Atemporal... um blend que deu certo

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Na semana do “Dia Mundial do Malbec”, para comemorar, comecei no almoço de domingo degustando o vinho Alta Vista Atemporal.

Sou fã de vinhos varietais elaborados com a uva Malbec, e com certeza ainda vamos falar muito sobre eles.

Mas este, é um blend, que ao meu ver, e degustar, deu muito certo. O Blend é quando um vinho é elaborado com mais de um tipo de uva. Isto também é usados para Whiskies e outras bebidas. 

A mistura de mais de uma uva, quando feita por bons produtores, é a procura de tornar o vinho com características especifica, o que na maioria das vezes cria grandes vinhos e novos sabores. É o que tradicionalmente acontece em Bordeaux, e. com os franceses produtores de Bordeaux, não dá para discutir, não acham?

O Vinho que degustei foi o Alta Vista Atemporal elaborado com as uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot.

O produtor conseguiu ter o melhor de cada uva, o que resultou em um vinho seco, encorpado com o paladar muito equilibrado. O que só melhorou passando 12 meses em barrica de carvalho francês.

O que é um paladar equilibrado? Bem, “não sobra nada”... isto quer dizer que a composição do blend ficou perfeita. O produtor conseguiu reunir o melhor de cada uma destas uvas. Este é um vinho com 14,5% de álcool e mesmo assim, na temperatura certa, entre 16º e 18º, não percebemos que é tão alcoólico.

A Alta Vista é uma vinícola de uma família francesa que já tem uma longa história com a produção de vinhos. E trouxeram para a Argentina o conceito europeu de terroir. É considerada uma das melhores vinícolas da Argentina e seus vinhos sempre surpreendem.

Uma boa dica para estas noites que já começam a refrescar.

Descorchados 2018...EU FUI (e conto um pouco)

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No post anterior coloquei sobre o lançamento do “Guia Descorchados” que aconteceu na última terça feira , dia 10, em São Paulo .

Bem, como falei no post anterior, “Guia” é uma palavra muito pequena para este livro... o que pude constatar chegando ao evento, que também está de parabéns quanto ao espaço e organização.

O ambiente foi separado por países, onde cada produtor tinha o seu espaço, apresentando e colocando em degustação os seus produtos para cada participante.

Tudo estava integrado e “era uma grande festa”, onde os apreciadores do “Mundo do Vinho” podia degustar um ótimo Malbec argentino, conhecer um Albariño produzido no Uruguay, apreciar os bons Cabernets chilenos e se deliciar com os grandes espumantes nacionais, que estavam muito bem representados.





Descorchados 2018

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Na próxima semana será o lançamento do Guia Descorchados 2018 no Brasil.

Uma curiosidade, o termo Descorchados, que para o nossa língua portuguesa parece um pouco estranho, tem como tradução “desarrolhados”.

Como já falamos no post sobre este guia no ano passado, este é o maior guia de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil.

E neste ano completa 20 anos... o que é motivo de muita alegria para os apreciadores de vinhos. Uma iniciativa , que começou apenas com produtores chilenos e se expandiu , e que deu muito certo.

Hoje informa e ajuda apreciadores do “Mundo do Vinho” a conhecer melhor e descobrir grandes vinhos e ótimos produtores.

Apesar do nome “Guia”, é muito mais que isto, trata-se de um “Grande e completo) Livro sobre Vinhos Sul-Americanos”.

A edição de 2018 conta com grandes exemplares de 180 vinícolas argentinas, 220 chilenas, 30 uruguaias e 39 brasileiras, onde foram degustados mais de 3 mil vinhos.

Quando o Brasil começou a fazer parte deste “Livro”, só participavam os espumantes, hoje podemos contar com os tintos, brancos e até o “ainda pouco conhecido Vinho Laranja”.

