Corrida e Espumante

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O que corrida tem a ver com espumante? Bem, até algum tempo atrás eu achava que nada.

Mas corrida, noite e espumante hoje em dia tem tudo a ver... não entendeu? Vou explicar como.

A combinação destas 3 coisas foram usadas em um evento realizado em Bento Gonçalves.

E se você está pensando que não tem nada para dar certo... engano seu... já deu.

Dia 11/11 foi realizada a 4ª “Sparkling night run” . Isto mesmo, corrida a noite com a chegada com direito a degustação de espumantes.

Só alegria... este é o resultado quando juntam se pessoas apaixonadas por corrida e espumantes.

A corrida acontece na cidade de Bento Gonçalves, sendo 5km ou 10km.

E aí animou para o próximo ano?

Mais informações acesse o site: http://www.sparklingnightrun.com.br/

Agora se 5 ou 10km já são passado na sua vida... e quer mais emoção... 

Foi realizada no Vale dos Vinhedos em Maio de 2017 a Wine Run (http://www.winerun.com.br/vinhedos/) com 21km . E para quem conhece o Vale, sabe que esta deve ser uma das mais bonitas em visual, mas as “ladeiras” sempre vão te lembrar que está ali para correr e se superar e não só para apreciar as lindas paisagens.

Também estão promovendo este evento no Vale do São Francisco, com o percurso de 10 milhas, em torno de 16km.

Bem, mais uma grande ideia unindo esporte e o “Mundo do Vinho”.

E aí... topa treinar para o próximo ano? 

PISCO também é produzido com uva

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Hoje não vamos falar de vinho, mas sim de outra bebida produzida a partir da uva....O Pisco

O nome Pisco é de origem “Quechua”, um idioma pré colonização da America do Sul, usado até hoje em alguns países nos arredores dos Andes, significa “ave”.

Mas para nós, hoje o Pisco é um destilado de uva produzido no Peru e no Chile.

 E curiosamente estes países discordam em relação ao Pisco. Para o Chile, Pisco é um nome genérico da bebida, já no Peru, Pisco é uma “Denominação de Origem” entendendo que só pode ser produzida no Peru. 

As uvas usadas nas produção de cada país também são diferentes, sendo que no Chile as principais são a Moscatel, a Toprontel e a Pedro Jimenez e no Peru nos Piscos puros são usadas as Mollar, Negra Corriente e Quebranta, e nos aromáticos usam a Moscatel e uva Itália.

Bem não vamos entrar em tal discussão ... a ideia aqui é mostrar novos sabores e não discutir.

Tive a felicidade de conhecer Pisco em uma breve viagem ao Peru. Claro que já tinha experimentado a bebida antes, mas nada como conhecer mais e no lugar de origem. E como a viagem foi com pessoas queridas... a degustação foi muito melhor e com muitas e boas risadas.

O Pisco me lembrou a Grappa, é uma bebida forte com alto teor alcoólico, mas com um sabor específico e muito gostoso. No dia que degustamos , veio com as sobremesas e posso afirmar... estava ótimo.

Mas para quem não gosta de bebidas fortes, existem variações de coquetéis com o Pisco que são ótimos. 

É o caso do Pisco Sour ou dos Chilcanos, degustamos o Pisco Sour e o Chilcanazo, que é feito com gengibre e manjericão, refrescantes e muito saborosos... com as companhias certas, que foi o meu caso, têm gosto de festa. 

Lembrando sempre que o Ceviche acompanha muito bem estas bebidas. 

Sempre que tiver oportunidade, bebidas como estas valem a pena degustar e se estiver com boas companhias, tenha certeza que vai render muitas histórias e boas lembranças.

Primeiro lote de Espumantes Brasileiros são retirados do mar...

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Como falei no post de 23/06/2017, aqui está as mais recentes notícias sobre os Espumantes Nacionais que “dormiam” no fundo do Mar.

Em uma operação realizada no dia 12 de outubro, a Miolo fez a operação de retirada das garrafas de Espumantes do fundo do mar da região de Bretagne, na França.

Segundo o produtor, estes rótulos devem chegar ainda este ano ao mercado brasileiro e europeu, lembrando que trata-se de edição especial limitada.

“No Brasil e na Europa há grandes expectativas em relação à retirada das garrafas do mar. Estamos nos aproximando do final do ano, um momento expressivo para as vendas de espumantes e, sem dúvida, apreciadores e colecionadores vão querer ter em suas adegas e comemorações o primeiro produto brasileiro envelhecido em cave submersa”, comemora Adriano Miolo, superintendente do grupo.

