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“DÉO LOPES – O ETERNO MENINO”


DÉO LOPES. Conheci esse cara através de um grupo de entusiastas da música de Franca, lá pelos idos dos 70. Eram meus amigos compositores Zé Andrade, Waltinho Chimello e Yara, esta também cantora e violonista. E dá-lhe festival ! Um atrás do outro. E muitas conquistas.

Numa dessas edições, encantei-me com “A Baiana”, do Déo, que ganhou também a torcida e mora até hoje na minha memória musical.

Natural de Santo Antônio da Alegria, o menino bateu asas e foi pra Capital, onde conheceu um punhado de grandes talentos e acabou por se enturmar e conquistar um precioso espaço no concorrido e apaixonante mundo da arte musical.

Em 1980, gravou seu primeiro álbum, o LP “Voar”, no qual contou, de cara, com grandes parceiros, como Ronaldo Rayol, Irene Portela, Teco Fuchs e Toninho Veríssimo, com quem assina a canção que dá título ao disco. Seguiram-se: “Canticorda”, em 1982; “Certos Caminhos”, em 1984; “Relação Natural”, em 1988 e “Noite Cheia de Estrelas”, em 1993.

Durante esse período, Déo conheceu e trabalhou com outros tantos grandes músicos da música brasileira, como Zé Gomes, Dércio Marques, Célio Piazza, Helter Maia, Markú Ribas, Mirian Mirah, Antonio Carlos Carrasqueira, Duofel e Ná Ozzeti, além do violonista argentino Juan Falú.

Em 1987. o saudoso cantor Jessé gravou o LP “ETERNO  MENINO”, obviamente contendo a composição do mesmo nome, de autoria de Déo Lopes em parceria com Célio Piazza.

Déo integra ainda o time do “Trem da Viração”, grupo que se apresenta focando a sonoridade e o espírito das festas tradicionais brasileiras, unindo bom humor e dança de forma natural, sem perder a sintonia com o universo da música popular contemporânea.

Vou falar do grupo numa das próximas edições desta coluna.

Déo Lopes comemora 35 anos de carreira percorrendo o Brasil com o concerto “Orgânico”, um trabalho acústico no qual faz uma reflexão de sua trajetória e enfatiza as melhores composições de sua carreira.

Acordeon, violão, bandolim, cavaquinho, viola de 10 cordas, flauta transversal, violoncelo e baixolão são os instrumentos utilizados pelos músicos incumbidos de criarem sonoridade e clima muito especiais para o concerto, que tem arrancado aplausos e elogios onde é apresentado.

Déo Lopes é convidado constante em diversos programas de TV, principalmente no consagrado Sr. Brasil, de Rolando Boldrin.

CANDEEIRO

Nossa primeira apresentação no “Candeeiro Pizza Bar” nos encheu de satisfação. Casa cheia.

Um dos mais conceituados estabelecimentos noturnos de Franca, capitaneado pelo competente Marcílio Garcetti, o “Candeeiro” é uma ótima pedida para suas horas de lazer.

E, às 5ªs feiras, a partir das 20h, apresentamos nosso show “Releituras”,  quando revisitamos e interpretamos à nossa maneira, consagrados sucessos nacionais e internacionais, passando por Tom Jobim, Tim Maia, Paulinho da Viola, Bee Gees, Elvis Presley, Louis Armstrong, Elton John, Beatles, Raul Seixas, Belchior,  e muitos, muitos outros.

Não abrimos mão de sua presença !

O “Candeeiro Pizza Bar” fica na Av. Dr. Antonio Barbosa Filho, nº 809 – Jardim Francano

Franca – SP.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Mais Brasil FM – 101,3 Mhz – e www.radiomaisbrasil.com - Franca, SP : sábado e domingo às 10h.

radionovaip.com.br – Ribeirão Preto - SP : diversos horários aleatórios

ponto1000.com – Ribeirão Preto - SP : Sábado 10h e 22h e Domingo 12 e 22h.

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Rádio Viva Manaus – Web Rádio Studio Y – Manaus – AM – Domingo 18h (20h Brasília).    

Envie suas sugestões para inclusão nos roteiros de programação: (16) 3017-2030, whats app

(16) 9 8192-6052 e-mails:[email protected]/  [email protected]

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“HELTON SILVA - O MAGO”

Você sabia que o violão já foi um instrumento maldito e marginalizado? E que quem tocava violão era igualmente mal classificado, taxado de desocupado, malandro e coisa e tal ?  Pois é..!

Ainda bem que meu prezado e admirado amigo Helton Silva veio ao mundo depois dessa fase aí. Chegou na era do violão tido como instrumento nobre. E executado por nobres, como ele !

