Barco a vapor do século 19 é encontrado às margens do Rio Grande (MG)

Embarcação, com cerca de 10 metros de comprimento, foi encontrada em Ribeirão Vermelho (MG)

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Pescadores encontraram uma embarcação soterrada às margens do Rio Grande, em Ribeirão Vermelho (MG).

O barco a vapor do século 19, com cerca de 10 metros de comprimento, seria responsável pelo transporte de passageiros e pequenas mercadorias. "Tudo que chegava aqui vinha ou por lombo de mula ou pela embarcação a vapor. Aqui descia 200 Km abaixo até Capetinga, então você tinha um transporte no rio aqui muito intenso", disse o presidente da ONG Circuito Vale Verde, Cesar Mori.

Uma outra embarcação também apareceu com a baixa da Represa do Funil. Uma lancha, toda feita de madeira, não vai poder ser restaurada.

Os moradores disseram que é comum encontrar embarcações no local, porque ali funcionava o antigo porto da cidade. Agora que o rio baixou, é possível ver um pedaço dele, um paredão de pedra, onde os barcos atracavam.

Antes de virar uma referência ferroviária, Ribeirão Vermelho teve um intenso movimento de navegações até o fim dos anos 1940. O atual prédio da prefeitura foi a central das operações.

Esta não é a primeira vez que os barcos aparecem às margens do Rio Grande. Há mais de 20 anos, uma lancha foi retirada soterrada com a ajuda de moradores. "Ela que foi a responsável pelo combustível das marias fumaças", disse o aposentado Dilvo de Souza Costa.

Em 2014, uma lancha do século passado também foi encontrada. Na época, a prefeitura havia prometido a retirada para preservação. Mas a promessa não foi cumprida e a lancha está no mesmo lugar até hoje.

A prefeitura diz que não houve tempo suficiente para fazer a retirada. "Os trabalhos começaram quando o nível do rio estava bem baixo e logo vieram as chuvas e com a elevação do nível da água, dificultou os trabalhos, impossibilitando aí a retirada dessa embarcação", disse o secretário municipal de Turismo, Renan de Carvalho Ramos.

A ONG Circuito Ferroviário se interessou pelo barco e disse que vai fazer a restauração. "É bacana até pra gente recuperar e depois devolver para a cidade o equipamento já restaurado, quem sabe para o museu, na hora que tiver um museu aqui montada e entregar, esse é o nosso papel, restaurar a história, porque a gente não é dono de nada", completou o presidente da ONG.


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