MAIS SOBRE A MÚSICA

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​​66 ANOS DO PÉROLA NEGRA


Ele é considerado um dos artistas mais originais e elegantes da música brasileira. Passeia com desenvoltura pela MPB clássica, rock, blues, soul e samba e samba-canção..

Tem nome de sambista, pinta de sambista, nascido e criado no Estácio, bairro carioca reduto de sambistas, mas jamais foi sambista, embora nada tenha contra o samba. Esse cara faz um gênero de música diferente, resultado da influência de um universo habitado por Billie Holiday, B.B.King, Taj Mahal (o tecladista-arranjador), Beatles, Jorge Benjor e Maria Bethânia, artistas que ele curte e admira. 

Começou sem pretensão de ser um astro. Segundo ele, não tinha a fissura de ganhar a vida como tal, apenas gostava de tocar e cantar. Seu nome : Luiz Carlos dos Santos, consagrado como Luiz Melodia, sobrenome artístico herdado do pai, também compositor e sambista, Oswaldo Melodia.

Descoberto pela turma da “Tropicália” aos 22 anos, em 1973, Melodia foi apresentado a Gal Costa que gravou sua mais célebre criação, originalmente intitulada “My Black, Meu Nego”, que seria rebatizada de “Pérola Negra”.

Seu disco de estréia até hoje impressiona pela força das composições e dos arranjos.

Foi pelas mãos de Roberto Menescal, que à época estava também produzindo e lançando Sérgio Sampaio, Fagner e Raul Seixas, que foi aberto o caminho do sucesso pro menino crescido no morro de São Carlos e com passagem por várias bandas amadoras e concursos de rádio.

Além de suas próprias composições, como Ébano,Magrelinha, Dores de Amores, Juventude Transviada, Estácio Holly Estácio, Congênito, Cara a Cara e outras, Melodia sabe como ninguém dar um trato muito pessoal e especial a consagrações como Negro Gato, Codinome Beija-Flor, Rosa, Diz que Fui Por Aí e Quase Fui Lhe Procurar, gravadas ao longo de sua carreira.

Muito requisitado para shows fora do Brasil, notadamente na Europa, inclui em seu currículo participações em festivais na França e na Suíça, inclusive no Festival de Jazz de Montreux. Em 2015 ganhou o 26º Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor cantor de MPB.

Pérola Negra é, sem dúvida, a mais consagrada entres suas criações, que acaba de receber nova releitura, incluida no novo CD de Alexandre Pires e que você poderá ouvir no “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” do próximo domingo, dia 23.


Nascido em 7 de janeiro de 1951, Luiz Melodia completou 66 anos de vida e 44 de carreira oficial.

Infelizmente, atualmente luta contra um tipo de câncer na medula óssea denominado mieloma múltiplo, o que o tem mantido longe dos palcos. C, encontra-se sob tratamento intensivo e com grande possibilidade de cura.

Fontes :   Informações da Internet

                “A Canção No Tempo – 85 Anos de Músicas Brasileiras” -Jairo Severiano e Zuza

                  Homem de Mello    

                  Arquivo pessoal

                            Fotos: Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : 3 CURIOSIDADES SOBRE A MÚSICA

1. Referindo-se a qualidade, na edição de outubro de 2009 a revista “Rolling Stones” elaborou uma lista com as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos. Em primeiríssimo lugar, ficou a música “Construção”, que ainda é referência para entender um período espinhoso da sociedade brasileira. É seguida por “Águas de Março”, de Tom Jobim (gravada por Elis Regina e Tom Jobim) e “Carinhoso”, de autoria de Pixinguinha e João de Barro.

2. Você sabia que Tim Maia e Roberto Carlos se apresentaram juntos num grupo de rock, o The Sputniks? Por sinal, Sputinik era o nome do primeiro satélite artificial enviado ao espaço.

3. A primeira cantora brasileira a vender 1 milhão de cópias de um álbum foi Maria Bethânia, com Álibi, de 1 978.

Fontes : Internet e caderno de notas

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

Mais Brasil FM – 101,3 Mhz - Franca, SP : sábado e domingo às 10h.

radionovaip.com.br – Ribeirão Preto - SP : Sábado às 11h e  domingo às 12h.

ponto1000.com – Ribeirão Preto - SP : segunda a sexta  07 e 22h.

                                                                  sábado  07, 10 e 22h.

                                                                  domingo  07, 12 e 22h.

portalmusicalfranca.com.br – Franca – SP : quinta, sexta e sábado 18 h.      

Envie suas sugestões para inclusão nos roteiros de programação: (16) 3017-2030, whats app (16) 9 8192-6052 e e-mail [email protected]

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UM DOS MAIS GRAVADOS

Marino Pinto

“Aos pés da Santa Cruz/ você se ajoelhou/ e em nome de Jesus/ um grande amor você jurou...”

Conta nos dedos aí quem tem mais de 16 anos e meio e gosta de samba, que não conhece estes versos e não cantarolou esta melodia.

“Aos Pés da Cruz”, também conhecido como “Aos Pés da Santa Cruz”, foi inicialmente um grande sucesso de Orlando Silva, que o lançou primeiro em programas radiofônicos em suas excursões pelo Norte e Nordeste e posteriormente em gravação pelo selo Victor. A música leva a assinatura de Zé da Zilda (José Gonçalves) e Marino Pinto.

Abordando o tema de jura descomplicada, muito explorada na época (falamos dos anos 40),o samba agradou tanto que recebeu imediata continuação : “Quem Mente Perde a Razão”, de autoria também de Zé da Zilda e lançado por Nelson Gonçalves, contratado para o lugar de Orlando Silva , que então estava deixando a mencionada gravadora.