É um dos instrumentistas mais aplicados que já conheci até hoje. Tenho a imensa honra de tê-lo entre meus amigos músicos. O cara começou no mundo da arte de executar as mágicas cordas de um violão impulsionado por outro particular amigo, o Denílson Miller, hoje atuando em estúdios de São Paulo com muito sucesso. Além de violonista, Helton é guitarrista, compositor e arranjador dos mais conceituados e reconhecidos de hoje, sem falarmos que antes do violão estudou saxofone, ali por volta dos 9 anos de idade.

Formado em música pela Universidade Federal de Uberlândia(MG), carrega imensa bagagem, acumulada ao longo de anos e anos dedicados à nobre arte e graças à participação em inúmeros projetos. Realizou diversos trabalhos, participando de diferentes formações, grupos e gravações e acompanhado cantores e outros instrumentistas.

Em 2010 gravou seu primeiro CD , “HELTON SILVA MAIS PERTO (CLOSER)”. Logo em 2015 partia para a realização do segundo trabalho em estúdio, surgindo “ONE”, contando com as parcerias do baixista Yuri Popoff e do baterista Márcio Bahia. Irrequieto, produz e grava em 2016, ao lado do amigo e baixista Dudu Lima, o CD “Helton Silva & Dudu Lima-Um Trem Pra Minas”, com a participação de vários nomes representativos no meio musical, como o saxofonista Marcelo Martins. O trabalho de Helton (todos os discos) é distribuído pela Tratore.

Neste ano de 2017 lançou virtualmente o DVD “Helton Silva & Banda”, gravado em 2011, acessável através do link  ()

Helton Silva orgulha-se de já haver dividido palco com gente do peso de Yuri Popoff, Jorge Helder, Márcio Bahia, Carlos Bala, Marcelo Martins, Lena Horta, Jorginho Trompete, Dudu Lima, Budi Garcia, Jessé Sadoc, Bob Wyatt, Paulinho “Pinduca” Vieira, Ricardo Matsuda, Raul “Cello” de Barros, Mauro Garcia e o nosso saudoso e querido maestro Laércio Piovesan, o Laércio de Franca.

Em seu currículo, encontramos o registro de participações importantes em grupos e bandas, como a Oequestra Laércio de Franca, Kajazz e Mistura Fina.

Participou de festivais nacionais e internacionais, como, por exemplo, “Festival do Cerrado”, o aclamado “Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Araxá” e diversos outros.

Perguntado sobre suas principais e mais importantes influências, “Heltinho” nos responde : Tom Jobim, Herbie Hancock, Toninho Horta, Paulo Russo, Hélio Delmiro, Dave Grusin, John Scofield, Lula Galvão, Wes Montgomery, Pat Martino, Pat Metheny e Ian Guest.

Helton Silva um nobre, um mago do violão e da guitarra, é um dos maiores valores do nosso cenário musical, a quem desejamos vida longa e brilhante !

Na foto em destaque, flagrante em que estamos ao lado de nosso saudoso Laércio de Franca.

CANDEEIRO


No ritmo e no compasso da administração do nosso dileto brother Marcílio Garcetti, o “Candeeiro Pizza Bar” é um dos mais conceituados estabelecimentos noturnos de Franca.

Marcílio é um dos mestres na arte de executar instrumentos de percussão, tendo participado de um sem número de projetos de artistas importantes, como juntamente com o nosso laureado violonista Diego Figueiredo.

À frente de seu “Candeeiro”, o cara mostra que conhece tanto de ritmo quanto de massas e quetais. Está se saindo muitíssimo bem e se consolidando no ramo.

E, pra nossa honra, fomos convidados a apresentar em sua casa, às 5ªs feiras, a partir das 20h, nosso show “Releituras”.É quando revisitamos e interpretamos à nossa maneira pessoal, consagrados sucessos nacionais e internacionais, passando por Tom Jobim, Tim Maia, João Donato, Louis Armstrong, Elton John, John Lennon, Chico César e muitos, muitos outros.

Não abrimos mão de sua presença !

O “Candeeiro Pizza Bar” fica na Av. Dr. Antonio Barbosa Filho, nº 809 – Jardim Francano

Franca – SP.

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“ANTES DA JOVEM GUARDA”


Um dos maiores nomes da música jovem do início dos anos 60 foi RONNIE CORD. Ídolo absoluto !

Seu pai, HERVÊ CORDOVIL, maestro dos mais respeitados no rádio e TV à época, foi o responsável por seu lançamento no mundo do sucesso musical. Em atividade desde os anos 30,  Cordovil tornou-se parceiro de Noel Rosa na música “Triste Cuíca” e foi autor de vários sucessos na era do baião : “Pé de Manacá”, “Cabeça Inchada”, “Sabiá na Gaiola” e o samba “Uma Loura” levam sua assinatura.