Segue abaixo a relação dos vinhos premiados (fonte http://paladar.estadao.com.br)

OS MELHORES DO ANO 

(Em algumas categorias houve empate, então dois rótulos dividem o pódio)

Espumante brasileiro 

● Orus Edição Especial Silvia 1972 Nature Rosé Clair NV – Serra Gaúcha por Adolfo Lona  (93 pontos)

● Sur Lie Natura 30 Meses Chardonnay, Pinot Noir NV – Vale dos Vinhedos por Casa Valduga (93 pontos) 

Branco brasileiro 

● Pizzato 1.3 Sémillon 2017 – Vale dos Vinhedos por Pizzato (92 pontos)

● Luiz Argenta Cave 8 Anos Chardonnay 2010 –  Altos Monte por Luiz Argenta (92 pontos)  

Tinto brasileiro

● Miolo Single Vineyards Touriga Nacional 2017 – Campanha Gaúcha por Miolo Wine Group (93 pontos)

● Vinhas Velhas Tannat 2015 – Campanha Gaúcha por Miolo Wine Group (93 pontos)  

Vinho laranja brasileiro

● Era dos Ventos Peverella 2014 Serra Gaúcha por Era dos Ventos (94 pontos) 

Espumante chileno 

● Chardonnay, Pinot Noir NV - Casablanca por Morandé (94 pontos)  

Branco chileno

● Las Pizarras Chardonnay 2016 – Aconcágua por Errázuriz (97 pontos)

● Talinay Sauvignon Blanc 2017 – Limarí por Tabalí (97 pontos) 

Tinto chileno

● RHU 201 – Elqui por Viñedos de Alcohuaz (98 pontos)

● Chadwick 2015 – Maipo por Viñedo Chadwick (98 pontos) 

Espumante argentino

● Ayni Nature Sparkling Wine Pinot Noir N/V Paraje Altamira por Chakana (94 pontos) 

● Baron B Brut Rosé 2014 – Mendoza por Chandon (94 pontos)  

Branco argentino 

● Adrianna Vineyard White Bones – Mendoza por Catena Zapata (97 pontos) 

Tinto argentino

● Seminare Malbec 2016 Gualtallary por Gen del Alma (99 pontos) 

Espumante uruguaio 

● Bodegas Carrau Dixième Brut Nature Chardonnay NV Las Violetas por Bodegas Carrau (92 pontos) ● Pizzorno Rosé Brut Nature Pinot Noir 2016 Canelón Chico por Pizzorno Family Estates (92 pontos)

Branco uruguaio

● Single Vineyard Albariño 2017 – Maldonado por Bodega Garzón (93 pontos)

Tinto uruguaio 

● Deicas Valle de los Manantiales Tannat 2016 – Maldonado por Bodega Familia Deicas (95 pontos)

Bem, para quem aprecia um bom vinho... vamos comemorar o lançamento deste Grande Livro com bons vinhos Sul Americanos???

São muitas as opções... é só escolher por onde começar.

Seña : uma parceria que deu muuuito certo

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O “Mundo do Vinho” tem vários ícones e exemplos bons e ruins de como fazer um vinho.

Algumas vezes a mudança de terroir ou teste com uvas ou técnicas diferentes ou algumas parcerias podem dar errado, mas provavelmente o produto não vai para o mercado e nós consumidores não ficamos sabendo.

O que pouca gente sabe , é que quando um produtor lança um vinho, este produto está sendo elaborado e testado a anos o que custa muito dinheiro além de gastar muito tempo.

Quando estes esforços dão certo, nós consumidores somos presenteados com “magia” engarrafada. E foi isto que aconteceu com o Seña (selo, marca , assinatura), uma parceria que deu muito certo.

O encontro de Eduardo Chadwick com Robert Mondavi, grandes nomes do vinho um Chileno e o outro Norte Americano, foi o primeiro passo para a realização do que seria o Seña.

Hoje o Seña é elaborado com a combinação de 6 tipos de uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec, o que dá ao vinho um grande potecial de envelhecimento e grande complexidade.