Zé Zilda


Marino Pinto, co-autor de “Aos Pés da Cruz”, cita, na segunda parte da obra, o célebre aforismo “O coração tem razões que a própria razão desconhece”, do filósofo francês Blaise Pascal.

Numa demonstração de sua admiração por Orlando, João Gilberto regravaria este samba em seu primeiro elepê, em 1959, em sua clássica versão com harmonias sofisticadas e interpretação “lisa”, suas marcas registradas, mostrando como composições antigas poderiam ser perfeitamente amoldadas à bossa nova.

E, depois de João, um sem número de astros nacionais e internacionais, tornaram esta obra, um dos sambas mais gravados de todos os tempos.

Elencamos alguns dos grandes nomes que regravaram esta música. Disposto a ler ?

Então, vamos lá : Ângela Maria e Pery Ribeiro, Tom Jobim, Baden Powell, Nelson Gonçalves, Léo Gandelman, Moraes Moreira, Joyce, Astrud Gilberto, Wilson Simonal, Francisco Petrônio, Miles Davis, Paulo Moura, Gilberto Gil, Rosa Passos...e muitos outros.

Por isso, a afirmação : é um dos sambas mais gravados !

E para os amantes de grandes performances instrumentais, no youtube, “Aos Pés da Cruz” numa versão “gafieira” de fazer inveja ! É só acessar o link:


No nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” deste domingo, 23, destacamos a uma ótima gravação da música feita por Moraes Moreira. Confira.

Fontes :   Informações da Internet

                “A Canção No Tempo – 85 Anos de Músicas Brasileiras” -Jairo Severiano e Zuza

                  Homem de Mello    

                  Arquivo pessoal

                            Fotos (Zé da Zilda e Marino Pinto) : Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : MAIS 3 SOBRE O SAMBA

1. Foi somente na década de 30 que a percussão viria a ser aceita nos estúdios de gravação. Graças aos maestros Radamés Gnatalli e Pixinguinha, o samba ganhou jeito de samba, com a acentuação da marcação do surdo e companhia.

2. Graças a uma rapaziada que se reunia numa quadra do bloco Cacique de Ramos, Zona Norte do Rio, pra jogar pelada, beber cerveja e tocar, nasceu a sonoridade do pagode, incentivada por Beth Carvalho. Isso aconteceu em 1977 e 1978.

3. Com acordes dissonantes e originais, o baiano João Gilberto causou enorme impacto no mundo da música no final da década de 50 e começo da de 60. Os caminhos harmônicos por ele apresentados mudaram a maneira de se tocar e ouvir música. A coesa célula voz e violão que criou , fez nascer a bossa nova..

Fontes : Internet e caderno de notas

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MR. JAZZ : 100 ANOS

O que é o JAZZ ? Um ritmo, um movimento, um comportamento, um estilo ?

Fiquemos com a terceira alternativa : um estilo, um jeito se fazer música. Uma maneira irrequieta de se compor e interpretar. Claro que há alguns ritmos que se destacam no contexto “jazzístico”, como, por exemplo, o fox, o dixieland, o ragtime, e por aí vai. Mas nesse caldeirão aí cabe de tudo e um pouquinho mais. É o toque, a “pegada” especial do músico, que vai determinar o enquadramento da peça musical dentro do contexto do jazz. A bossa nova, por exemplo, hoje é classificada lá fora como jazz. Fato é que, se formos a fundo falando de jazz, aqui não haveria espaço pra gente descrever tanta discussão e definição em torno do tema. Nosso objetivo hoje é apenas e tão somente lembrar que estamos comemorando exatos 100 anos da primeira gravação do que viria ser chamado de jazz e se tornar um dos estilos mais comentados e “exercitados” de todos os temos.

Essa história começou ali por volta de 1910 em New Orleans, Estados Unidos, logo se propagando por Chicago e Nova York, como manifestação artístico-musical, graças à criatividade das comunidades negras que habitavam essas regiões.

Apesar da origem entre a população negra, a primeira gravação de uma música do gênero, denominada “Livery Stable Blues”, aconteceu em 26 de fevereiro de 1927 e foi lançada em 7 de março do mesmo ano, por um grupo formado só por músicos brancos, cujo nome era “Original Dixieland Jass Band” e os instrumentos utilizados para a gravação foram trompete, trombone, clarinete e bateria. Ainda não se utilizava o contrabaixo, que só veio a ser inserido no contexto por volta de 1930. Antes (não no caso da gravação em pauta) o papel do contrabaixo era feito pela tuba, instrumento de sopro, que tocava as principais notas da harmonia.


Como você pode notar, a palavra era “jass”, com dois “s”. Mas, como era tida como palavra “de baixo calão”, que significava relação sexual numa das gírias oriundas da África, obviamente não era muito bem aceita entre pessoas mais cultas da época. Logo, optou-se pela grafia com dois “z”, virando “jazz” e disfarçando um pouco, acabando por ser aceita durante os anos seguintes.

Acessando o vídeo abaixo, você ouve a gravação “Livery Stable Blues”, tida como original, conforme descrito no texto acima.

No nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” desta semana destacamos uma gravação mais recente, com sonoridade mais clara, através do clarinetista Acker Bilk e sua orquestra.

Fontes :   Informações da Internet

                           Arquivo pessoal

                           Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

CONTROL C- CONTROL V : MAIS 5 SOBRE O JAZZ

1. Swing
O swing foi um ritmo muito apreciado nos Estados Unidos dos anos 20 até o final da Segunda Guerra Mundial. A época que vai de 1938 a 1943 ficou conhecida como a "era do Swing". As principais características desse estilo são o caráter dançante das composições e o tamanho das bandas, que geralmente contavam com vários músicos. O swing ficou conhecido como uma derivação popular do jazz.