Dono de invejável versatilidade, já contava cinqüenta anos de idade quando fez “Rua Augusta” para o repertório do filho “debutante”, que o projetou para as paradas de sucesso.

A composição focalizava a famosa passarela onde a juventude paulistana ia, na época, paquerar. Situada bem no íngreme trecho que fica entre  a Avenida Paulista e a Rua Estados Unidos, a rua capturava bem o espírito da juventude roqueira daquele início de década, que tinham seus carros e motos embalados na velocidade das mudanças de costume trazidas com o rock’n’roll. Além de ser o local mais descolado do Brasil e endereço da Boate Lancaster, o “templo do twist”, a Augusta era o centro dos “rachas”, motivo para a letra de Hervê : “Entrei na Rua Augusta a 120 por hora/ botei a turma toda do passeio pra fora/ fiz curva em duas rodas sem usar a buzina/ parei a quatro dedos da vitrina...Legal !”

A terceira estrofe da canção foi cortada pela censura. Dizia : “Comigo não tem mais esse negócio de farda/ não paro o meu carro nem se for na esquina/ tirei a 130 a maior fina do guarda/ tirei o maior grosso da menina.”

Com uma harmonia muito simples, vinculada ao blues, “Rua Augusta” é considerada por Erasmo Carlos e Tony Campello o primeiro hino do rock brasileiro e foi eleita, em 2009, a 99ª entre as 100 Maiores Músicas Brasileiras, pela revista Rolling Stone Brasil.

Foi o maior sucesso de Ronnie Cord, (Ronaldo Cordovil), o maior ídolo do período pré-Jovem Guarda, sendo gravada também pelos Mutantes, em seu LP “Mutantes e seus Cometas no País dos Baurets” e por Raul Seixas, que deixou uma das versões mais conhecidas do grande público.

Nascido em Manhuaçu, Minas Gerais, em 22 de janeiro de 1943, Ronnie veio a falecer em São Paulo em 6 de janeiro de 1986, a duas semanas de completar 43 anos.

Fontes : “A Canção No Tempo”- Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34.

             “Revista da Música”

Foto : Liga Entretenimento/Divulgação.

Confira no destaque: 


TRÊS CURTAS :

1. Foi uma cantora de samba quem deu o “pontapé inicial” do rock no Brasil. Seu nome era Nora Ney e gravou , em inglês, “Rock Around The Clock”, de Bill Haley & His Comets, em outubro de 1955.


2. Roberto Carlos aprendeu a batida do rock ao ver Tim Maia cantar e se acompanhar ao violão o sucesso “Long Tall Sally”, de Little Richard.

3. Extraído do livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”:

1- CHICAGO – CHICAGO TRANSIT AUTHORITY (1969)

2- THE CARPENTERS –CLOSE TO YOU (1970)

3- MARIA BETHÂNIA – ÂMBAR (1996)

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“ADMIRÁVEL ZÉ”

Nascido em Brejo da Cruz, na Paraíba, a 3 de outubro de 1949, José Ramalho deveria ter se formado médico. Mas, influenciado por astros da Jovem Guarda como Roberto e Erasmo Carlos, Leno & Lílian, Renato Barros e Golden Boys e por roqueiros como Pink Floyd, Beatles e Rolling Stones e até por Bob Dylan. acabou virando Zé Ramalho. Em 2008 foi incluído na lista da Revista Rolling Stone em 41 º lugar entre os cem melhores cantores brasileiros.

Autor de uma obra surrealista, que funde o rock com o repente nordestino, vem a atingir um de seus melhores momentos com a música “Admirável Gado Novo”, gravada no LP “A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu”. Essa obra tornou-o conhecido em todo o país. Inspirada no título “Admirável Mundo Novo”, de um livro do escritor britânico Aldous Huxley, a composição comenta a sina do povão, que se repete em cada geração, manejada pelos interesses dos poderosos. Isso é exposto em três veementes estrofes, que são intercaladas por um “refrão-aboio”, seco e irônico: “Êh eh ô vida de gado/ povo marcado, eh/ povo feliz...”

Zé Ramalho é, sem qualquer contestação, o melhor intérprete de sua própria obra, com sua personalíssima voz rude e cavernosa que complementa e dá convicção ao mundo contraditório, delirante e apocalíptico que a caracteriza. Lançada em 1979, dezesseis anos depois “Admirável Gado Novo” seria o tema dos “sem terra”, na telenovela “O Rei do Gado”, exibida pela Rede Globo, puxando a vendagem do disco, recordista com quase dois milhões de cópias.

Fontes : “A Canção No Tempo”- Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34.

             “Revista da Música”

Foto : Liga Entretenimento/Divulgação.

Confira no destaque.