Mas não foi sempre assim, o primeiro Seña em 1995 reunia as grandes produções do Vale do Aconcágua, com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Carmenère.Ainda não tinham encontrado o Terroir que procuravam, mas já tinham um grande vinho.

Com o Seña a qualidade do terroir chileno foi aprovada e reconhecida mundialmente, este vinho participou de vários concursos no mundo e sempre surpreendeu . Foi considerado o primeiro “Grand Cru Chileno”.

Hoje a produção é da responsabilidade de Chadwick e este vinho ganha cada vez mais fãs.

Para os amantes do vinho, este é sem dúvida um que deve ser degustado.

Roses da Provence

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No mês da mulher, vamos falar dos roses da Provence, vinhos leves e delicados com personalidade marcante.

Provence ,região situada no sudeste da França, onde se produz os melhores roses da França e ainda é considerada a região vinícola mais antiga deste país.

Sim... a região dos lindos campos de lavanda é uma grande produtora de vinhos.

Com base nas uvas Cinsault e Grenache, os roses da Provence são refrescantes, frutados com aromas florais e devem ser degustados gelados enquanto jovens, o que não quer dizer que são doces. Esta região é conhecida mundialmente por seus vinhos roses secos.

A produção dos roses somam 90% do total, deixando 7% para os tintos e 3% para os brancos.

A denominação de Origem Controlada, Côtes de Provence, atesta a qualidade dos vinhos, mas não os padroniza. Devido ao longo território, a topografia variada e as diferenças climáticas, encontramos uma grande diversidade de aromas e sabores.

Os tintos apesar de terem uma produção pequena, estão se mostrando como acima da média, o que deve incentivar a produção e o interesse do mercado. Neste caso são cortes das uvas Shiraz, Cabernet Sauvignon e Mouvèdre.

Os maiores consumidores dos roses são os próprios franceses, sendo que quase a metade é consumido na própria região.

O vinho que foi considerado por muito tempo de baixa qualidade e com paladar fraco, hoje tem sua qualidade reconhecida, aparece entre os grandes vinhos e seus consumidores só aumentam.

E você, já degustou um bom vinho rose? 


O aquecimento do planeta no mundo do vinho

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Se você acredita em aquecimento do planeta, eu não sei, mas que o clima está mudando, não tenho dúvidas.

Mesmo o Mundo do Vinho sente esta mudança e tem que se adaptar a ela da melhor forma possível.

A parreira é uma planta muito resistente, segundo alguns especialistas , ela deve se adaptar a estas mudanças, mas isto demanda tempo. Ao contrario da parreira, as uvas são frágeis e são as primeiras a sentirem o sinal desta mudança... estranho uma planta forte e a sua fruta tão delicada, mas é isto mesmo.

Não precisam ficar assustados, provavelmente o vinho não vai desaparecer... mas aquele vinho preferido ... vai mudar pelo menos um pouco.

Assim como os produtores vão ter que se adaptar a esta nova realidade, por exemplo já se colhe uva na França antes do que se colhia normalmente.

Quando o clima muda, com ele muda todo o conceito de Terroir, e este é um fator determinante para se elaborar bons vinhos.

Algumas bactérias nocivas podem aparecer e os “bons fungos” como a botrytis podem não conseguir agir da maneira certa... perderíamos grandes vinhos.

As noites mais quentes deixaram os vinhos com menos acidez, o que para muitos vinhos é uma grande perda... lugares onde se plantam vinhos brancos, serão indicados para vinhos tintos, colheitas serão melhores durante a noite para não fazer a uva sofrer.

Todas as mudanças que conseguimos prever e muuuitas que não se tem ideia já assustam os produtores e apreciadores desta bebida... o mapa do vinho será redesenhado, assim como os sabores e aromas.

É uma mudança lenta mas, pelo que parece, inevitável. O que podemos fazer é usar dos conhecimentos e técnicas para contornar e adaptar as plantas e produções.

E você,o que faz pelo seu mundo? O que acha de nos juntarmos para deixar este aquecimento o mais lento possível?