Com certeza já é um Espumante esperado pelos apreciadores de vinho, inclusive eu.

E o melhor, é que em 2018 também teremos outros lotes que já estão submersos, para degustarmos com boas companhias.

Incêndio em Vinhedos da Califórnia...

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Infelizmente o post hoje é sobre uma notícia triste... o incêndio na Califórnia.

Primeiramente lamentando pelas vidas perdidas nesta tragédia...também pelos sonhos , casas , trabalhos e toda a natureza reduzida a cinzas... quantas pessoas , além das que perderam a vida, tiveram suas vidas afetadas por este incêndio de enorme proporção... que possam ter uma nova chance de recomeçar.

A notícias que eu gostaria de dar neste post é que tal incêndio acabou... mas não. Ainda consome parte da Califórnia.

Infelizmente o Mundo do Vinho perde muito com isto também.

É provável que no Brasil não consigamos entender tamanha perda, pois temos uma porcentagem ainda pequena de vinhos Norte Americanos por aqui.

Este incêndio atinge duas grandes regiões vinícolas do USA, o Napa Valley e Sonoma Valley, onde são produzidos os melhores vinhos do estado e do país. Apesar de representarem em torno de 10% da produção americana, esta região é considerada a mais valiosa, onde o padrão de qualidade é altíssimo, desde as uvas produzidas até os vinhos lá elaborados.

Esta produção e qualidade é responsável pelo turismo local que cresceu de maneira extraordinária nos últimos anos.  

Até agora foram 13 vinhedos queimados e 8 vinícolas destruídas, sendo que a real situação deve ser conhecida apenas quando as chamas não arderem mais. Aí sim teremos uma ideia do prejuízo causado e do tempo estimado para reconstrução do que foi perdido. No caso das parreiras com certeza o tempo vai ser longo , pois um bom vinho não se faz do dia para noite ou em um ou dois anos.

“SUR LIES”

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Você sabe o que quer dizer “Sur Lies”?

Esta é uma expressão usada no Mundo do Vinho para indicar que o vinho envelheceu e foi engarrafado com as leveduras da fermentação. Esta expressão também pode ser usada em inglês  “on the lees”.

Os vinicultores acreditam que em bons vinhos, este processo melhora ainda mais o resultado do produto final.

Seguindo esta tendência, a Casa Valduga lança o seu Espumante Sur Lies com tiragem limitada de 3 mil garrafas.

Isto quer dizer que o este espumante mesmo depois que sair da Casa Valduga, trará no seu interior leveduras, que mantém o vinho no processo de amadurecimento. Melhorando este produto , desde que guardado da forma correta.

A sua cor não é límpida como os demais espumantes e a rolha  é usada não é a tradicional de cortiça.

Este espumante é elaborado pelo o método tradicional(o mesmo dos grandes Champagnes), com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, maturando na garrafa por 30 meses nas caves da vinícola. Isto mesmo... 2 anos e meio e mais o tempo que você deixar guardado....

Isto imprime no seu espumante características únicas... cabendo a você  decidir a hora que estas leveduras vão deixar de agir e o momento certo de degustar.

Este é um espumante na sua forma mais bruta, sem tirar as leveduras, ou seja, sem o processo de “dégorgement” e sem o licor de expedição... uma mostra “nua e crua” da qualidade do produtor.

Interessado??? Estão disponíveis nas melhores lojas de vinhos... e lembre-se... é uma edição limitada.

Vinho solidário... Em uma festa do bem!

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Esta acontecendo este final de semana a Festa de San Gennaro , realizada pela APAE de Franca.

Segundo informações da APAE:

“A APAE atende em média 963 usuários diariamente. Anualmente, são cerca de 8.000 atendimentos individuais e familiares na área de Assistência Social, são em média 20.280 refeições servidas, 8.247 procedimentos de média complexidade realizados na área de Saúde.”

A festa conta com 450 voluntários os quais garantem o funcionamento das barracas onde  recebem  em média 3000 visitantes por dia.

Entre as delicias que podemos degustar nesta festa, todas preparadas e servidas com muito carinho, podemos destacar a famosa Fogazza (melhor da região), a Batata Recheada (que sempre acaba, se você gosta... é bom correr...) o Escondidinho, os deliciosos Risottos (com vários sabores), o Nhoque, Talharim,Lasagna, Pizza, Bruschetta , Crepe Suiço, Espetinhos, Chopp, bombons, Vinho, e outros

É lá que estamos ajudando a barraca do vinho, como fazemos a alguns anos. Um prazer em poder participar de uma festa tão bonita e que ajuda tantas pessoas a terem uma vida melhor.