TRÊS CURTAS :

1. Em entrevista recente, Carlos Lyra, um dos pilares da bossa nova, revelou que os artistas brasileiros engajados no movimento quase não subiram ao palco na dita memorável noite de 21 de novembro de 1962, no Carnegie Hall, em Nova York. Segundo ele, os brasileiros descobriram que o evento que lhes fora apresentado como sendo “a noite da bossa nova”, tinha como único objetivo realizar uma gravação em massa de artistas de diversos gêneros, para  promover a gravadora que os contratara. Segundo Carlinhos, havia mais gente pra se apresentar do que espectadores, muita desorganização e total falta de atenção, coisa nunca revelada antes. Obedientes a Tom Jobim, temente às severas punições legais nos Estados Unidos, os brasileiros não “deram o cano” e se apresentaram, mesmo a contragosto.

2. “Pedro Pedreiro”, o primeiro disco de Chico Buarque de Hollanda, chegou às lojas em 5 de maio de 1965. Tinha o formato de compacto simples que continha, no lado B, “Sonho de Um Carnaval”.

3. Extraído do livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer”:

1- JAZZ SAMBA – STAN GETZ & CHARLIE BYRD (1962)

2- WHAT’S GOING ON – MARVIN GAYE (1971)

3- VENTO DE MAIO – ELIS REGINA (1978)

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“BAIÃO”

O bolero, ritmo de raízes cubanas e difundido por artistas mexicanos, aportou no Brasil nos anos 40 e virou coqueluxe. Mas isto é matéria para outra edição. Hoje, nosso assunto é “Baião”, a música !

Mas, porque falar do bolero e de “Baião” ?

Ah, sim. Acontece que o baião, estilo,  foi a música que melhor enfrentou a invasão do bolero, que aconteceu mais precisamente no final da década citada. O ciclo do baião começou com o lançamento da composição intitulada “Baião”, em outubro de 1946. Conscientes do potencial até então pouco explorado da música nordestina, seus autores, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, são os estilizadores que tornaram o gênero assimilável ao gosto do público urbano. Como peça abre-alas, “Baião” apresenta o ritmo, com forte ênfase na síncope do segundo tempo e ensina como dançá-lo, ao mesmo tempo em que convida o ouvinte a aderir à novidade. E dizemos mais : tudo isso sobre uma melodia cheia de sétimas menores, semelhantes às cantigas dos cantadores do Nordeste. Esse uso de notas bemóis nas sétimas dos acordes leva-nos ao devaneio de uma conexão entre o baião e o blues, que faz uso do mesmo expediente. Há quem afirme que, na verdade, o fato remete ao ancestral mouro da música nordestina.

A nostalgia, a possibilidade de improviso, a tendência constante de caminhar em busca da tônica e de bemolizar a terça, a quinta e a sétima, estão presentes no blues, nas cantigas nordestinas e no canto da Andaluzia.

“Eu vou mostrar pra vocês/ Como se dança o baião/ E quem quiser aprender/ É favor prestar atenção...”

Fonte : “A Canção No Tempo”- Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello – Editora 34.

Foto : Liga Entretenimento/Divulgação

Confira no destaque.

TRÊS CURTAS :

1. Em 27 de setembro de 1943 nasceu o canadense Randolph Charles “Randy” Bachman, guitarrista e compositor, fundador das bandas “The Guess Who” e “Bachman - Turner Overdrive”.

2. O oboé da faixa “You’re a Rich Man”, da trilha sonora de Magical Mistery Tour, dos Beatles, de 1967, foi gravado pelo guitarrista dos Rolling Stones, Bryan Jones, morto em 3 de julho de 1969.

3. Os sons ouvidos ao se usar o  Windows Vista foram criados por Robert Fripp, lenda do rock progressivo e líder da banda inglesa King Crimson.

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“O samba de Minha Terra”

Essa música traz a assinatura de um dos mais festejados compositores do Brasil, Dorival Caymmi. Segundo o próprio autor, foi inspirada nos sambas de roda da Bahia, onde se cantam versos referentes ao “bole-bole” e ao “requebrado”, sugestões nascidas do movimento sensual das ancas das sambistas.

A letra diz : “O samba da minha terra deixa a gente mole/ quando se canta todo mundo bole...”

Os versos mais conhecidos, sem dúvida, são os da segunda parte: ”Quem não gosta de samba/ bom sujeito não é/ é ruim da cabeça/ ou doente do pé.”

A obra faz parte da primeira fase, ou seja, a fase inicial da carreira de Caymmi. Foi lançada pelo grupo Bando da Lua, em 1940 em seu último disco gravado no Brasil, uma vez que acompanhava Carmen Miranda, residente nos Estados Unidos.