Seja consciente... pode começar nas pequenas coisas...
Separe o seu lixo reciclado, não pegue ou pegue poucas sacolinhas plásticas no supermercado,plante arvores ou cuide de um jardim, economize águe e energia.

Pronto.... já está melhorando o Planeta que você vive. Não é tão difícil assim... faça as contas, quantas sacolas plásticas chegam em sua casa por semana? Em compras ou alguma coisa que te levaram ou você buscou? Vamos dizer, por exemplo , que 10 sacolas... bem 10 vezes 52 semanas.. são 520 sacolinhas por ano. Quantos vizinhos você tem? E amigos? Multiplica por eles... Agora imagina isto tudo nos rios e mares... e isto foi só por um ano... e nem falei nas pessoas da sua cidade, do estado ou do país.

O que acha de chamar os amigos, abrir um vinho, e conversarem sobre aquecimento global e maneiras simples de ajudar o Planeta?

Com certeza, mesmo sem ser produtor, ou morar na França, Itália ou Portugal, você estará ajudando o Mundo do Vinho a passar por esta mudança mais devagar.

 

MITOS SOBRE VINHOS

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Já que no post anterior comecei a falar que para degustar vinho não temos que ter um evento especial ou hora, existem também vários mitos que atrapalham o consumo desta bebida, alguns inclusive aumentando o “tal excesso de glamour” que como contei atrapalham e muito as pessoas entrarem neste “mundo de sabores e aromas”.

Vou abordar aqui alguns mitos, mas não se engane, são muitos(inclusive ainda me assusto com alguns) e se fosse escrever todos, ficaria muito chato... então colocamos um post de cada vez.

Quanto mais velho melhor – este é sempre o primeiro “mito” que escuto, ou algo tipo “vinho velho que é bom”. A idéia de “envelhecer” vinho em casa, não é uma boa. Com exceção dos “grandes vinhos”, que foram produzidos com estrutura para envelhecer, o restante tende a estragar.

Quando o vinho ganha com o envelhecimento, normalmente a vinícola que o produz já deixa o produto envelhecer nas suas caves, e só depoislibera para venda.

Alguns vinhos são produzidos para “melhorar com a idade”, recebem o nome de “Vinho de Guarda”, mas isto não acontece co o “vinho de todo dia”.

 Vinho com mais de uma uva é inferior – Muitas pessoas entendem e seguem como regra, que vinhos elaborados com mais de um tipo de uva , o chamado Corte, são inferiores. Não existe engano maior... e posso provar , pois grandes vinhos de Bordeaux e os Champagnes têm mais de um tipo de uva. Assim como bons vinhos portugueses e italianos. E este pessoal produz vinho de alta qualidade, já faz um tempo.

Vinho doce é para quem não entende – isto também escutamos muito... se fosse verdade, com certeza o “Mundo do Vinho “ perderia muito... o que faríamos sem os grandes vinhos do Porto? O Sauternes ou os Late Harvest? Sem falar em muitos outros.

Se me permite uma opinião... o Mundo ficaria mais triste sem o Vinho do Porto.

Vinhos de má qualidade adoçados são sim produtos sem qualidade, mas hoje já encontramos bons vinhos suaves, que ajudammuitas pessoas a conhecer e entrar no Mundo do Vinho. É muito difícil uma pessoa que nunca degustou vinho começar pelos mais secos e encorpados... é um mundo novo de sabores a ser descoberto aos poucos, ou você daria para uma pessoa que nunca comeu pimenta, uma das mais ardidas para ela morder?

Abrir a garrafa e deixar o vinho respirar – Este mito é um pouco mais complicado... várias pessoas gostam de fazer este ritual, mas tecnicamente falando... não resolve. Os vinhos de guarda devem sim respirar um pouco, este é o nome quando o vinho entra em contato com o ar depois de aberto. Este processo “abre os aromas” mas se o vinho estiver em uma garrafa, a superfície em contato com o ar é mínima e os 15 minutos, que você vai deixar não vão melhorar significativamente. Na verdade a sua taça faz este trabalho melhor que a garrafa. Para isto existe o Decanter, aquela “jarra” bonita que alguns restaurantes usam. Além de decantar o vinho de guarda(separar a parte sólida), a superfície em contato com o ar é muito maior.