Aqui fica o meu convite... se quiser tomar um vinho e bater um papo sobre esta bebida e suas histórias... passa na Festa... deguste as delicias e venha nos fazer uma visita... estamos abertos das 19h até a festa acabar.

Vai ser um prazer...

O novo Champagne da Formula 1

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O Champagne agora usado na Formula 1 tem a garrafa revestida por uma capa de fibra de carbono como os carros de corrida.

Segundo o chefe de marketing da F1, Sean Bratches: "A característica única de uma garrafa feita com carbono, o material tão representativo da incrível tecnologia em nosso esporte, é um elemento adicional que faz Champagne Carbon o produto perfeito para os pilotos celebrar com uma Fórmula Pódio do Grande Prêmio "

O podium da Formula 1 agora é regado com a Carbon... este é o nome da champagne que os vencedores vão fazer a festa comemorando a vitória. Uma garrafa que teve o processo de criação de 4 anos onde um artesão demora uma semana para deixa-la pronta.

O champagne escolhido para esta festa foi um Gran Cru Blanc de Blanc , 100% chardonnay, 2009 . Sabendo que os produtores tem grande experiência, pois estão neste ramo a mais de um século e a quase isto já tem seus próprios rótulos,esta parceria já é um sucesso.

Esta novidade foi conhecida no GP de Mônaco e é usada desde então.

A “Moda” do vinho

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Uns dias atrás, escutei de uma pessoa mais velha a frase que agora está na “Moda” tomar vinho, está na “Moda” entender de vinho.

Achei engraçado esta expressão: “Estar na Moda”, e entendi que neste caso que escutei, era uma crítica. Infelizmente não posso discordar totalmente.

Realmente, existem pessoas que só tomam vinho, ou fazem qualquer outra coisa, porque está na moda... Porque hoje é chique ou dá status. 

É provável que estas sejam as mesmas pessoas que quando vão a um restaurante , ficam em torno de 10 minutos girando a taça e fazendo uma “cena” enquanto o garçon ,pacienciosamente, espera a autorização para servir as demais taças da mesa. Era só para saber se o vinho está bom para ser consumido, mas certas pessoas acham que precisa mostrar tudo que “aprenderam” ou ficar se exibindo.  Depois de todos servidos e sem deixar o garçon parado esperando, acho muito legal sim apreciar todos os aspectos do vinho... girar a taça, sentir os aromas e degustar.

Ainda bem que a maioria das pessoas  que tomam vinho, apreciam realmente esta bebida e não precisam fazer teatro algum. Sabem valorizar a história que está representada naquela garrafa, em cada aroma e sabor.

Acho que isto não é “Moda” como dizem, no mal sentido, é só um despertar para novos sabores.

Hoje vivemos uma época de questionamentos, e isto é muito bom.

Falo sobre todos os aspectos, questionar é sempre bom. Não aceitar o que sempre foi porque todo mundo aceitava. Isto deve servir para vida toda, você pode descobrir coisas novas e melhores ou entender que as antigas eram melhores... e voltar.

Isto está acontecendo com a nossa gastronomia... novos sabores, novos produtos, alimentos funcionais, orgânicos, respeito ao meio ambiente, descoberta de novas técnicas, reconhecimento do valor de técnicas antigas.

Com tudo isto, o paladar vai conhecendo novos sabores e vai ficando mais sensível. E o vinho faz parte destes aprendizados também, assim como as cervejas gourmet, os chocolates, os cafés e vários outros alimentos.

Com consumidores mais exigentes, os produtores precisam primar pela qualidade  e com isto vemos e degustamos produtos cada vez melhores.

Como é bom, degustar um vinho e perceber características de onde foi elaborado. Mesmo não tendo a certeza de qual entre tantos sabores é o que te mostrou esta característica. Isto aconteceu comigo tomando um vinho português, estes dias.

São sabores e aromas tão complexos que ao mesmo tempo podem te lembrar uma região , um doce de sua infância ou uma cena de sua vida.

Que bom que esta “Moda” está “pegando” ! ! !

Com certeza vai ser o início e o incentivo para muitas pessoas conhecerem este mundo de história, aromas e sabores, que é o “Mundo do Vinho”.

O Oxigênio a favor do vinho

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Muitas vezes escutamos que o vinho deve respirar... mas o que isto significa?

Se colocamos no último post que o oxigênio “estraga” o vinho, como pode ser que pode melhorar?

É verdade, para alguns tipos de vinhos, repetindo: alguns tipos, o oxigênio melhora o vinho .  

Quando estamos em um restaurante que tem um bom serviço de vinho, o garçon provavelmente vai perguntar se quer que deixe o vinho respirar.