“O samba DE minha terra” (ou “O samba DA minha terra”) tem inúmeras regravações mas, entre as mais notáveis estão as várias de João Gilberto. A primeira delas foi realizada em 1961, juntamente com o conjunto de Valter Vanderley, quando a bossa nova estava começando a se consolidar como uma referência musical brasileira. Uma das gravações de João aconteceu ao vivo em 1964, no Carnegie Hall.

Outra gravação emblemática ficou por conta do grupo Os Novos Baianos, de 1973, responsável pela apresentação da música a uma nova geração e que ganhou a reputação de uma das mais marcantes entre todas as regravações.

Confira no destaque.


TRÊS CURTAS :

1. BANDO DA LUA : Conjunto vocal e instrumental brasileiro que acompanhou Carmen Miranda durante quase toda a sua carreira. Foi o primeiro grupo de brasileiros a harmonizar as vozes, de acordo com a moda na época (anos 40) nos Estados Unidos.

2. NOVOS BAIANOS : revolucionário grupo musical baiano que teve seu auge entre os anos de 1969 e 1979 e marcou a música popular brasileira explorando os elementos da bossa nova, frevo, baião, afoxé e até o rock. Tinha em sua composição, entre outros, Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Baby Consuelo. Em 2016, reuniram-se para excursionar pelo Brasil.

3. VÍMANA : Grupo brasileiro de rock progressivo dos anos 70 que contava com os conhecidos Ritchie (vocal e flauta), Lobão (bateria e vocal) e Lulu Santos (vocal e guitarra). O tecladista suíço Patrick Moraz, ex-integrante do grupo Yes, chegou a ensaiar com a banda, que acabou por se desfazer devido a um desentendimento entre ele e Lulu Santos.

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“Música Barroca – Bach”

No início, o Barroco musical alemão esteve muito influenciado pela música italiana, mas, com o surgimento de figuras como Bach, adquiriu personalidade única.

Johann Sebastian Bach é considerado o gênio de toda a cultura musical barroca e um dos maiores músicos da história. Nasceu em Eisenach, na Alemanha, em 21 de março de 1685 e faleceu em Leipizig em 28 de julho de 1750, tendo sido criado por seu irmão mais velho a partir dos dez anos, quando ficou órfão. Sua obra conjugou a delicadeza expressiva italiana com a sobriedade quase espartana do povo germânico.

A música vocal de Bach é essencialmente rigorosa. Escreveu mais de 300 cantatas, 371 corais a 4 vozes, os “Oratórios de Natal”, da Assunção e de Páscoa e as “Paixões Segundo São João” e “Segundo São Mateus”. A “Missa” em Si menor constitui uma verdadeira maravilha em seu gênero.

No campo instrumental, Bach deu preferência ao órgão, para o qual compôs prelúdios, fugas e mais de 150 corais. Para o clavicórdio, escreveu  “O Cravo Bem Temperado”, coleção de 48 prelúdios e fugas, em dois volumes, escritos, respectivamente, em 1722 e 1742. Diversas sonatas solo demonstram que Bach não esqueceu nenhum dos instrumentos de seu tempo.

Os conjuntos instrumentais tiveram a contribuição do mestre nos seis “Concertos de Brandenburgo”, escritos na forma de concerto grosso, e as quatro “Suítes Para Orquestra”.

Suas obras “Oferenda Musical” e “A Arte da Fuga” demonstram seu domínio da técnica contrapontística.

Sua fama, enquanto vivo, deu-se mais por suas virtudes como organista do que por suas composições. Seus contemporâneos esqueceram-no totalmente após sua morte. Em 1729 foi redescoberto por Mendelssohn, na Alemanha, e Wesley, na Inglaterra. Teve como continuadores de sua tarefa musical seus filhos Wilhelm Friedman(1710-1784), Carl Philipp Emanuel(1714-1788) e Johann Christian(1735-1782).

Sua importância para a música erudita pode ser medida pelas palavras de outro grande compositor alemão, Johannes Brahms(1833-1897), que disse : “Estudem Bach – nele, vocês vão encontrar tudo”.


No destaque, vídeo do irretocável Bobby McFerrin que, a exemplo de Al Jarreau, faz da voz um instrumento, interpretando a “Suíte Para Orquestra, nº 3, em Ré maior”, BWV 1968, também conhecida como “Air On a G String”, ou “Ária para a Corda Sol”, de Johann Sebastian Bach.

TRÊS NOTAS :

1. CLAVICÓRDIO : instrumento europeu, de teclas usadas para percutir cordas de bronze ou ferro, com pequenas lâminas de metal. Foi muito usado desde o final da Idade Média, durante o Renascimento, Barroco e Período Clássico.

2. CANTATA : tipo de composição vocal, para uma ou mais vozes, muito explorado no período Barroco. Tradicionalmente com acompanhamento instrumental, muitas vezes também faz uso do coro. No Brasil é também conhecido como Coral.