2. Bebop
O bebop surgiu logo depois do swing e seguia uma linha completamente contrária. Tinha como grandes características as bandas com poucos músicos, normalmente dois ou três, e as sequências rítmicas complexas, com amplo uso de notas dissonantes. Esse estilo não tem muita aceitação até hoje entre o grande público por possuir uma estrutura muito complexa. O nome bebop veio da onomatopeia criada pelos jazzistas ao imitarem as sequências frenéticas tiradas de seus instrumentos.

Um dos ícones do bebop (e também dos estilos seguintes) foi Miles Davis, que você ouve no “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” desta semana.


3. Cool  jazz
Este estilo começou a ser praticado em 1949 em resposta aos ágeis acordes do bebop. O cool era mais calmo, quase comparável ao blues. Recebeu esse nome por ser considerado uma derivação menos emotiva do jazz - "cool" seria uma alusão a "frio".

4. Free jazz
O free jazz surgiu na década de 60 de carona no movimento vanguardista da época. O estilo é caracterizado pela improvisação, que neste caso é levada ao extremo. No free jazz, os músicos não seguem nenhuma linha nem temas - eles partem de alguns acordes combinados previamente e a partir daí cada músico cria o que bem entender.

5. Fusion
O estilo de jazz fusion nasceu da mistura do jazz com o rock, iniciada nos anos 70. Mais tarde, o gênero passou a ser chamado apenas de fusion. O estilo aproximou o jazz à linguagem da época, tornando-o mais popular. Para chegar ao fusion, o jazz teve de deixar de lado instrumentos acústicos para valer-se da força dos instrumentos elétricos. A complexidade rítmica também perdeu valor.

Fontes : Internet e caderno de notas

Foto: Liga Entretenimento/Divulgação

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“SE O ROCK TIVESSE QUE TER OUTRO NOME ...

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... ESSE NOME SERIA CHUCK BERRY !”

Isso não é coisa minha, são palavras de John Lennon, referindo-se ao um dos pioneiros do gênero, que faleceu ontem, dia 18, aos 90 anos de idade em sua residência, rodeado dos familiares, após algum tempo de enfermidade não revelada. Chuck , cujo nome real era Charles Edward Anderson Berry, nasceu em St. Louis, EUA, em 18 de outubro de 1926 e é o responsável pela junção de vários ingredientes que resultaram na “invenção” de um dos gêneros mais longevos (aliás, tido como eterno) da música, o nosso imbatível ROCK’N’ROLL.

Apaixonado pelo blues desde criança, fã confesso de Nat King Cole, Muddy Waters e Bull Haley, acabou por se tornar ídolo e inspirador de gente importante como Beatles e Rolling Stones, que gravaram diversas de suas canções.

Os Stones, por exemplo, gravaram logo no início da carreira, “Come On”. E qual fã dos Beatles que não se lembra de “Roll Over Beethoven”e “Rock and Roll Music” ?

Sucessos como “Johnny B. Goode”, “School Day”e “Sweet Little Sixteen” foram revisitados por grandes nomes como Elvis Presley, Bruce Sprigsteen e tantos outros e nunca são deixados de fora do repertório de todo e qualquer artista que quer agradar aos ouvidos dos amantes dos clássicos do rock.

Uma de suas primeiras gravações, “Maybellene”, de 1955, já era tida como a definição do que seria o rock and roll, graças à combinação de gêneros como o country e o blues.

Ao longo da carreira gravou também blues e baladas românticas, como “(In The) Wee Wee Hours” e “Havana Moon” mas, sem dúvida, foi com o rock que ganhou fama.

Não gravava desde 1979 e, em outubro último, ao completar 90 anos, anunciou que neste ano de 2017 lançaria um álbum com músicas próprias com o título de “Chuck”.

Chuck Berry, para muitos, é tido como o maior ídolo que o rock já teve. 

Fontes :   Informações da Internet

                           Arquivo pessoal

                           Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)


MEUS AMIGOS DE PALCO

Muita simpatia e facilidade de comunicação com o público. Habilidade em usar as mãos ao violão e o gogó nas canções dos mais diversos gêneros e épocas. Descontração com seriedade, respeitando quem ouve, que acaba aplaudindo com entusiasmo.

Esse cara é Fernando Pessoa, que há 7 anos se faz acompanhar de um dos mais tarimbados bateristas da noite, que já tocou em bandas de baile famosas no passado como “Os Milionários”e com várias duplas sertanejas de sucesso, meu amigo José Antônio Gandolfo.

Suas apresentações não se restringem a festas e casas noturnas de Franca. Na agenda, já bem comprometida até o final do ano, eventos em toda a região, incluindo-se aí diversas apresentações em Minas Gerais.

Fernando Pessoa e Zé Antônio recebem nosso abraço e aplauso.

RÁDIO VIA INTERNET

A audiência das web rádios está em ascenção. Cada vez mais se populariza esse canal de comunicação.

E nosso “fratello” Fausto Puglia mergulhou de cabeça no segmento. Já colocou pra funcionar nada menos que 6 emissoras na internet, cada uma num segmento, através do Portal Musical Franca.

Tivemos a honra do convite para a apresentação do nosso  “Beny Chagas Music Show” em uma de suas emissoras. Veja abaixo.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

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domingo  07, 12 e 22h.

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ELIANE ELIAS – MULHER BRASILEIRA NO JAZZ


Graças ao seu acentuado gosto pelo jazz, seu talento e seu charme, a pianista brasileira Eliane Elias conquistou o mercado norteamericano, tornando-se a primeira instrumentista estrangeira a construir uma carreira sólida por lá. E contribuiu enormemente pra mostrar ao resto do planeta a capacidade do músico nacional, uma vez que seu nome correu mundo e conquistou também a Europa e o Japão.