Uvas tintas sempre produzem vinhos tintos – Em um dos posts já falamos sobre isto, mas sempre é bom lembrar... uvas tintas podem produzir vinhos brancos, NUNCA o contrário.

Isto acontece porque a cor está na casca, e a polpa é clara. Não temos muitos vinhos brancos produzidos com uvas tintas, mas os grandes Champagnes usam sim em seu Corte a mistura de uvas brancas e tintas, geralmente Chardonnay, branca e a tinta Pinot Noir) e o resultado é uma bebida clara.

O legal do “Mundo do Vinho” é degustar e conhecer sem deixar se influenciar por regras que muitas vezes são inventadas para complicar.

Existem sim regras boas que ajudam a “tratar bem” o vinho melhorando os sabores e aromas. Mas a palavra é: questione... e sempre escolha vinhos de qualidade, afinal é você quem vai degustar.

Degustando mais vinhos...

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Existem varias “inverdades” sobre o mundo do vinho, mas a maior delas para mim é o “glamour” exagerado que atribuem a esta bebida. A ponto de várias pessoas não quererem experimentar ou mesmo se sentirem inferiores por não “entender” sobre o assunto.

Bem vamos acabar com um mito agora... ninguém sabe tudo sobre vinho, então não se preocupe... o Mundo do Vinho é um aprendizado constante.

O vinho que o seu amigo gosta, nem sempre vai ser o seu preferido. Isto porque gosto cada um tem o seu e isto varia conforme a parte fisiológica de cada um, até experiências boas ou ruins adquiridas ao longo da vida. O que sempre digo é para sempre escolher um produtor sério, de boa qualidade.

Existem vinhos de má qualidade. Sim, infelizmente alguns produtores estão interessados só em ganhar dinheiro. Não estou falando de alguma safra que não foi boa, ou um erro na produção. Um modo fácil de entender isto é: veja se o preço condiz com todo o trabalho para elaborar um vinho. Levando em conta desde a mão de obra, o tempo que demorou para colheita, para elaboração, o valor da garrafa, o valor do rótulo e da rolha , os grandes impostos que são cobrados e ainda o lucro do produtor, do importador, caso seja importado, e do comerciante, sem ainda falar no frete. Muita coisa né? E olha que nem falei das barricas de carvalho francesas e outros gastos .

Não precisa ser um vinho caro... pode deixar estes para os grandes momentos e comemorações, mas tem que ser um preço real.

Quanto a eventos para tomar vinho... por favor, não entre nesta. Vinho se toma em qualquer evento ou mesmo fora deles. Eu conversei sobre isto com o meu amigo Murilo, estes dias. Estávamos em uma pizzaria e ninguém no lugar tomava vinho... e pizza com vinho harmoniza super bem.

Talvez seja um pouco a culpa da nossa cultura brasileira, onde o vinho chegou tarde a nossas mesas. Mas já não é mais assim. Temos vinhos para todos os gostos, climas e bolsos... o Brasil produz ótimos vinhos, mas quer um importado? Ótimo... temos argentinos, chilenos, portugueses, franceses , italianos, australianos, sul africanos... só para falar dos mais conhecidos. E quanto aos tipos... brancos , roses, tintos , espumantes, licorosos, secos, meio secos, suaves... quantas uvas diferentes... e a mesma uva dependendo do terroir e do produtor pode fazer vários tipos de vinhos.

E além de tudo é provado que vinho faz bem para saúde inclusive para o coração (e eu acrescento que também faz bem a alma), claro que tomado com moderação. Isto eu já falei e repito... é cultura, história e geografia dentro de uma garrafa. Se você escolheu um bom vinho, você está degustando o resultado de anos de dedicação de vidas que podem estar no sul do Brasil, como do outro lado do oceano.

