Chuvas de março: ​Ceagesp divulga alta também no preço de verduras

Chuva em algumas áreas produtoras favoreceu a produção de frutas, o que fez com que o preço caísse

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Muitas pessoas se atentam à previsão do tempo com a finalidade de se prevenir. Sair de casa com guarda-chuvas, casacos ou roupas mais leves. No entanto, as interações do tempo podem afetar diversas áreas e fazer até mesmo com que o consumidor pague mais caro por um produto.

Essa é a situação que estamos enfrentando desde o mês de janeiro em São Paulo. A produção de verduras e legumes foi prejudicada por fatores do tempo, e dessa forma, o prejuízo teve de ser repassado ao consumidor.


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Verduras e Legumes registraram alta nos preços de atacado. Por outro lado, a chuva que ocorreu em algumas áreas produtoras favoreceu a produção de frutas, o que fez com que o preço caísse. 

Voltando a falar sobre a elevação no preço, o tempo chuvoso favorece o aparecimento de algumas pragas, além de provocar estragos das folhas das verduras. Outro problema fica a cargo das horas de sol, que é necessário para que as plantas façam a  fotossíntese, processo no qual ela cria seu prórpio alimento.

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O Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP) informou por meio de sua estação meteorológica que pelo segundo mês consecutivo tivemos menos horas de sol do que o normal para esta época do ano. Ao analisar o mês de fevereiro/18 vemos que a discrepância não foi tão grande quanto no mês de janeiro/18. 

Essa persistência de dias mais fechados, faz com que as folhagens fiquem mais amareladas e também com que as plantas tenham dificuldade em se desenvolver e produzir, o que justifica a elevação dos preços.

Estamos no mês de março e a tendência é de que a chuva ainda se espalhe por Minas Gerais, Centro-Oeste, oeste da Bahia e já começe a  diminuir um pouco sobre as áreas paulistas.

O mapa de chuva quinzenal indica volumes em torno dos 250mm nos tons em verde. Já os tons amarelados o volume acumulado chega no máximo aos 150mm. O Rio Grande do Sul e as manchas alaranjadas no leste nordestino que devem ter uma condição de pouca chuva, chegando em torno dos 50mm até o fim do verão.


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