Nascida em São Paulo em 19 de março de 1960, filha de uma pianista da área erudita, por conseguinte de formação musical inicialmente tradicional, puramente erudita, a certa altura sentiu necessidade de conhecer mais a fundo os compositores, indo além, na literatura pianística e na parte técnica, aliando o estudo clássico ao popular, aprofundando-se no jazz e na improvisação.

Aos 12 anos já se arriscava a transcrever e executar solos de artistas como Art Tatum, Bud Powell, Wynton Kelly e Bill Evans. Aos 13 anos ingressou numa tradicional escola da época, a CLAM (Centro Livre de Aprendizagem Musical), dirigida pelo pianista Amilton Godoy, do renomado Zimbo Trio onde, aos 15 anos, já passou a lecionar.

Trabalhou com trio próprio em clubes e restaurantes em São Paulo e acompanhando Maria Creusa, Carlos Lira, Sebastião Tapajós e outros cantores e compositores. Mas queria mesmo era ir pra Nova York.

Antes de se mudar pros States, ainda trabalhou com Toquinho e Vinícius de Moraes, até a morte deste, ocorrida em 1980. Lá chegando, inicialmente estudou na Julliard School , logo passando a atuar junto ao grupo Steps Ahead, que tinha, em sua formação, músicos do naipe do saxofonista Michael Brecker, o baixista Eddie Gomez e o baterista Peter Erskine.

Com competência e muita classe, Eliane provou aos americanos que acreditavam que o músico brasileiro só sabia tocar samba, que a coisa não é bem assim.Arrasou no jazz e acabou por se consolidar entre os grandes do gênero, recebendo inúmeros prêmios e perfilando-se ao lado de gente como Jack De Johnette, Joe Henderson e Herbie Hancock, entre outros, com os quais dividiu palco e estúdios.

E, pra completar, passou a somar a música brasileira ao jazz, com excelente resultado, provando que a mistura entre a cultura tupiniquim e a norteamericana dá certo. No final dos anos 80 começou também a cantar em suas gravações, com muita propriedade, valorizando ainda mais seu trabalho.

Com 30 álbuns no currículo, venceu o Grammy de 2016 na categoria de jazz latino pela gravação de 2015, do disco “Made in Brazil”, no qual estão inseridas grandes obras de autores brasileiros, entre as quais “Águas de Março”, “Aquarela do Brasil” e “No Tabuleiro da Baiana”.

Eliane Elias é destaque no nosso BENY CHAGAS MUSIC SHOW desta semana.

Fontes : “Dicionário Cravo Albin da Mús. Pop. Brasileira”

                           Informações da Internet

                           Revista Teclado & Áudio.F

                           Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

MEUS AMIGOS DE PALCO


Esbanjando musicalidade e carisma, meu querido amigo Ângelo Thomaz apareceu meio que de surpresa por aqui e reuniu respeitável público na Candeeiro Pizza Bar, do meu amigo Marcílio Garcetti, na semana passada, proporcionando um reencontro dos mais aguardados aos apreciadores da boa música noturna. Levou ao palco ninguém menos que sua mana Desirê Singer, pra enorme alegria dos fãs da super  consagrada dupla Ângelo & Desirê, já saudosos de suas apresentações.

Nosso amigo decidiu bater asas e há mais de 5 anos arrebenta no Nordeste, mais precisamente em Natal, no Rio Grande do Norte. Diga-se de passagem que lá é sua base, pois além de haver se consolidado como grande músico na capital, apresenta-se por toda a região e até no exterior , mostrando som brasileiro de qualidade e com enorme competência.

Pena que, por aqui, foi só uma passadinha pra rever familiares e amigos e...uma noite pra ficar na saudade.

Desirê esbanjou comunicação, gogó e pandeiro e o dono da casa, Marcílio, “debulhou” na bateria e na percussão, mostrando por que é considerado um dos melhores e mais respeitados músicos de nosso pedaço, com atuação marcante também Brasil afora, trabalhando como gente de peso.

Nosso aplauso pro amigo Ângelo Thomaz, que prometeu voltar em breve.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

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radionovaip.com.br – Ribeirão Preto - SP : Sábado às 11h e  domingo às 12h.

ponto1000.com – Ribeirão Preto - SP : segunda a sexta : 07 e 22h.

sábado : 07,10 e 22h.

domingo : 07, 12 e 22h. 

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ÁGUAS DE MARÇO


“...São as águas de março fechando o verão, é promessa de vida no seu coração !”

À primeira vista, uma canção simples, até repetitiva. Na realidade, possui estrutura sofisticada, extremamente trabalhada, que a distingue como uma das composições mais inteligentes da nossa música. E sua quase que obstinada repetição da pequena melodia e célula rítmica é apoiada por um encadeamento de quatro acordes que sofrem inversões e variações sutis, que fazem da peça assinada pelo “Maestro Soberano” Antonio Carlos Jobim uma verdadeira obra-prima. Com a troca de acordes,as mesmas notas, sempre repetidas, adquirem colorido renovado, soando como se fossem notas diferentes e aí a coisa fica contagiante.

Tal sofisticação também é aplicada à letra, segundo muitos, talvez a melhor entre todas as que Tom escreveu. Em dezenas de versos incisivos, diretos, quase sem adjetivação, o poema passa impressões sobre um final de verão no campo, enunciando minuciosamente os componentes da paisagem, encharcadas pelas águas de março.

Os primeiros acordes, introdução e parte da letra de “Águas de Março” foram rascunhados a lápis em um papel de embrulho de pão, em março de 1972, em um sítio de Jobim na região serrana do Rio de Janeiro.