Isto mesmo, você escutou certo quando foi ao restaurante e o garçon educadamente fez esta pergunta. E sim... o vinho respira.

Quando abrimos um vinho, imediatamente o liquido entra em contato com o oxigênio, e começa a oxidação. Mas isto vimos no post anterior, não foi?

Mas esta oxidação ajuda a melhorar o sabor e aroma de alguns vinhos, mesmo sendo a mesma que vai estragá-lo depois de certo tempo.

Vinhos com aromas fechados, muito tânicos, ou vinhos jovens que podem amaciar os taninos com o contato com o oxigênio. Estes são vinhos que podem ser aerados.

No caso de vinhos mais velhos, temos que ter muito cuidado em fazer a aeração porque trata se de vinhos com a estrutura mais frágil e a exposição demorada ao oxigênio pode colocar tudo a perder, acelerando a degradação do vinho. 

A maneira mais utilizada para aerar um vinho é através do uso do Decanter. Aquele recipiente que vemos muitas vezes o garçon colocar o vinho, além de decantar a “borra” também ajuda a aerar o vinho. Por isto são  o seu interior é feito para que o vinho tenha grande contato com o oxigênio.

 Mas existem outros “aparelhos” que também ajudam muito, chamados aeradores.  O menos eficiente, é deixar a garrafa aberta, pois a superfície em contato com o ar é muito pequena e precisaria de um longo tempo para melhorar o vinho. Uma ideia simples e prática é colocar numa boa taça e girar.

Não é indicado fazer a aeração de vinhos leves com sabores delicados, como brancos, roses ou espumantes. Neste caso a aeração pode estragar e não melhorar o vinho.

Com isto podemos entender que o oxigênio é bom para o vinho, na medida certa.

Vinho e o Oxigênio....

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Quando o assunto é vinho, muitas vezes aparece a pergunta: “quanto tempo posso deixar uma garrafa aberta?”

A resposta não é tão simples... ou é , se a respostas for um número. 

Mas esta pergunta é muito mais abrangente. O ideal é entender : “porque o vinho muda de gosto  depois de aberto? “

O que parece ruim, nem sempre é. Já ouviu ou viu falar dos aeradores? Do Decanter? E outras invenções para “deixar o vinho respirar”?

Se oxigênio fosse só ruim estas “invenções” não existiriam.

Então qual a respostas para as diversas perguntas que aparecem depois de ler o que escrevi acima? Simples: Depende do vinho. Como já vimos em vários posts que venho escrevendo, um vinho não é igual ao outro. Muda a uva, o terroir, se foi elaborado para envelhecer (de guarda) ou ser degustado jovem. 

Cada vinho tem uma característica diferente, o oxigênio pode melhorar um bom vinho e estragar outro.

Logo que abrimos uma garrafa o vinho começa uma “oxidação”, isto devido ao contato que o líquido tem com o ar que entra imediatamente na garrafa.

E quantos dias pode “durar” um vinho? Depende do tipo de vinho. Um vinho tinto na minha opinião dura em torno de três dias, na geladeira . E o branco cinco dias ou até um pouco mais, devido a sua alta acidez. Os espumantes perdem o gás e isto os deixa “ruins” mais rápido. 

Lembro sempre que o vinho do primeiro dia, da abertura da garrafa, não é igual ao do terceiro dia, pois o oxigênio está agindo desde o primeiro segundo que foi aberto. Em algumas conversas com amigos vemos que alguns vinhos estão “bebíveis” , isto quer dizer que não estão estragados , mas está muito longe do que era o vinho.

O indicado é guardar o vinho depois de aberto na geladeira , o que retarda um pouco o processo e sempre com a garrafa em pé. Se possível passar para um recipiente menor onde a superfície de contato com o ar (oxigênio) diminua, diminuindo assim a oxigenação. Hoje em dia existem as “bombinhas de vácuo” que fazem  sucesso, mas realmente não tenho uma opinião formada sobre elas... tenho amigos que usam e funcionam muito bem, e outros não. Acho que neste caso ajuda muito , mas temos que comprar uma de boa qualidade e não esperar que faça milagre, é apenas para ajudar a conservar o vinho por alguns dias.

Se não for usar o que restou do vinho para tomar, uma boa dica, que já fiz, é congelar para fazer comidas que levam vinho, funciona bem.

Os vinhos licorosos tem uma oxidação bem mais lenta que os que falamos acima, isto quer dizer que aguentam bem mais de um mês na geladeira.

No próximo post falamos o quanto o oxigênio pode ajudar e melhorar o vinho. Até lá...