Não é só uma bebida... concorda?

Então... reúna os amigos e vamos degustar mais vinhos...

Vinho para o Carnaval...

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O Carnaval está aí e o que acha em levar vinho para o Carnaval?

Diferente? Estranho? Nem tanto... Vinho é uma bebida que combina com vários momentos de alegria, e o Carnaval é uma delas.

Além disto, que já é motivo suficiente para abrirmos uma garrafa, o carnaval e o vinho tem uma história que se entrelaça. Segundo algumas fontes, o carnaval teve origem na Grecia... uma festa onde veneravam o deus Dionísio, o deus da vindima, que depois em Roma foi chamado de Baco. Outra fontes dizem que o Carnaval teve origem no Egito , uma festa para o Deus Osiris, onde festejavam o recuo do rio Nilo.

E um feriado mais alegre que o Carnaval...desculpe, mas não existe. 

Para os que adoram pular Carnaval , adoram a animação dos blocos, trios,  escolas de samba, maracatu, confetes, serpentinas e muita purpurina, o vinho vai muito bem.... espumantes são uma ótima ideia. Gelados e muuuito refrescantes. Está aí mais uma ótima ocasião para dse degustar espumantes durante o ano. Além dos drinks elaborados com vinho que já falamos aqui, e são ótimas opções para estes dias . 

Veja o que já falamos: http://www.jornaldafranca.com.br/gelo-no-vinho-pod...

E para as pessoas que não gostam  deste tipo de folia, que preferem aproveitar o feriado em um lugar mais calmo... com amigos, a família ou mesmo sozinho. Um bom vinho é uma ótima companhia.

Para o carnaval a dica é aproveitar da sua maneira e de preferência degustando um bom vinho.

Para quem mora em Franca-SP outra dica bem legal é acompanhar o cortejo do Grupo Cangoma. Se você não conhece, vale a pena conhecer...

https://www.facebook.com/grupo.cangoma

ALSÁCIA... vinho francês com sotaque alemão

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A Alsácia é uma região francesa situada na região leste no país, fazendo fronteira com a Suíça e Alemanha . Mas nem sempre foi assim... numa explicação rápida para não ficar chato, afinal a ideia aqui é falar de vinho apesar de adorar história.A região da Alsácia, que fica entre o rio Reno e as montanhas dos Voges, mudou de lado várias vezes, pertencendo a França e Alemanha .

Com isto, esta região mistura muito as culturas francesa e alemã, o que não foi diferente com o vinho. É o caso de dois ícones desta região, o Gewurztraminer e o Riesling. Duas uvas brancas que fazem a Alsacia ser conhecida mundialmente por sua qualidade na produção de vinhos.

A produção de vinhos brancos são maioria na Alsácia, em torno de 92%, aproveitando do microclima e os diversos tipos de solo a produção tem sempre boas surpresas. Os restantes 8% são tintos e roses.

Apesar de serem cultivadas a maioria de uvas alemãs, os vinhos da Alsacia são elaborados com características francesas, o resultado são vinhos mais ricos em aromas e sabores e mais secos que os alemães.

Além das conhecidas Gewurztraminer e Riesling, são plantadas também as variedades Pinot Gris, Pinot Blanc, Muscat D’Alsace Sylvaner, Pinot Blanc, Pinot Noir e Chasselas.

O nome do tipo de uva usado para elaborar um vinho , na Alsacia, geralmente é colocado no rótulo . E se você encontrar este nome , tenha certeza que aquele vinho foi produzido com 100% daquela uva, o que não acontece em outras regiões.

Se você gosta de vinho branco, com certeza vai adorar os da Alsacia. Se não é muito o seu paladar, o que acha de experimentar? Com certeza vai se surpreenderdescobrindo aromas e sabores típicos da região.