Foi lançada,originalmente, no lado A de um disco compacto encartado no jornal “O Pasquim”, em maio de 1972. Logo após, entrou para o álbum “Matita Perê”. O maestro tocou piano e violão, na gravação. Em 1974 foi lançada a célebre gravação divida com Elis Regina, no LP “Elis & Tom”, enorme sucesso comercial, que contou também com o piano de César CamargoMariano.

“Águas de Março” foi regravada incontáveis vezes tanto no Brasil quanto no exterior. Entre essas tantas regravações, tomo a liberdade de citar as de João Gilberto, João Bosco, Miúcha, Leny Andrade, Nara Leão, Joyce, Danilo Caymmi, Sérgio Mendes e Os Cariocas.

Em outros países, virou “Waters of March” e foi gravada pelo já saudoso e imbatível Al Jarreau, por Art Garfunkel, Ella Fitzgerald, Dionne Warwick e tantos outros.

Garimpando, encontramos uma versão em francês, por conta de Stacey Kent, que recebeu o título de “Les Eaux de Mars”, que você pode ouvir no nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” desta semana. Confira emissoras e horários logo abaixo.

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

               Informações da Internet

               Cadernos de Anotações.

 (Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

MEUS AMIGOS DE PALCO


Guitarra no capricho, teclado bem equilibrado, bateria eletrônica meticulosamente estudada e programada, com o timbre certo para cada estilo e duas vozes super entrosadas, além da simpatia e humildade sem concorrência. E o melhor: sempre que os encontro, eles são “OS MESMOS”. Os mesmos bons, refinados e simpáticos camaradas, super dedicados ao que se propõem a fazer: cover de qualidade. Posso me arriscar a dizer que são os melhores em se tratando de interpretação de obras consagradas, passando por Bee Gees, Pink Floyd, Louis Armstrong, Elvis Presley e por aí afora,

A “banda de dois” foi fundada há 15 anos, período em que amadureceram e aplicam de forma muito especial o que absorveram ouvindo, principalmente, A.C.D.C., Queen, os já citados Bee Gees e outros grandes nomes dos anos 60, 70, 80 e 90.

Minha alegria é sempre renovada quando encontro, ouço e aplaudo meus especiais amigos João Luís e Adn Ramon (aliás, Chuck): “OS MESMOS”.

BENY CHAGAS MUSIC SHOW

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sábado : 07,10 e 22h.

domingo : 07, 12 e 22h. 

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SE ACASO VOCÊ CHEGASSE...


“...No meu barraco encontrasse / Aquela mulher que você gostou...”

Olha a traição aí, gente ! E isso não é deste Carnaval, não ! Aliás, nem é de Carnaval ...É, segundo a fonte, coisa da vida real, fato acontecido lá na década de 30 !

Segundo os pesquisadores Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello, no seu livro “A Canção No Tempo”, Vol. 1, a coisa teria sido como nos parágrafos seguintes.

Boêmio e conquistador inveterado, Lupicínio Rodrigues, consagrado compositor gaúcho, várias vezes transformou em samba episódios de sua própria vida sentimental. Assim, por exemplo, aconteceu com a canção título desta pequena matéria, “Se Acaso Você Chegasse”. É uma espécie de mensagem/sondagem que dirige a um amigo, Heitor Barros, de quem havia tomado a namorada. Lupi sabia que havia agido mal e temia perder o amigo (imagine você, TEMIA perder o amigo, rsss), que muito prezava. Para evitar o rompimento, procurava convencê-lo de que a amizade dos dois era mais importante do que a mulher infiel (“Será que tinha coragem/ de trocar nossa amizade/ por ela que já te abandonou...”), ao mesmo tempo em que lhe comunicava um fato consumado (“Eu falo porque essa dona/ já mora no meu barraco...”) de difícil reversão (“...de dia me lava roupa/ de noite me beija a boca/ e assim nós vamos vivendo de amor”).

A verdade é que o poeta queria ficar MESMO com a mulher , mas, também com o amigo. E acabou conseguindo tal feito, pois Heitor gostou do samba e perdoou a traição.

Composto em 1936, de improviso, na calçada do Café Colombo, em Porto Alegre, “Se Acaso Você Chegasse” é considerado um dos melhores sambas de todos os tempos, possuindo ainda o mérito de ter projetado nacionalmente Lupicínio Rodrigues e Ciro Monteiro, o primeiro intérprete a gravá-la, em 1938 seguido de Elza Soares, em 1959.

A composição é assinada também por Felisberto Martins.

Fonte : “A canção no tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

MARCHINHAS DE CARNAVAL – VOCÊ SABIA ?


Passei mais de 40 anos em cima de palcos cantando músicas de carnaval ! Em muitos pontos do Brasil. Quando cantei pela primeira vez tinha 15 anos de idade. Tem muita gente, inclusive, que pensa que eu sou um CANTOR DE CARNAVAL ! Só me viram nessas ocasiões !

Pois bem, pesquisei e destaco pra você algumas das marchinhas carnavalescas mais populares de todos os tempos, algumas das que mais cantei durante todo esse tempo. É verdade que estão um pouco fora de moda, só entoadas nos bailes saudosistas, mas realmente são inesquecíveis. São muitas, mas vou me ater a citar apenas 15 entre todas.

A primeira marchinha carnavalesca registrada na história do carnaval brasileiro foi “ABRE ALAS”, de Chiquinha Gonzaga, escrita em 1899 para a Escola Rosas de Ouro, do Rio de Janeiro. É tida como a marchinha mais popular dentre todas.

A seguir, vem “MAMÃE EU QUERO”, gravada em 1937 por Jararaca e Vicente Paiva e em 1941 por Carmem Miranda.

“AURORA” é outra campeã de popularidade. Foi escrita numa quarta-feira de cinzas em 1941, por Mário Lago e Roberto Riberti.

