Adultos de hoje são 15 anos mais velhos que de gerações anteriores

Pesquisa mostre que, mesmo com tantas facilidades, nossa saúde parece estar mais debilitada

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Antes de ler essa reportagem, faça um exercício rápido: tente comparar seu atual estado de saúde com o que seus pais tinham na sua idade. Agora responda: qual geração é a mais “jovem”, a sua ou a deles? Se você respondeu sem pestanejar que é a sua, saiba que pode estar errado.

Segundo um novo estudo de pesquisadores holandeses, os adultos de hoje estão 15 anos “mais velhos” que os de antigamente.

Feito por cientistas do Dutch National Institute for Public Health and the Environment, o trabalho incluiu a análise de dados referentes à saúde de seis mil adultos de 20 a 50 anos, coletados por um período de 25 anos, e concluiu que uma série de problemas, especialmente pressão alta, sobrepeso e diabetes são mais comuns entre os adultos de hoje. 

Os homens que têm 30 anos atualmente, por exemplo, estão 20% mais propensos a apresentarem sobrepeso em relação aos da geração anterior. As mulheres que possuem 20 anos, por sua vez, têm duas vezes mais chances de serem obesas do que as que tinham a mesma idade 10 anos atrás. “As gerações mais novas estão desenvolvendo hábitos piores que seus antecessores. Esses números reforçam a necessidade de encorajar o aumento da atividade física e da dieta balanceada nos adultos atuais”, disse Gerben Hulsegge, autor do relatório.

Cuidados com as crianças

E não são só os adultos que devem se reeducar para mudar essa realidade. Vale lembrar que hábitos saudáveis podem – e devem – começar a ser incentivados logo na infância.

Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (UNESP), feita com 2.720 adultos, concluiu que os benefícios da prática esportiva nas crianças são estendidos até a vida adulta. “Durante os exercícios físicos, o organismo queima a gordura extra que ficaria acumulada na corrente sanguínea”, explicou o professor Rômulo Araújo Fernandes, do Departamento de Educação Física da UNESP em Presidente Prudente, que conduziu a pesquisa. “Assim, estimula o ganho de massa muscular e, por consequência, previne a obesidade no futuro”, concluiu.


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