Alternativa a transportes coletivos, bicicletas têm alta de 50% nas vendas

  • Bernardo Teixeira
  • Publicado em 25 de julho de 2020 às 16:51
  • Modificado em 8 de outubro de 2020 às 21:01
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Além das tradicionais, bicicletas elétricas também tiveram aumento de demanda no mês de maio

A bicicleta é uma opção para se livrar da dependência do transporte coletivo

O começo da pandemia do coronavírus no Brasil foi fortemente sentido pelo mercado brasileiro de bicicletas, com queda de até 70% no faturamento das lojas no setor. 

Em maio, porém, os resultados começaram a ser recuperados, seguindo uma tendência mundial. Levantamento realizado pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas – Aliança Bike apontou que houve um aumento médio de 50% nas vendas do mês, em comparação com o mesmo período no ano passado.

O aumento atual da demanda, inclusive, já superou as perdas do início da quarentena. Os dados, fruto de uma pesquisa com mais de 40 associados da entidade, entre lojistas, fabricantes e importadores, são reflexo de uma alteração na dinâmica de vida da população: a procura por um meio de transporte seguro o suficiente para manter o distanciamento e as práticas indicadas pela Organização Mundial da Saúde.

Os modelos mais procurados são das chamadas bicicletas de entrada, que custam entre R$ 800 e R$ 3 mil e servem para deslocamentos urbano, ou seja, para uso na cidade. 

As bicicletas elétricas, apesar de não representarem a maioria das vendas, também tiveram aumento de 60% na comercialização, quando considerados modelos que custam até R$ 3 mil.

Acima deste preço, as bicicletas tradicionais ou elétricas não tiveram aumento de demanda.


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