Mirabeau Pinheiro, Lúcio de Castro e Heber Lobato escreveram outra inesquecível marchinha : “CACHAÇA”. É de 1953.

“TURMA DO FUNIL” é assinada também por Mirabeau Pinheiro, em parceria com M. de Oliveira e Urgel de Castro, do ano de 1946.

“ME DÁ UM DINHEIRO AÍ” foi criada entre 1959 e 1960 por Ivan, Homero e Glauco Ferreira e foi gravada e virou enorme sucesso na voz de Moacir Franco.

Numa mesa de bar, João Roberto Kelly escreveu, no início da década de 60, outra campeã de popularidade : “CABELEIRA DO ZEZÉ”. O Zezé era um garçom que sempre servia o compositor, num bar do Leme, no Rio de Janeiro.

Sílvio Santos imortalizou outra obra carnavalesca das mais cantadas em todos os tempos :” A PIPA DO VOVÔ “. Os autores são Manoel Ferreira e Ruth Amaral e foi escrita na década de 80.

Sem muitos detalhes, quero citar também : “O TEU CABELO NÃO NEGA”, de Lamartine Babo; “CIDADE MARAVILHOSA”, de André Filho; “MARIA SAPATÃO”, de João Roberto Kelly; “BALANCÊ”, de João de Barro e Alberto Ribeiro; “SACA ROLHA”, de Zé da Zilda, Zilda do Zé e Waldir Machado; “SASSARICANDO”, de Luis Antônio, J. Júnior e Oldemar Magalhães e “CACHAÇA NÃO É ÁGUA”, assinada por Carmen Costa e Mirabeu Pinhiro.

Muito bem, falei de apenas 15 ! Só eu cantei ao longo desses anos de carnaval umas 200 ou mais, sem exagêro ! Qualquer dia desses elenco mais outras tantas.

Na foto, um dos meus carnavais com a Orquestra Laércio de Franca, em São Joaquim da Barra, em 1973 ou 1974 (falhou o registro, rsss).

Fontes : Pesquisa na Internet e nos meus cadernos de repertório de carnaval.

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INSTRUMENTO : A VOZ  – AL JARREAU

Quando estava concluindo a matéria pra postar hoje, chega-me a notícia : “Al Jarreau morreu ! Foi hoje cedo !

Senti um baque ! Encaro a morte com naturalidade, mas quando morre um cara como ele, parece que é diferente ! É daquelas pessoas que gostaríamos que fossem eternas !

Pra crítica, pros músicos do mundo todo e pra mim, um modelo ! A voz, um instrumento !

Então, vi-me tentado a mudar a pauta e falar algo a respeito desse músico incrível, nascido Alwin Lopez Jarreau, em Milwaukee, em 12 de março de 1940 e que embarcou pro outro plano na manhã deste domingo, 12 de fevereiro de 2017, aos 76 anos, em  Los Angeles. Sua forma de interpretar fez escola. Sua técnica vocal posso dizer que foi e será invejada e imitada por muitos, por muito tempo!

Sua voz ficou conhecida do grande público através de “Moonlightining”, tema central da série de TV “A Gata e o Rato”, protagonizada por Bruce Willis e Cybill Shepherd, nos anos 80.

Filho de pastor, começou, como tantos outros, no coro da igreja, mas logo aos 4 anos de idade! Trabalhou na noite, também como a maioria dos grandes nomes, fez parte do trio The Índigos, integrou um outro trio juntamente com o “monstro” do piano e do teclado, George Duke e, em 1975, conseguiu gravar seu primeiro disco, muito bem recebido pela crítica, chegando a ser laureado com um Grammy na Alemanha.

Apesar de ser classificado como um ícone do jazz, Al Jarreau era extremamente versátil, o que possibilitou que fosse o único cantor a vencer 7 prêmios Grammy em três categorias distintas : pop. R & B e jazz.

Esteve no Brasil em 1985, apresentando-se juntamente com James Taylor e George Benson, para um público recorde  de 200 mil pessoas, na edição do Rock in Rio daquele ano. Novamente esteve por aqui em 1997, apresentando-se ao lado de Djavan no Heineken Concerts; em 2013, no Festival Sesc Amplifica- Bossa & Jazz e em 2014 no Rio das Ostras Jazz and Blues Festival, no HSBC Music Hall e novamente no Rock in Rio, retornando em 2015 e  apresentando-se ao lado de Marcos Valle na edição seguinte do mesmo festival.

Antes de cancelar a turnê deste ano e anunciar a aposentadoria, havia programado um apresentação entre nós, novamente, no próximo mês de março, quando participaria do Festival de Música de Troncoso, ao lado do tecladista, saxofonista, produtor e arranjador Larry Williams.

Entre suas gravações marcantes, tomo a liberdade de citar algumas que muito me agradam : “Morning”, “Take Five” (desarruma com a voz!), “Your Song” (aquela do Elton John), “After All”, “Ac-cent-tchu-ate The Positive”, “My Favorite Things”, ”Água de Beber”, “Mas Que Nada”, “On Broadway”, “The Greatest Love Of All” e “Summertime”,  entre tantas outras “de respeito”.

Internado com diagnóstico de “exaustão”, faleceu em Los Angeles por volta das 5:30h da manhã deste domingo.

Voz modelo, quase única, continuará sendo fonte de inspiração pra muitos e muitos profissionais ..

Um ícone. Uma lenda : AL JARREAU.

No nosso próximo “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” uma singela homenagem ao homem que fez da voz um instrumento. Não abro mão de sua audiência.

No vídeo, uma pequena amostra de sua habilidade com o “gogó”.