3. COCERTO GROSSO : é uma forma musical em que um grupo de solistas, geralmente dois violinos e um violoncelo, dialoga com o resto da orquestra, por vezes fundindo-se com este, o que resta no chamado “tutti”. Típica do período Barroco.

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“LAÉRCIO DE FRANCA - O MESTRE SE FOI!”

Bem que deveria ter ficado mais, muito mais tempo, mas cumpriu sua missão, da melhor maneira possível, tenho certeza.

Foi se encontrar com o Juvenil da Lapa, Topete Ambrósio, Emílio Sicchieroli, Oscar Tofetti, Tarciso de Oliveira. Patrocínio, Bonutti arranjador, Mário Berbel “Boa Cabeça”,  Mazzo, Jairo, Osnir Barreto e tantos outros que dividiram espaço aqui no planeta com esse cara que foi o maior divulgador do nome de Franca no meio artístico-musical não só no Estado de São Paulo, mas também em uma enorme fatia do Brasil.

E eu tive a honra de passar bom pedaço de minha vida à sombra dessa verdadeira árvore de conhecimento musical.


Numa certa tarde quase noite de 1973, pouco mais de meio de ano, cabelo ainda se recompondo das raspagens do Tiro de Guerra, eu acabava de chegar da Rádio Clube Hertz onde apresentava alguns programas e preparava-me pra ir pro “João Marciano”, onde freqüentava o colegial. Minha mãe me avisa que havia um homem querendo falar comigo e quase me aborreço, devido ao meu escasso tempo pra tomar banho, engolir alguma coisa e correr pra escola. Quando saio pra receber o tal homem, fiquei meio sem fôlego, pois à minha frente estava mais que um ídolo, estava uma figura do maior respeito na cena musical e qual não foi minha surpresa quando, ao final das frases de começo de conversa, sem muita enrolação, ele me convida pra trabalhar. Trabalhar em sua orquestra. Ele era ninguém menos que um dos homens mais famosos de Franca, conhecido em quase todo o território nacional: o Laércio de Franca !

E eu, que até então ficava babando ao pé do palco nos bailes e domingueiras da A.E.C., maravilhado com os arranjos  e a sonoridade daquela orquestra, ia então fazer parte do time! Sem palavras !

Trabalhamos juntos daquele 1973 até meados de 1975, quando resolvi me aventurar Brasil afora graças ao convite de um dos empresários que vendiam “nossa” orquestra, que sempre me abordava durante os eventos e um dia chegou pedindo licença pra “roubar o cantor”. O Maestro não gostou nem concordou, mas acabou me liberando. Lembro-me de que o último baile que fiz na Usina Junqueira, próximo a Igarapava. Mas aprendi muito com essa figura ímpar, profissional mais que aplicado, versátil, exigente, sujeito correto e disciplinado. E continuei aprendendo, mesmo no período em que não tínhamos vínculo profissional. Nunca me ensinamentos nem esclarecimentos. Guardo com muito respeito e carinho uma partitura de “Moonlight Serenade”, no tom original de mi bemol, que fez questão de escrever pra mim certa ocasião.

Laércio sempre cobrou dos músicos uma performance impecável, à altura de sua responsabilidade perante contratantes e público, quer fosse numa simples “brincadeira dançante” (as tradicionais domingueiras), ou num baile de debutantes, formatura ou reveillon. Daí seu sucesso e respeito conquistado ao longo de sua carreira.

Super organizado, antes do início de cada evento já estava distribuindo as “fichas de consumo” a que cada um tinha direito durante o período de apresentação. Chegando de viagem, chequinho assinado, na mão de cada músico e colaborador (os que atualmente são chamados de “roadies”). Nada de “receber segunda” ou segurar o cheque por uns dias. Trabalhar com o Laércio era muito bom!

As cutucadas de trompete em minhas costas quando eu desafinava ou saía do compasso (-“Ce tá desafinando pra cima! Presta atenção no gogó!”) às vezes me irritavam chegando até a gerar alguns entreveros mas, afinal de contas, as correções partiam de um cara privilegiado que, segundo sua irmã Maria de Lourdes, tinha ouvido quase absoluto e me serviram de corretivo e estímulo pra aprimorar meus gorjeios vida afora.

Nos últimos anos tive novamente a honra de ser convidado pra me apresentar com sua orquestra, em sua nova formação, em diversas oportunidades.

O “Hômi”, como nós costumávamos nos referir a ele, deixa um legado sem preço !

