada no LP de estréia do cantor-compositor brasileiro Morris Albert (Maurício Alberto Kaiserman) em 1973, a canção “Feelings” tem uma trajetória ponteada de fatos inusitados. Teria sido composta em apenas 2 horas, numa noite de insônia, com letra em inglês e , entre as demais constantes do disco, não era a chamada “música de trabalho”, ou seja, aquela recomendada pra ser executada nos veículos de comunicação com mais intensidade. Mas foi a que acabou acontecendo, figurando, inicialmente, na trilha da novela “Corrida do Ouro”, da TV Globo. Em seguida, foi gravada em espanhol, com o título de “Sentimientos”, alcançando enorme sucesso em países da América Latina e ganhando um disco de ouro no México. Em abril de 1975 ganhou as paradas dos Estados Unidos, com a gravação do próprio Albert, além de uma outra na voz de Andy Williams. Gente de primeira linha, como Sarah Vaughn, Ella Fitzgerald, Johnny Mathis e Dionne Warwick incluíram o hit em seus repertórios, assim com as orquestras de Percy Faith e Ray Conniff, além de vários músicos do jazz. Após quase um ano liderando paradas de sucesso nos Estados Unidos e Europa, “Feelings” foi premiada com o Gold Award e Morris Albert passou a figurar entre os mais ricos artistas da época. Mudando-se para a Califórnia, chegou até a investir em imóveis e etc...

Na década de 80, o compositor francês Loulou Gasté apareceu na cena, acusando o brasileiro de havê-lo plagiado. Entrou com um processo no qual alegava ser sua canção “Pour Toi”, escrita em 1956, a fonte de inspiração de “Feelings”, culminando por sair vitorioso, com uma corte americana concedendo-lhe a co-autoria e, conseqüentemente, considerável parte da fortuna amealhada por Morris Albert.

Aí, aparece outra acusação: a verdadeira origem da melodia poderia ser a ária “Addio Del Passato”, da ópera “La Traviatta”, de Giseppe Verdi. Prometo pesquisar o assunto e contar o desfecho, assim que possível.

Aqui no Brasil, surgiu o comentário de que a trilha de um comercial em desenho animado, estrelado pela Turma da Mônica e o elefante da Cica (produtos alimentícios), teria a mesma fórmula musical (mesma melodia por determinado número de compassos, caracterizando plágio), entretanto, sem questionamento judicial.

Mais recentemente, em 1998, a badalada e disputada obra foi gravada pela banda punk Offspring, quando a palavra “love” foi substituída por “hate”.


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