 (Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

10 CLÁSSICOS FAMOSOS NOS DESENHOS

Hoje tá mudando. Mas os da minha geração e algumas seguintes, com muita certeza, sentem imensa saudade das trilhas dos desenhos que nos amarravam e aos nossos filhos diante da TV, saboreando hilariantes situações de um Pernalonga, Mickey, Pica-Pau e muitos outros personagens que nos encantavam e nos divertiam. Então...As tais trilhas, principalmente as dos desenhos produzidos entre os anos 40 e 60, quase todas eram peças clássicas super elegantes. Ainda não havia o tal funk carioca pra “embelezar” o áudio dos filmes...Bem, deixa pra lá. Vamos ao que interessa: as dez mais consagradas peças clássicas que fizeram sucesso como trilha dos nossos desenhos inesquecíveis.

“Conto dos Bosques de Viena”- Opus 325 – Johann Strauss II, de 1968.

“Valsa do Minuto” – Valsa em Ré Bemol Maior – Opus 64, nº 1- Frédéric Chopin, de 1847.

“Danúbio Azul” – Op. 314 – Johann Strauss II, 1866.

“A Noiva Vendida” – Bedrich Smetana, de 18663/66.

“Morning, Noon and Night in Vienna” – Franz  von Suppé, de 1844.

“O Barbeiro de Sevilha” – Abertura – Gioachino Rossini , de 1816.

“O Barbeiro de Sevilha” – Largo al Factotum – Gioachino Rossini , de 1816.

“Sinfonia nº 7” – Ludwig van Beethoven , de 1811

“Träumerei” (“Dreaming”) – Robert Schumann, de 1838.

“Danças Húngaras” – Johannes Brahms, de 1869.

(Colaboração : Stela Bettarello)

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SALVE JORGE, SIMPATIA


Quando eu era moleque seu som não me despertava interesse algum. Achava maçante, repetitivo e até pobre.

Bem, na verdade, sua música é do tipo “econômica”: poucos acordes, poucas notas e, lá atrás, no princípio, letras bem simples e fáceis de se cantarolar.

Mas aí é que tá a chave da coisa: simplicidade ! A melodia contagia e o negócio gruda !

Quando comecei a subir no palco e animar a torcida foi que percebi a genialidade do camarada ! Fiquei fã de carteirinha de Jorge Duílio Lima Meneses, aliás, Jorge Ben, quero dizer, Jorge Benjor. Melhor ainda: Jorge Ben Jor (Ufa !),carioca de Madureira, criado no Rio Comprido, que queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo.

A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas sempre bastante inovador. Seu estilo característico possui diversos elementos, entre eles rock and roll, samba, samba rock, bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip-hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos. A obra de Benjor tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norteamericanos. Além disso, trouxe influências árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia.

Sua primeira aparição na cena se deu em 1963 com “Mas Que Nada”, seguida de “Chove Chuva”, duas canções que nada tinham a ver com a bossa nova, nem com o samba. Os puristas de então achavam que sua música era moderna demais. Era difícil para os músicos da época acompanhá-lo, tanto assim que seus primeiros discos foram gravados com um conjunto que tocava jazz no Beco das Garrafas, o “Meirelles e o Copa 5”, liderado pelo saxofonista J. T. Meirelles.

“Mas Que Nada” é uma das canções em língua portuguesa mais executadas em todo o mundo até hoje, principalmente nos Estados Unidos, na versão do pianista brasileiro Sérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas. Seu êxito é comparável ao de “Garota de Ipanema”, tendo ainda sido regravada por artistas como Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Al Jarreau, Herb Alpert, José Feliciano, Trini Lopez e Coldplay (vide Rock In Rio 2011). Outras composições suas como “Zazueira” são constantemente regravadas pelo mundo afora.

Entre os inúmeros sucessos de Jorge Ben Jor, também são marcantes: “País Tropical” (que estourou primeiro na voz de Wilson Simonal), “Que Pena”, “Que Maravilha” (uma de suas raras parcerias, com Toquinho), “Cadê Tereza”, “Fio Maravilha”, “W/Brasil”, “Ive Brussel” e muitos outros, em outras vozes, como as de Elis Regina, Caetano Veloso, Gal Costa, e por aí afora.

Uma de suas mais marcantes criações, “Taj Mahal”, de 1972, foi plagiada por Rod Stewart com o nome de “Do Ya Think I’m Sexy ?”. Depois de longa discussão, os dois fizeram um acordo extrajudicial.

Apelidado de “Babulina” por conta da pronúncia do título do rockabilly “Bop-a-Lena” do americano Ronnie Self, o “vovô” nascido em março de 1945 continua contagiando e agitando platéias de todas as idades por todo o Brasil. Aliás, é enorme o número de jovens que cultuam seus temas, sua batida e seu suingue, lotando seus show. “Salve, simpatia !”

No nosso “BENY CHAGAS MUSIC SHOW” de domingo próximo tem “Zazueira”, com Astrud Gilberto.

Fontes : “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

               Informações na Internet

               Cadernos de Anotações.

 (Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

CURIOSIDADES DO MUNDO MUSICAL- PLÁGIOS

Quando uma música tem oito compassos semelhantes a outra, já criada anteriormente, é considerada plágio, ou seja, cópia não autorizada da obra de outro.

Além do caso entre Jorge Ben Jor e Rod Stewart, citado na matéria acima, existem inúmeros outros registros de sucessos que geraram grandes brigas e dor de cabeça aos seus autores.