Nascido em São José do Rio Pardo em 26 de maio de 1932, passou a infância em Caconde, onde travou os primeiros contatos com o trompete, atuando na banda musical da cidade e, pasmem vocês, CONTRARIADO ! Sim, ainda segundo sua irmã Maria de Lourdes, o Maestro só tocou em frente graças aos puxões de orelha de “Seu” Manoel, seu pai, que quase o obrigou a estudar e encarar a música ! Resultado : aos 11 anos já se apresentava num programa da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, travou amizade com diversos nomes da televisão e acabou atuando em grandes orquestras, inclusive a de Ary Barroso e consagrando-se como o dono de um dos mais refinados trompetistas da nossa música. O “sopro” do cara era de arrepiar ! Seus fraseados, seus graves e agudos...

Em Franca, após haver residido por certo período nos anos 40 e haver integrado diversos grupos musicais, voltou a fixar-se definitivamente em 1959, quando, após novamente integrar alguns conjuntos musicais, fundou, ao lado do irmão Miroel, seu próprio grupo, apresentando-se num baile de pré-formatura do I.E.T.C.. Seria o início de duas décadas de consagração como uma das melhores orquestras de baile oriundas do Estado de São Paulo.

Detentor do título de cidadão francano, Manoel Laércio Piovesan, o LAÉRCIO DE FRANCA, foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores divulgadores do nome de nossa cidade por aí afora.

Deixou-nos a todos enlutados, embarcando pro outro lado neste domingo, dia 20 de agosto, aos 85 anos de idade.

Silenciou-se o “trompete de ouro”.

Na foto, dois momentos inesquecíveis : meu primeiro de uma série de bailes de debutantes que realizamos sob a batuta do Maestro, na cidade de Carmo do Rio Claro em 1973 (Laércio ao órgão e Miroel ao clarinete) e por ocasião de uma homenagem recebida no Teatro Municipal de Franca, há exatamente um ano, em agosto do ano passado.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Domingo, dia 27 de agosto, HOMENAGEM A LAÉRCIO DE FRANCA.

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MAIS SOBRE A MÚSICA

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“UMA PEQUENA NOTÁVEL”


“Uma pequena notável/ cantou muito samba/ é motivo de carnaval...”

Trechinho de uma música popularizada entre os da nossa geração através de uma gravação de outra pequena mais que notável, Elis Regina, que homenageia essa celebridade nascida em Portugal dia 9 de fevereiro de 1909 e que veio para o Brasil com menos de um ano. O pai, barbeiro, estabeleceu-se no Rio, onde a menina cresceu estudando em um colégio de freiras e descobriu a vocação para a música e conseqüente estrelato. Começou a fazer sucesso no carnaval de 1930, mas a fama viria no ano seguinte com “Ta-hí”, composta para ela por Joubert de Carvalho, que seria recorde de venda, ultrapassando a marca de 36 mil cópias (imagine) e, em menos de 6 meses, transformado-a na cantora mais famosa do Brasil.  .

Estamos nos referindo a Maria do Carmo Miranda da Cunha, que o mundo consagrou como Carmen Miranda, responsável por verdadeira revolução na música brasileira, tornando-a “adulta, urbana e maliciosa”, de acordo com seu biógrafo Ruy Castro. Como cantora, tinha um fraseado único, com muita liberdade rítmica e interpretação sem igual.

Sua primeira turnê internacional aconteceu no ano seguinte, quando foi para a Argentina, ao lado dos cantores Francisco Alves e Mário Reis, além do bandolinista Luperce Miranda. Voltariapor lá pelo menos oito vezes nos anos que se seguiram.

Na época, os artistas de rádio se apresentavam em troca de cachês e Carmen foi a primeira entre todos a assinar contrato fixo com uma emissora.

É desse período sua aparição no filme “Banana da Terra”, no qual se utilizou também de trajes de baiana, cantando a música “O que é que a baiana tem”, que lançava Dorival Caymmi no cinema.

Consagrada no Brasil e parte da América do Sul, embarcou para os Estados Unidos no mesmo ano de 1939, onde desembarcou sem saber falar inglês, o que não a impediu de, em curtíssimo espaço de tempo, ao lado do grupo Bando da Lua, ganhar o público americano. Acabou por tornar-se a artista feminina mais bem paga do país, naquela época. Ficou por lá durante 14 anos, participando de filmes como “Alegria, rapazes” (1944) e “Sonhos de Estrela”(1945) e musicais, sempre representando o papel de latina exótica. Roupa estilizada de baiana, turbante com arranjo de frutas tropicais e um sapato-plataforma inventado por ela mesma pra lhe aumentar a estatura (media apenas 1,52m), faziam parte de sua indumentária de palco.

Carmen gravou mais de 300 músicas, das quais pouco mais de 30 em inglês.

Morreu de enfarte em sua casa, em Beverly Hills, Condado de Los Angeles, Estados Unidos, em 5 de agosto de 1955. Trazido para o Brasil seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por onde passaram mas de sessenta mil pessoas, seguindo em cortejo até o Cemitério São João Batista, acompanhado por mais de meio milhão de pessoas.