Entre os clássicos exemplos, vamos enumerar seis :

“Feelings”,do brasileiro Morris Albert, que teria plagiado “Pour Toi”,de Louis “Loulou” Gasté ;

“My Sweet Lord”,de George Harrison, copiada de “He’s So Fine”,de Ronald Macky, do grupo The Chiffons;

“I Wanna Be Starting Over”,de Michael Jackson, foi inspirada em “Soul Makossa”,do saxofonista e cantor Manu Dibango;

“O Careta”,de Roberto Carlos, foi baseada em “Loucuras de Amor”,de Sebastião Braga;

“Ghostbusters”,de Ray Parker, Jr foi feita na cola de “I Want a New Drug”,de Huey Lewis;

“Come Together”,de Lennon e McCartney, é a cara de “You Can’t Catch Me”,de Chuck Berry.

Em uma das próximas edições traremos outros títulos de canções famosas que deram o que falar.

Fontes : Internet e Caderno de Anotações.

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ANTÔNIO BRASILEIRO


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim é considerado um dos mais importantes compositores da música do Brasil, principalmente da bossa nova. Linhas melódicas memoráveis e harmonias criativas possibilitaram sua projeção mundialmente, com suas dezenas de obras primas tendo sido gravadas pelos mais importantes nomes da música universal.

Nascido na zona norte do Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1927, TOM JOBIM logo foi morar em Ipanema, o epicentro da bossa nova. Começou a tocar violão aos 14 anos, desenvolvendo as habilidades de compositor e arranjador. A ausência do pai, Jorge de Oliveira Jobim, durante a infância e adolescência, lhe impôs um contido ressentimento, desenvolvendo no jovem uma profunda relação com a tristeza e o romantismo melódico, transferido peculiarmente para as suas construções harmônicas e melódicas. Estudou piano e composição com Hans-Joachim Koellreutter, compositor, professor e musicólogo de origem alemã que, tendo se mudado para o Brasil em 1937, veio a tornar-se um dos nomes mais influentes na vida musical no país.

Em 1952 Tom começou a trabalhar na gravadora Continental como responsável pelos arranjos das gravações.

Em 1956, a convite de Vinícius de Moraes, escreveu as canções da peça “Orfeu da Conceição”, entre elas “Se Todos Fossem Iguais a Você”, com letra do próprio Vinícius.

Nos anos seguintes compôs, em parceria com Dolores Duran, dois grandes sucessos: “Estrada do Sol” e “Por causa de Você”. No mesmo ano aconteceu outra consagração, “A Felicidade”, música escrita em parceria com Vinícius de Moraes que viria a integrar a trilha sonora do filme “Orfeu de Carnaval”, do francês Michel Camus, vencedor do Festival de Cannes, na França.

“Chega de Saudade”, “Desafinado” e “Samba de Uma Nota Só” vieram na seqüência. Em 1962 escreveu, também juntamente com Vinícius, seu maior sucesso: “Garota de Ipanema”.

Em 1967 gravou um disco com Frank Sinatra, “Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim” No ano seguinte venceu o Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, com a música “Sabiá”, em parceria com Chico Buarque de Hollanda.

O espaço aqui fica pequeno para enumerarmos a obra do “Maestro Soberano” de uma só vez. Podemos citar ainda, dos anos 70, o sucesso de “Águas de Março”, que veio a ser outra de suas criações super gravados ao redor do mundo. Ele e Elis Regina gravaram , em 1974, o LP “Elis e Tom”, um dos mais cultuados dos últimos tempos.

Em 1987 gravou o álbum “Urubu”, no qual mostra seu lado sinfônico, influenciado por Heitor Villa-Lobos.

Seu último trabalho foi “Antônio Brasileiro”, lançado em novembro de 1994, um mês antes de sua morte, que ocorreu no dia 9 de dezembro daquele ano, em Nova Iorque, EUA.

O trisavô paterno do maestro, José Martins da Cruz Jobim, era natural de Jovim, Gandomar, Portugal. O sobrenome de Jobim alude a essa localidade. A bisavó do compositor, Maria Joaquina, era meia-irmã do Barão de Cambai, Antônio Martins da Cruz Jobim. Era descendente, também, do bandeirante Fernão Dias Pais.

Fontes :  “Enciclopédia do Estudante-Música”

                “A Canção No Tempo” – Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello

                Informações na Internet

                Cadernos de Anotações.

 (Foto: Liga Entretenimento/Divulgação)

3 CURIOSIDADES DO MUNDO MUSICAL

1. Não só a escolha da madeira, tanto do braço quanto do corpo, mas também o seu corte, são essenciais na construção de uma guitarra e exercem grande influência na sonoridade. Um material mais denso e mais pesado pode alterar a vibração da madeira e seu timbre, podendo modificar seu custo final. Só pra ilustrar, entre os grandes guitarristas, cada um em seu estilo, podemos citar Eric Clapton, B.B.King, Nile Rogers, Pepeu Gomes e Joe Pass. Mas temos muitos, muitos outros que vamos citar aqui oportunamente.

2. A palheta é a responsável pela emissão do som pelo saxofone e, para fácil entendimento, está para o instrumento assim como a corda está para os instrumentos de corda. Ao soprarmos a boquilha, é gerada uma coluna de ar que faz vibrar a palheta, produzindo o som. Também só pra ilustrar, entre os grandes saxofonistas temos John Coltrane, Charlie Parker, Stan Getz, Kenny G., Hermeto Pascoal, Léo Gandelman e Moacir Santos.

3. O cavaquinho é um instrumento de 4 cordas, menor que a viola, de uso muito comum entre os artistas de samba, no Brasil. É procedente da cidade portuguesa de Braga e além de Portugal e Brasil, é usado em Cabo Verde e Moçambique. Aqui, historicamente é ligado ao chorinho, compondo a estrutura básica dos grupos do gênero, ao lado do bandolim, da flauta e violão. Waldir Azevedo, Roberto Barbosa (o Canhotinho) e Aníbal Sardinha (o Garoto) são considerados as principais referências na execução do instrumento.

Fontes : Internet e Caderno de Anotações.

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