Em 1976 foi inaugurado, no Aterro do Flamengo, o Museu Carmen Miranda.

Fontes : Internet, Enciclopédia da Música-A Era do Rádio e Revista da Música.

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE

Casa cheia, interação plena e aplauso ao final de cada canção executada. Canções próprias e covers que foram de “Don’t Let Me Down” dos Beatles a “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence Clearwater Revival, passando por clássicos de diversas bandas de rock e blues, fizeram da noite comemorativa de mais um aniversário da banda um acontecimento realmente marcante em badalada casa noturna de Franca.


Taí a prova de que não é à toa que a “FITA CREPE” chega aos 11 anos de vida, carregando na bagagem conhecimento musical em seu segmento que cativa cada vez mais um sem número de seguidores e incentivadores.

Paulim Campos (bateria e vocal), Diego Randi (contrabaixo) e Zûk Chagas(guitarra e vocal) levaram a galera ao delírio mais uma vez, do primeiro ao último acorde, mostrando que quem sabe faz ao vivo e a cores, sem deixar a bola cair em nenhum instante.

Logo tem mais.

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“ESTÁCIO HOLY ESTÁCIO”

A primeira música do Luiz Melodia que me chamou a atenção foi “Ébano”, participante do Festival Abertura, da TV Globo, em 1975.  Depois, me liguei em “Pérola Negra”, que já existia e havia sido gravada por Gal Costa, em 1972. Também de 1972 é  “Estácio Holy Estácio”, lançada então por Maria Bethânia. Nessa época eu trabalhei em bandas musicais de São Paulo e passei a gostar dessas músicas, inseridas em meu repertório.

Pois bem, falemos desse grande sucesso do nosso saudoso Luiz Melodia, “Estácio Holy Estácio”.

Tal como quando fez “Pérola Negra”, o compositor era ainda um adolescente quando escreveu essa música. Foi feita pra uma namorada chamada Rosângela. Com seus versos ambíguos, trata de um amor contrariado, tendo o Largo do Estácio como cenário para a história; “Se alguém que matar-me de amor/ que me mate no Estácio/ bem no compasso/ bem junto ao passo/ do passista da escola de samba/ do Largo do Estácio...” Este seria um sucesso marcante do ano seguinte ao da gravação(1972), marcando, junto com “Pérola Negra”, o LP de estréia de Luiz Melodia.

Uma curiosidade: se grafado corretamente, “Estácio Holy Estácio” significa “Estácio Santo Estácio”. Acontece que o título da composição quase sempre aparece grafado, em discos e edições( inclusive no registro do CNA – Conselho Nacional de Direito Autoral) como “Estácio Holly Estácio” e essa palavra, “holly”, em inglês significa azevinho, ou azevim, um arbusto da família das aqüifoleáceas, conforme o dicionário Aurélio.

(A exclamação que não pode calar : “Caramba, então Hollywood significa bosque de azevinhos !!!”)

Pois é, assim, o uso da palavra holly dá ao título da canção um sentido, até certo ponto, disparatado !

Mas holy ou holly, sem dúvida nenhuma é uma das canções mais marcantes e que se tornaram imortais do repertório mais que especial do grande intérprete que foi e permanecerá sendo Luiz Melodia.

Fontes : Internet, A Canção No Tempo (Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello) e Revista da Música.

LOUVAÇÃO A QUEM MERECE

Nem se discute , quem sabe, faz ao vivo! E de improviso !

Bem, quase de improviso. Eles já ensaiaram um bocadinho, pelo menos pra acertar tom e andamento, mas isso é detalhe pra quem tem a bagagem que eles carregam.

Neste fim de semana, parei e sentei pra ouvir minha querida “diva” DESIRÊ THOMAS MEDEIROS, ou DESIRÊ SINGER como outros gostam de tratá-la, ao lado do novo parceiro violonista e cantor JOEL JHOR  e constatei o que eu já previa : já é ! Sucesso absoluto, com tudo no lugar.

Desirê, após longa parceria com o mano e nosso grande e querido amigo Ângelo Thomaz , hoje brilhante em terras nordestinas, trabalhou por um bom período ao lado de outro querido amigo, o Rodrigo Nunes, que agora partiu pra outro projeto.

Muito bem, agora ao lado do experiente e versátil Jhor, inicia nova fase na carreira, e o duo tem tudo pra marcar época na música de nossa região. Equilíbrio nos vocais, repertório requintado, meus queridos amigos não vão decepcionar nem uma vírgula !

Fico no aguardo da agenda pra apreciar mais um bocado e desde já recomendo ao todos : DESIRÊ THOMAZ e JOEL JHOR !

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